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Juíza diz que destino de bebê ainda não está definido

Matéria publicada em 25 de março de 2019, 10:22 horas

 


Maria Edjane de Lima foi morta por espancamento em Barra Mansa.

Barra Mansa – O destino do bebê de Maria Edjane de Lima, grávida que morreu após sofrer violência doméstica, ainda não está definido. A juíza Anna Carolinne da Costa, da 2ª Vara de Família, Juventude e Idoso de Barra Mansa, disse que em casos como esse são necessárias tentativas de localização de familiares da menor que possam vir a ter interesse em ficar com o bebê.

– Sendo inviável a entrega da guarda para a família extensa, a criança é colocada para adoção, observando-se as precauções legais de respeito ao cadastro e fila de adotantes habilitados, explicou a magistrada. O bebê que continua internada recebeu o nome de Vitória.

Entenda 

Maria Edjane, de 35 anos, foi espancada no dia 4 de março pelo  marido, Oberdan Gonçalves Braga, de 45 anos. Durante a agressão a grávida recebeu chutes na barriga e teve descolamento de placenta. Socorrida por uma vizinha e levada a um hospital, ela foi submetida a um parto de emergência, mas não resistiu e morreu.

Oberdan já havia ameaçado a vítima de morte e furtado seu celular. Por isso, em dezembro de 2018, o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Barra Mansa concedeu uma medida protetiva a Maria Edjane.

Somente em janeiro deste ano, foram registrados 77 novos casos de violência doméstica no município. Em 2018, a Justiça fluminense registrou em todo o estado 88 casos de feminicídio – assassinato de uma mulher pelo simples fato de ser mulher, por questões de gênero.


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Um comentário

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    Parabéns justiça, o trabalho foi feito “sertinho”…Taí o resultado!

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