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Justiça nega pedido de habeas corpus para suspeito de falsificar álcool gel em Volta Redonda

Matéria publicada em 26 de abril de 2020, 14:10 horas

 


Volta Redonda – O juiz da 1ª Vara Criminal de Volta Redonda, Ludovico Couto Colacino, negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de um homem que foi preso em flagrante, no último dia 7, fabricando álcool em gel 70% numa casa localizada na Rua Manoela Schefer, no bairro Retiro, em Volta Redonda. A decisão foi tomada na última sexta-feira, dia 24.

O réu responde pelo previsto no artigo 237 do Código Penal, que trata de falsificação e adulteração de produtos terapêuticos ou medicinais, conforme denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Ao decidir sobre o pedido da defesa para que o suspeito responda em liberdade, Colacino citou a crise de pandemia da Covid-19 e apontou que o suspeito teria usado da “fragilidade da população” para produzir e vender produto falsificado “com a suposta roupagem de álcool em gel para prevenção e/ou eliminação do vírus Covid-19”.

Ele salientou ainda que o suspeito utilizou-se da “fragilidade da população na busca, às vezes desenfreada, de proteção por suas vidas”. Também considerou os fatos investigados como “gravíssimos”.

No pedido, a defesa do preso alegou ser ele pai de dois menores e que sua mulher tem enfermidade grave. Neste caso, o magistrado considerou não ter havido comprovação de que ele seja “o único cuidador dos mesmos [filhos e esposa]”. Colacino aponta ainda que a dedicação do preso à “atividade criminosa” poderá prejudicar o desenvolvimento das crianças, “eis que, ao invés de estar cuidando da criação e educação dos filhos, está envolvido na criminalidade”.


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5 comentários

  1. Tem que ser assim mesmo errou tem que pagar se todos usassem esse argumento teria menos bandidos

  2. Vai vender este ácool em gel na cadeia

  3. Capeta da grota do Santa cruz

    E os caras que vendem CLORO CASEIRO de porta em porta? Tambem não atentam contra a saúde pública das pessoas? Princípio da isonomia, ou seja, o que vale para um, para outro também…

    • Só podia ser um barramansuíno para propor comparação tão estúpida. Presumo que os vendedores ambulantes que saem de Sol a Sol vendendo seu produto o façam pensando em enriquecer, já que o cloro é um produto de imensa procura, em falta no mercado e com preço inflacionado… Ademais, o cloro é produto de uso tópico, então precisa de rigoroso controle de qualidade, diferente do álcool-gel, que é item de limpeza de pias, pisos e banheiros e assim envolve menos riscos à saúde pública…

    • Concordo. Até porque o cara é engenheiro químico, muito mais capaz que tantos por aí. Ele sabia o que, como e sob quais circunstâncias fazer. O único erro foi não ter registro para o produto pois a prefeitura não está dando alvará de funcionamento. Era álcool gel legítimo. Mais pilantra ainda é o vizinho/vizinha DEDO-DURO que só abriu a boca por inveja. Pronto falei.

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