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Mais de 420 fuzis são apreendidos em 10 meses somente no Rio

Matéria publicada em 27 de novembro de 2017, 10:55 horas

 


Rio – De janeiro a outubro deste ano, segundo estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP), 424 fuzis foram apreendidos, 317 apenas na capital. O número ultrapassa a quantidade do material bélico apreendido durante todo o ano de 2016, de 369 fuzis no total. O estado do Rio de Janeiro registrou um aumento de 75% no número de fuzis recolhidos pelos policiais com o crime organizado nos primeiros oito meses do ano, em comparação com o ano passado: 347 em 2017 e 198 em 2016.

Ao todo, foram apreendidas mais de 7,3 mil armas no estado este ano, sendo 2,4 mil no interior, 2,1 mil na capital, 1,7 mil na Baixada Fluminense, e 547 em Niterói e arredores.

– Tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil têm trabalhado muito para tirar o fuzil, essa arma de guerra, de circulação. Este ano, criamos a Desarme, que é a delegacia especializada no combate ao tráfico de armas, munições e explosivos e responsável por importantes prisões e apreensões. Além disso, em seu trabalho ostensivo, a Polícia Militar apreende rotineiramente armas, entre elas fuzis e munições. Nossa luta é constante – disse o secretário de Segurança, Roberto Sá.

Em junho, a Polícia Civil fez a maior apreensão de fuzis da história, no Aeroporto Internacional Tom Jobim: 60 armas estavam escondidas em aquecedores para piscinas.

Grupo integrado

Para combater o armamento pesado por criminosos, a secretaria implantou medidas estruturantes como o Grupo Integrado de Operações de Segurança Pública (Giosp), que integra as inteligências da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, sob coordenação da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Os relatórios do Giosp, com a finalidade de monitorar a criminalidade violenta no Rio, já permitiram a elucidação de crimes, identificação de criminosos, prisões e apreensões pelas polícias, que são as destinatárias das informações produzidas pelo grupo integrado.


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4 comentários

  1. Avatar

    Daqui a pouco os pms corruptos abastecem os tranficantes com mais fuzis.

  2. Avatar

    O desgoverno do Temer e seu PMDB cortou a verba para a vigilância na fronteira, o ministro da justiça fala mal do Rio, mas também não toma conta do tráfego de armas e munições, que antes de chegar no RJ passa por outros dois estados, no mínimo. Aí o poder de fogo dos traficantes é bem acima do normal e querem que os fluminenses resolvam sozinhos.

  3. Avatar

    Um simples princípio da economia chamando lei da oferta e demanda. Perderam os fuzis, simplesmente quem saiu ganhando foi o fornecedor, uma vez que os traficantes vão ter que meter a mão no bolso para se armarem novamente. E para levantar esse dinheiro eles vão traficar, roubar, matar, sequestrar, estorquir. Precisamos de fiscaluzação nas fronteiras e rodovias federais

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