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Marinha investiga denúncia de que dono de escuna que afundou em Angra não era habilitado

Matéria publicada em 4 de dezembro de 2015, 21:25 horas

 


Angra dos Reis – O comandante da Capitania dos Portos de Angra dos Reis, Manoel Antônio da Cruz, disse nesta sexta-feira (4) ao DIÁRIO DO VALE que investiga a denúncia de que o dono da escuna “Minas Gerais”, que afundou na semana passada na Baía da Ilha Grande com 13 pessoas, não estava habilitado para navegar. Pela denúncia, ele não teria a carteira de inscrição na Marinha.
– Instauramos um inquérito administrativo que está investigando esta denúncia e outros itens. Embora, a escuna já esteja localizada desde a última terça-feira (a quase 40 metros de profundidade, próximo à Ilha dos Meros), será o dono da embarcação que terá que içar a Minas Gerais e não a Marinha – informou Cruz.
A Marinha tem um prazo estipulado por lei de 90 dias para concluir o processo administrativo. A Polícia Civil também instaurou inquérito.
O delegado titular da 166ª DP (Angra dos Reis), Marco Antônio Alves, disse que até este momento, ninguém foi indiciado. Já o comandante do 10º Grupamento Bombeiro Militar (GBM), Paulo Scarani, disse que as buscas com mergulhadores se encerraram e agora os trabalhos contarão apenas com dois barcos e três lanchas, de equipes dos bombeiros e Capitania dos Portos de Angra.
– Os trabalhos dos mergulhadores se encerraram após a escuna ter sido encontrada – disse Scarani, acrescentando que quanto mais o tempo passa, menos chances há de se encontrar sobreviventes.
Das 13 pessoas que estavam a bordo, oito foram resgatadas com vida e cinco continuam desaparecidas. São eles: José Geraldo da Silva, de 42 anos e vice-prefeito de Arantina (MG), Atail Almeida Bezerra, José Assis da Silva, Wellington Sandro de Castro e Fernando de Castro de Souza, que não tiveram as idades divulgadas. Todos são moradores de Arantina (MG), no sul do estado, e tinham alugado a escuna para pescar.
Eles estavam em um grupo de 46 turistas de Arantina que alugaram quatro barcos para pescar na localidade conhecida como Ponta do Meros, na região da Ilha Grande. As embarcações partiram de um cais no bairro Camorim, por volta das 16h, no sábado. A Minas Gerais afundou pouco mais de duas horas depois, entre às 18h30 e 19h30. O naufrágio teria ocorrido próximo à Praia de Provetá.


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