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Nova comandante do 28º Batalhão fala sobre ações e expectativas

Matéria publicada em 3 de fevereiro de 2019, 09:00 horas

 


Luciana Rodrigues de Oliveira afirma que seria ótimo contar com um efetivo maior na unidade

 

Tenente-Coronel abre mais um dia de trabalho no 28º Batalhão (Reprodução das redes Sociais)

Volta Redonda – Em pouco mais de dez dias no comando do 28º Batalhão da Polícia Militar, a Tenente-Coronel Luciana Rodrigues de Oliveira e seus comandados realizaram pelo menos quatro operações que tiveram grande repercussão em Volta Redonda. Foram sete presos e dois mortos em ações contra a criminalidade.

Os alvos foram suspeitos de assalto e tráfico de drogas. Por outro lado, já sob sua gestão houve casos que confirmam uma audácia maior por parte dos bandidos, como um ataque contra um PM a paisana. Neste cenário, a comandante fez um balanço do que espera pela frente e do que já fez.

Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO VALE, Luciana confirmou que não houve aumento da criminalidade e que alguns dos autores das ações que assustaram a população acabaram presos nos últimos dez dias.

– Não houve aumento da criminalidade. Tivemos ocorrências na região e após algumas delas já fizemos apreensão e prisões de elementos que praticaram algumas das ações desse início de ano e continuamos trabalhando e reforçando nosso policiamento para inibir a ocorrência de novos crimes – disse ela.

A comandante disse que os crimes na região de cobertura do 28º Batalhão não estão centralizados em um ponto específico. E elogiou a qualidade de vida nas cidades onde atua. “Os crimes realizados na região não estão centralizados em uma única área, eles ocorrem em lugares diversos. Nossa região ainda é um ótimo lugar para se viver e a população pode contar conosco para a manutenção da ordem”.

Luciana frisou, no entanto, que há um problema de efetivo no batalhão localizado em Volta Redonda. Apesar de destacar que essa demanda está sendo suprida com planejamento, não descartou a necessidade da chegada de reforços. “Tivemos uma perda grande de efetivo e isso impactou em alguns serviços que precisaram ser suprimidos, mas trabalhamos com planejamento e conseguimos suprir essa demanda e atender a população e manter ordem, mas é claro que se pudéssemos contar com mais efetivo seria ótimo!”, disse ela.

Em outro ponto da entrevista, a Tenente-Coronel disse que tem se reunido periodicamente com sua equipe para traçar metas e estratégias. “Várias reuniões estão sendo feitas para traçar estratégias de ação para melhorar nosso policiamento. Já estamos realizando operações em diversas áreas da região, onde há denúncia de tráfico e atividades ilícitas”. Preocupação de dez entre dez cidadãos, a migração de bandidos foi tratada com cautela pela comandante. “Nenhuma hipótese tem sido descartada nos nossos planejamentos”.

Por fim, ela deixou um recado para a população. “Pedimos a colaboração de toda a sociedade do sul fluminense para nós ajudarem a manter nossas cidades calmas e tranquilas. Pra isso precisamos da ajuda de todos, continuaremos trabalhando incessantemente. Ajude-nos denunciando pessoas e atitudes suspeitas através do nosso disque denúncia 0800-0260667”, disse.

 

Ações da PM sob novo comando chamaram atenção

Sete presos e dois mortos em ações chamaram a atenção da população. Esse é um saldo parcial do trabalho do 28º Batalhão nos últimos dias. Houve mais prisões, mas as elencadas aqui chamaram atenção. Foram três presos em um roubo de carro que teve perseguição cinematográfica, outros dois detidos na São Geraldo logo após realizarem um assalto, mais uma dupla presa suspeita de tentar levar uma carga de cigarros e dois mortos em confronto com policiais no bairro Santo Agostinho.

A nova comandante do 28º Batalhão, Tenente-Coronel Luciana Rodrigues de Oliveira, assumiu o posto em um momento atípico. Não faz muito tempo, mais de 30 policiais lotados em sua unidade foram presos sob suspeita de ajudar bandidos. Além disso, mesmo com os índices perto do normal, houve uma percepção de aumento da violência diante da audácia dos criminosos.

Além de colocar a tropa na rua e colher bons resultados, Luciana ainda participou de uma reunião com moradores do bairro Água Limpa, na própria localidade. O objetivo foi acalmar a população, pois uma série de crimes aconteceu no bairro seguidamente.

 

Comando do 5º CPA quer reduzir roubo de carros em Volta Redonda

O comandante do 5º CPA (Comando de Policiamento de Área), Cleber Maia assumiu o cargo no dia 10 de janeiro e, desde então, vem acumulando bons resultados juntamente aos batalhões da região. Segundo Maia, uma das ocorrências com maior frequência na região é o roubo de veículos e que algumas operações estão sendo desencadeadas para combater este tipo de crime.

– Desde que eu cheguei a gente percebeu que a sociedade está preocupada com o alto índice de roubo de veículos. Principalmente em Volta Redonda. Então, nós orientamos o comando do 28º BPM para que fizesse um planejamento e que executasse em suas operações, ações voltadas para combater este tipo de delito e está dando certo – disse.

O comandante está certo, pois em 2018 foram registrados 368 ocorrências de roubo ou furto de veículos em Volta Redonda. Segundo Maia, uma das suas principais funções do comando é estabelecer diretrizes e metas à corporação, além de dar apoio aos batalhões que atuam na região. Ele ressalta que baseado no Sistema Integrado de Metas (SIM), todas as atividades impostas pela antiga secretaria de segurança, são cumpridas.

Outra preocupação constante é sobre a situação em Angra dos Reis. A invasão de facções criminosas ainda leva reflexos muito ruins para os índices de violência na maior cidade da Costa Verde. “Todas as áreas nos preocupam, mas a área que mais nos preocupa aqui no 5º CPA é o 33º BPM, responsável por Angra dos Reis, por ter uma característica bem diferente dos demais batalhões. Justamente por ser uma área turística, conter um fluxo de pessoas muito grande e por conter muita droga em algumas regiões”, disse.

Ele relembra uma explosão que aconteceu em uma agência da Caixa Econômica Federal em Angra, no dia 18 de janeiro. Ressaltou que no dia da ocorrência o novo comando do 33º BPM assumia o posto. “O ritmo em Angra está diferente. No primeiro dia que o comandante assumiu, aconteceu esse fato. Muitas comunidades são dominadas pelo tráfico e a gente está tentando combater isso’’ – disse.

Maia ressalta a importância dos trabalhos que têm sido realizados pela corporação. “Temos que esgotar todos os meios dentro do CPA. A gente desloca apoio dentro das unidades. Principalmente em Angra, local que está havendo uma necessidade maior por conta do tráfico de drogas. A partir do momento que a gente perceber que este apoio não está sendo suficiente, a gente busca outro tipo de apoio com forças especiais, mas isso acontece em casos mais extremos”, disse.


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2 comentários

  1. Avatar

    Os bairros Belmonte, Divisa e Padre Josimo estão perigosíssimos…
    e quase nunca vemos policiamento nestes bairros .
    Sensação de insegurança absoluta, principalmente de noite !

  2. Avatar

    A população está com medo dos roubos a residência , pessoas e carros…
    Antes era mais comum furtos.
    Está tenso…

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