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Número de empresas aumenta e nível de emprego diminui em Volta Redonda

Matéria publicada em 20 de fevereiro de 2016, 20:30 horas

 


Micro e pequenas empresas são alternativa para desempregados e substituem informalidade das décadas de 1980 e 1990

Haroldo

Confiante: Haroldo afirma que cidade passará pelas dificuldades da economia e sairá fortalecida (Foto: Paulo Moreira)

Volta Redonda – A quantidade de empresas existentes em Volta Redonda teve aumento no ano passado. A delegacia da Jucerja (Junta Comercial do Estado do Rio) na cidade registro 1067 aberturas e 188 encerramentos de empresas – saldo positivo de 879. O número conflita com os 3.836 empregos formais que foram fechados na cidade em 2015, mas indica que muitos dos trabalhadores que perderam seus empregos podem ter optado pelo empreendedorismo em vez de partirem para a procura de uma nova colocação.

O coordenador de Indústria, Comércio e Turismo da prefeitura de Volta Redonda, Haroldo Fernandes, afirmou que a expansão no número de empresas da cidade em 2015 mostra que, embora a crise que afeta todo o país tenha atingido Volta Redonda, a cidade mantém uma economia sólida.

— O número de postos de trabalho que foram fechados é um dado significativo e preocupante, mas o fato de as pessoas continuarem a abrir empresas indica que a economia continua sólida. Apesar das demissões, existem ainda mais de 68 mil empregos formais na cidade, o que significa que continua a haver um mercado consumidor forte. A retração na economia é real, mas Volta Redonda pode superar os tempos difíceis e sair ainda mais fortalecida. Temos boa infraestrutura e o Poder Público faz de tudo para incentivar os empreendedores — avalia Haroldo.

Um indicador importante dessa tendência é o setor em que se concentra a abertura de novos empreendimentos: o de prestação de serviços. Das 879 empresas que formam o saldo positivo da cidade em 2015, 454 são do setor de serviços.

De modo geral, a abertura de um empreendimento de prestação de serviços exige menos investimentos que um estabelecimento comercial ou de uma indústria. Uma microempresa de prestação de serviços normalmente vende as habilidades e conhecimentos técnicos de seu fundador. Ele pode iniciar em um espaço com aluguel baixo ou na própria residência.

A criação de negócios de prestação de serviços também ostenta outra característica importante: um alto índice de sobrevivência. Foram abertos 508 negócios desse setor na cidade durante o ano passado e 54 foram fechados, o que implica um índice de sobrevivência da ordem de 89,4%.

Outro setor que apresenta um índice significativo de sobrevivência é o de comércio e prestação de serviços, que é o que acontece, por exemplo, com as lojas que vendem telefones celulares e acessórios ao mesmo tempo em que prestam serviços de reparos e configuração dos aparelhos. Para cada 100 empresas desse segmento que foram abertas no ano passado, cerca de 15 fecharam.

A indústria – setor que exige do empreendedor os maiores investimentos iniciais – é o segmento menos movimentado da economia. O saldo de 50 resulta de 62 aberturas e 12 fechamentos e indica um índice de sobrevivência da ordem de 80%.

O menor índice de sobrevivência (70%) é o do setor comercial. Mesmo assim, para cada dez empresas abertas, apenas três fecham. O problema parece estar concentrado nas empresas de menor porte. A avaliação de Haroldo Fernandes é que o pequeno empresário do comércio costuma aliar o hábito de vender “fiado” aos amigos e vizinhos com uma reserva financeira pequena: “Em caso de crise, o amigo ou vizinho acaba atrasando pagamento. Se isso acontecer com muitos clientes ao mesmo tempo, o pequeno comerciante, muitas vezes, não tem uma fonte alternativa para aquela receita que ele esperava e não veio, o que gera problemas sérios e pode levar ao encerramento do negócio”, afirma.

Brasileiro sonha com negócio próprio

Pesquisa divulgada em junho de 2015 pelo Instituto Data Popular revela que 38,5 milhões de brasileiros têm intenção de abrir o próprio negócio. Segundo a pesquisa, 28% dos brasileiros querem empreender atualmente – em 2013, o percentual era de 23%.

De acordo com o levantamento, 78% das pessoas que querem empreender já se preparam para abrir o próprio negócio: 38% pesquisam a área em que desejam atuar, 28%  guardam dinheiro para investir e 12% se aperfeiçoam em cursos e estudos.

O presidente do Data Popular, Renato Meirelles, disse que o achatamento do salário impulsiona na pessoa a vontade de ser dona do próprio negócio. “Os brasileiros enxergam no empreendedorismo uma iniciativa para garantir mais renda e um bom futuro para a família.”

A pesquisa mostra que a possibilidade de ganhar mais, crescer profissionalmente e não ter chefe são os principais motivos que incentivam a abertura do próprio negócio. “É muito comum as pessoas empregarem parentes, amigos ou vizinhos e abrirem o negócio no bairro onde moram, o que contribui para fortalecer a economia local”, acrescentou Meirelles.

Conforme a pesquisa, a Região Norte é a que concentra o maior percentual de pessoas com vontade de empreender (55%), seguida do Nordeste (33%), Sul (26%), Centro-Oeste (24%) e Sudeste (24%). Entre os interessados em empreender, 53% são homens e 47% mulheres; 50% são da classe média, 28%, da alta e 22%, da baixa; 54% têm entre 18 e 35 anos, 19% entre 36 e 45 anos e 27% têm mais de 46 anos; 50% têm ensino fundamental, 37% têm ensino médio e 13% têm curso superior.


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14 comentários

  1. Avatar

    Esse tla de Haroldo deve se referir a outro país em outra galáxia,só pode. Economia sólida??? Conversa fiada e falta de notícias.

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    O pregador e o Cantinflas incomodaram mesmo, olhem as respostas oficiais dos que tem neste ano de despedida…, pelo menos algum interesse ALÉM do conteúdo da matéria, que é daqui a um bom tempo infelizmente a recuperação do emprego e do progresso da cidade e principalmente das pessoas que nela habitam, parabéns pra vocês não conseguiram lavar os vossos cérebros, apagar a memória da realidade e da verdade, doutrinar pra ficarem cegos, obedientes a mando deles, dos FEITICEIROS DA POLÍTICA! hahahahahaha

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    >>>>>>> O SER HUMANO VEIO PARA ….. EM PRIMEIRO LUGAR PENSAR ANALISAR CONSEQUENTEMENTE VIVER E TRABALHAR!!!!!! E TIREM TUDO DO HOMEM… MENOS O DIREITO DE TRABALHAR !!!!! POSSUIMOS UM CHIP LIGADO AO UNIVERSO QUE NOS DA FORÇA E PODER …. MAS O PODER DE ALGUNS PODE AFETAR A VIDA DO HOMEM SOBRE O UNIVERSO PRINCIPALMENTE QUANDO SE TORNA EM GANANCIA

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    Essa notícia saiu ano passado no jornal impresso. E só agora são na edição online.
    Isso deve ser falta de notícia.
    As Informações já não se aplicam ao cenário atual.

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    Haroldo fico confiante porque você pela pessoa séria e coerente que sempre foi falando dessa forma retorna a esperança. Agradecida pela informação e por ser sempre essa pessoa educada, gentil e especial. Bons pensamentos alavancam qualquer situação e ancora energias superiores. Existe a crise mas existem pessoas que fazem sufles especiais com o limão.

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    É lamentável, cada um se vira como pode.pobre do povo a mercê deste desgoverno corrupto e que quer se perpetuar no poder através de mentiras e querendo a todos como escravos da elite no poder.

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    “a economia continua sólida” …este cara é um piadista ! Um desinformado completo que não lê jornais …um alienado no seu mundinho de cidade de interior.

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      Ele fala que a crise é pertinente e real mas que Volta Redonda tem uma economia sólida na qual pessoas inteligentes e bem informadas conseguem empreender e ter sucesso.Não é o seu caso que aparenta ser um desinformado, invejoso, provinciano, dependente de que coloquem a água na sua boca.

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      MITOU ;

      NÃO SÓ ELE IGUAL A MUITOS BURGUESES QUE SE ACHAM O TAL DE VR…..

      PARABÉNS PELAS PALAVRAS BEM COLOCADAS.

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    Deve haver algum equívoco. Com a economia destruída pelo desgoverno PT só louco abriria um empresa nestes dias. Na capital Rio de Janeiro o número de lojas, empresas fechando a porta é absurdo. Não é possível que em Volta Redonda, cuja economia é limitada ao segmento mais destruído que é o industrial, navegue no mar de rosas de uma economia estável. Tem algo errado aí nestes números.

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