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Presos trabalham em obras públicas na busca pela ressocialização em Resende

Matéria publicada em 6 de julho de 2018, 17:07 horas

 


Presos estão participando de reforma de escolas e construção de praças


Resende –
Em Resende, um projeto está dando novas oportunidades a 25 apenados do regime semiaberto da Cadeia Pública instalada na cidade. Uma parceria entre a prefeitura e a Justiça locais, por meio de um projeto social, ofereceu trabalho na reforma de praças e escolas.

O projeto Ressocialização de Amor foi apresentado há cerca de quatro meses pela Fundação Santa Cabrini ao prefeito Diogo Balieiro Diniz (DEM), ao diretor do presídio, Eliel Ogawa Júnior, e ao juiz da 1ª Vara Cível da cidade e diretor do Fórum, Marvin Ramos Rodrigues Moreira.

O presídio foi inaugurado ano passado e chegaram presos dos regimes fechado e semiaberto. Em um levantamento, vimos que cerca de 90% dos presos são da região (Resende, Porto Real, Itatiaia, Barra Mansa e Volta Redonda)”, explicou o juiz, que também comentou o processo de escolha.

– Foi feita uma triagem para identificar quem era mais adequado aos trabalhos e quem já teve experiência com obras. Os selecionados já atuaram como pedreiros, eletricistas, mecânicos, ou seja, são capacitados para a tarefa – afirmou.

A Justiça cumpre a Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84), que prevê a redução da pena em um dia a cada três trabalhados. A Prefeitura entra com transporte, alimentação, fiscalização e outros subsídios para as obras e os presos.

Nova rotina

As reformas começaram esta semana, na segunda-feira (2). A nova rotina deles começa às 7h, quando são transportados até o local, e termina às 18h, momento em que retornam à cadeia. Em todo o momento, são acompanhados por um dos dez voluntários do projeto social Impacto de Amor, que atua junto à Fundação Santa Cabrini com a Prefeitura e a Justiça nesse projeto. Ao longo das horas trabalhadas, eles recebem outro auxílio fundamental nesse período, como explica Wilkie Almeida, coordenador do Impacto. “Percebemos que o principal problema, com a maioria deles, é a desestruturação da família. Então, temos conversado individualmente para ajudá-los a tratar essas questões e fazê-los vencer esses obstáculos. Nossa intenção não é apenas ressocializar, mas ajudar a remoldar o caráter em cada etapa”.

O primeiro canteiro de obras foi uma praça no bairro Montese, na segunda-feira (2), onde eles capinaram, recolheram folhas e pintaram canteiros, bancos e o meio-fio. A segunda obra, já maior, começou na terça-feira (3) e o alvo é a Escola Municipal Roberto Silveira, no bairro Paraíso. A reforma tem previsão de duração de dois meses, período em que o colégio será ampliado e sofrerá a troca de piso e forro, será pintada, entre outros.

Mesmo nesse breve tempo, Wilkie, que comemorou seu aniversário com eles na quarta-feira (4),  já percebeu a diferença. “Eles me disseram que querem que o projeto dê certo. Sabemos que o sistema é excludente, mas quando tratamos a pessoa com amor e respeito, ajudamos a vê-lo o futuro de forma diferente, mais positiva”, afirmou.

O juiz Marvin relembra o papel da Justiça nesse projeto. “Temos que pensar como queremos que essas pessoas retornem ao convívio com a sociedade. A ressocialização faz a diferença na vida dos presos porque os fazem enxergar possibilidades além do crime”, sustentou ele.


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11 comentários

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    Quero saber o seguinte: esses criminisos usam aqula famosa bola de ferro acorrentada ao tornozelo? Quero ver essa boa iniciativa e demonstração de submissão.

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    Isso tem de virar referência em todo o país. Parabéns!

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    Você c uma arma na mão é um bicho feroz
    Sem ele sai rebolando e ainda muda de voz
    Bezerra da Silva.

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    Retrocesso total, esses vermes tem que ficar enjaulados, pena de morte nesses vagabundos

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      Também acho. O cara mata, rouba, violenta, e ainda sai como coitadinho. A vida é feita de escolhas. Cadeia é p ser cumprida, já não bastam as benesses das saidinhas temporárias ? Com a palavra as vítimas ou as famílias das vítimas desses.

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    Opa primeira notícia boa inteligente nos últimos 4 anos.parabens

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    vagabundo faz merda na liberdade..vai pra cadeia pra ser punido….cadeia e pra ser punido e ainda tira emprego de um pai de familia….governo de merda

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      Em outros países presos já faz trabalhos em áreas públicas a muitas décadas, questão de empregos não é órgãos públicos que tem que dar emprego para a população e sim o executivo facilitar e incentivar empresas e pequenos empreendedores na cidade. Quanto mais gente empregada em prefeitura maior será os impostos.

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      avaliador
      O dia que Vc for preso injustamente vai pensar diferente. Dias atrás vi uma notícia (não li) de um sujeito que, além de ser preso injustamente, ainda foi estuprado na cadeia, e agora cobra na justiça. O que acha?

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    Até agora foi a melhor iniciativa em relação a presos, todos que estão presos tem que trabalhar, ficar atoa o dia inteiro não dá né, trabalhando eles não tem tempo para se organizarem para o crime dentro dos presídios.

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    CEM Reais para votar, SEM segurança pública depois

    Parabéns a todos pela iniciativa! A solução para a violência existe e é bem simples. Mas evitem PERUADAS de especialistas em segurança e não deixem os Direitos Humanos descobrirem que os presos estão trabalhando para não melar essa bela iniciativa.

    Eu quero saber é quando a justiça irá aplicar os incisos II e III do Art. 112 do ECA.

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