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Quadrilha fraudava chassis de carros de luxo em Resende

Matéria publicada em 5 de janeiro de 2015, 13:26 horas

 


Criminosos colocavam número de chassis de carros exportados em outros, do mesmo modelo, ano e cor de outros que tinham sido roubados

Carros de luxo ficaram no pátio da delegacia de Resende

Carros de luxo ficaram no pátio da delegacia de Resende

Resende

O delegado titular da 89ª DP (Resende), Mário Roberto Arruda, confirmou no dia 3 de dezembro ao DIÁRIO DO VALE um esquema de falsificação de chassis de carros de luxo. Os bandidos roubam veículos topo de linha, adulteram o número do chassi, colocando o de outro veículo do mesmo modelo, ano e cor, que foi vendido do Brasil para o exterior. Depois a quadrilha revende o veículo como se fosse regular, a preço de mercado. Mais de 200 carros foram vendidos neste esquema, que estaria funcionando há pelo menos quatro anos.

A equipe chefiada por Arruda conseguiu apreender 13 caminhonetes das marcas Mitsubishi, Toyota e Land Rover, apenas no Estado do Rio de Janeiro, que foram levadas para o pátio da 89 DP, em Resende. Todos os compradores eram de classe média alta e tiveram que devolver os veículos, avaliados em mais R$ 100 mil, cada um. Eles não vão responder por receptação porque a polícia entendeu que adquiriram as caminhonetes de boa fé.

O delegado disse que as investigações foram iniciadas em julho passado, após uma caminhonete ter sido apreendida em Resende. Um advogado estaria circulando com o carro roubado na cidade. Os policiais da 89ª DP entraram em contato com os fabricantes dos veículos, que passaram a relação dos carros que eles tinham exportado.

Com acesso à lista, os policiais verificaram que mais de 200 veículos tinham sido clonados. Segundo os inspetores, o golpe era tão bem feito que peritos da Polícia Civil tiveram dificuldades em identificar os carros roubados. Para isso, os fabricantes enviaram peritos da própria empresa para auxiliar no trabalho de identificação.

O delegado acredita que a quadrilha tenha acesso à lista de chassis de carros fabricados no Brasil e que foram exportados, principalmente para Argentina, Uruguai e outros países do Mercosul. A polícia investiga se os bandidos têm informantes no Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) ou nas próprias montadoras para ajudar na adulteração dos chassis.

A suspeita se deve ao fato de que apenas as montadoras ou o Denatran teriam os dados dos veículos antes de eles saírem das fábricas, o que facilitaria a falsificação. Em nota, o Denatran informou que acionou a Polícia Federal assim que foi notificado do caso.


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