Alerj dá posse a deputados presos e convocará suplentes

by Diário do Vale

Rio – Os cinco deputados estaduais do Rio de Janeiro que foram presos durante a Operação Furna da Onça tomaram posse de seus mandatos, segundo decisão unânime tomada ontem (20) pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Apesar de empossados, os cinco não poderão constituir gabinetes nem receber salários, e seus suplentes serão convocados dentro de 48 horas.

O Rio de Janeiro teve seis deputados estaduais eleitos presos antes da posse. A decisão de ontem afeta os cinco que foram presos na Operação Furna da Onça, que investiga a relação de deputados estaduais com corrupção e loteamento de cargos públicos: André Corrêa (DEM), Francisco Manoel de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Antônio Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcos Vinícius de Vasconcelos Ferreira, o Neskau (PTB).

Chiquinho da Mangueira (PSC) deixou o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, no dia 16 de janeiro. Ele foi solto por força de liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Uma comissão formada por um procurador, um especialista legislativo e dois deputados foi hoje ao presídio em que os parlamentares estão presos, e também à casa de Chiquinho da Mangueira.

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da Alerj, a decisão de dar posse aos cinco atende determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que repassou à Alerj a responsabilidade de empossá-los e, também, de assegurar o cumprimento da quantidade de 70 deputados para pleno funcionamento da assembleia, conforme a Constituição Federal.

O TRF-2 determinou a prisão cautelar e o afastamento das funções públicas, mas preservou aos eleitos o direito de posse em caso de absolvição.

A decisão não afeta o sexto deputado preso, Anderson Alexandre (SD), ex-prefeito de Silva Jardim. Ele foi preso em outro processo, do Ministério Público (MP), sobre o recebimento de dinheiro de empresas, no valor de R$ 150 mil, para garantir contratos futuros. Segundo a assessoria de imprensa da Alerj, o caso dele é diferente porque existe uma decisão judicial que impede sua posse.

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11 comments

JOSE RICARDO DE MELO ANTUNES 22 de março de 2019, 11:47h - 11:47

Este é o nosso maravilhoso estado do rio de janeiro.

Costa 21 de março de 2019, 21:44h - 21:44

Decisão do TRE, por isso que o STF direcionou para justiça eleitoral julgar crime de caixa 2, não vai dar em nada

Roberto 21 de março de 2019, 21:07h - 21:07

E quem são os suplentes a serem convocados?

Ninja 21 de março de 2019, 19:11h - 19:11

Típico modus operandi da douta entidade. Tanto faz se os deputados estão na cadeia ou na cadeira da assembleia. Agem como mafiosos.

Recruta zero 21 de março de 2019, 23:05h - 23:05

Vergonha!

Assessor Parlamentar 22 de março de 2019, 05:07h - 05:07

Parabéns à Alerj, afinal, a vontade do povo, que voltou, é soberana.
Melhor assembleia legislativa do país.

Eleitor 21 de março de 2019, 18:58h - 18:58

E o carnaval continua.

Triste Realidade 21 de março de 2019, 18:47h - 18:47

Que o Diario do Vale divulgue quais os deputados aprovaram esse absurdo.

Marcio Soares 21 de março de 2019, 18:26h - 18:26

Isso é Brasil, país que não é sério.

Gente Fina 21 de março de 2019, 20:42h - 20:42

Isso e uma VERGONHA..M

Norms 21 de março de 2019, 21:18h - 21:18

Vergonha!!! Mais salário para nós palhaços pagarem, muita vergonha!!

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