segunda-feira, 20 de maio de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Política / Alerj pode criar ‘CPI da Escória’

Alerj pode criar ‘CPI da Escória’

Matéria publicada em 3 de julho de 2018, 19:46 horas

 


Deputados visitaram local onde Harsco armazena resíduo; siderúrgica informa parlamentares que material não é perigoso

No local: Deputados estaduais visitaram depósito de escória em Volta Redonda
(Foto: Paulo Dimas)

 

Volta Redonda – A Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) visitou, nesta terça-feira (03/07), na empresa Harsco Metals, prestadora de serviço para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, na Região Sul Fluminense do estado. Os deputados querem instituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades do local.
— A empresa alega que a montanha atingiu um volume de 20 metros, pelos nossos cálculos são mais de 30 metros de resíduos. Queremos abrir uma CPI para ter respostas, porque solicitamos informações, como a planta siderúrgica – um tipo de mapa da empresa – e resultados das análises feitas que não foram passadas e achamos que a fiscalização do Inea não está sendo feita da forma correta, porque as licenças são renovadas automaticamente — afirma a deputada Lucinha (PSDB), vice-presidente da comissão.
A empresa permitiu a entrada dos deputados, mas não a dos vereadores de Volta Redonda que também analisam a situação da montanha. Reportagens divulgadas na mídia recentemente alertaram para o aumento da montanha de resíduos, que pode ser vista de diversos bairros do entorno da indústria. O destino, no entanto, poderia ser bem diferente já que a escória pode ser utilizada para a pavimentação de ruas e também na construção civil.
A CSN está negociando a doação do material

Irregularidades

Integrante da comissão, o deputado Dr. Julianelli (PSB) alertou que a distância da montanha para a margem do Rio Paraíba do Sul deveria ser de pelo menos cem metros, mas está a apenas 60 metros.
— Os resíduos estão muito próximos a uma área de preservação ambiental. Não há controle químico do lençol freático e, por consequência, da água do rio, que abastece pelo menos 12 milhões de pessoas. A situação é imprevisível caso essa montanha venha abaixo, não há plano de contingenciamento. Por isso, cabe à comissão exigir um estudo técnico de todos esses fatores — afirmou o parlamentar. No entanto, de acordo com a ABNT, a escória siderúrgica armazenada no local é um material inerte, conforme a CSN informou.
O deputado Nivaldo Mulim (PR) observou que não é segura a barreira de contenção feita para os detritos não chegarem ao rio.
— Parece muito frágil, no primeiro desmoronamento dessa montanha, vai tudo em direção ao Paraíba do Sul e ainda tem a poluição do ar — disse. Segundo os deputados, os moradores da região sofrem com doenças respiratórias e alergias por conta da poeira de resíduos que se espalha pelo ar.
Representantes do Ministério Público Federal estiveram no local e disseram que vão trocar informações com a comissão da Alerj sobre o caso para verificar o que pode ser feito. O Instituto Estadual do Ambiente também enviou representantes, que disseram aos parlamentares que vão pedir a adequação da planta siderúrgica à Harsco Metals.
A assessoria de imprensa da CSN divulgou nota sobre o assunto: “A CSN e a Harsco Metals receberam hoje representantes do Instituto Estadual do Ambiente, do Ministério Público e da Assembleia Legislativa para uma vistoria na área de beneficiamento de propriedade da CSN e operada pela Harsco Metals. Aos visitantes foi explicado que o material não é perigoso, conforme classificação da ABNT, e não representa qualquer risco ao meio ambiente ou a saúde. Foi ainda explicado aos visitantes o processo de beneficiamento, realizado de acordo com todas as normas ambientais pertinentes e conforme licença ambiental válida, o qual consiste em reciclagem do material em que a parte metálica é separada e volta a ser usada no processo siderúrgico. O restante do material, estéril e incapaz de contaminar o meio ambiente, ao invés de ser descartado é processado e resulta em agregado siderúrgico, produto mundialmente utilizado na fabricação de cimento, em pavimentação, em lastro de ferrovias e como base para asfaltamento de vias de tráfego, dentre outras formas de utilização. A CSN reiterou que doará parte desse material para recuperação de estradas vicinais do Estado do Rio de Janeiro.”

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

12 comentários

  1. Avatar

    PESSOAL, BOM DIA ! CUIDADO TEMOS ELEIÇÕES EM 2018, ESSES DEPUTADOS E FUTUROS POSTULANTES AOS CARGOS SÓ APARECEM NESSA HORA OK ? ONDE ESTÃO OU ESTAVAM NOSSOS IMPRESTÁVEIS VEREADORES, EX-PREFEITO E O SAMUCA, QUE NUNCA SE MANIESTARAM? ESSE LOCAL JA TEM ESCÓRIA HA ANOS!!!!

  2. Avatar

    Aquele problema do Depósito de escória realmente precisa de uma solução.
    Agora, o aumento da poluição por poeira da CSN PRECISA SER INVESTIGADO.
    Bairros como Belvedere, Tiradentes, Casa de PEDRA, vila rica, que nunca foram atingidos por esse pó, agora estão SENDO INVADIDOS PELO PÓ DA CSN.
    Ao que tudo indica é da Sinterização que antigamente tinha um filtro. Hoje, já não sei se funciona.
    É gritante o aumento da poluição. Cadê os órgãos de meio ambiente?

  3. Avatar
    José Carlos de Assis

    Fico pensando, porque a empresa já não está doando este material há mais tempo… porque deixou chegar a esta quantidade enorme para informar que está doando, e os organismos ambientais silenciosos e hora por outra dizendo que não faz mal a saúde? Não faz mal a saúde de quem não mora por perto, e os riscos ambientais, rio que abastece muitas cidades…Estes Órgãos ambientais??? Cabral??? sei não.

  4. Avatar

    Em ano de eleição aparece tudo quando é deputado. que tal eles levarem as escorias e se enterrarem.
    não vote nestes Deputados esta escoria esta a mais de anos e eles nunca enxergaram.

  5. Avatar

    O povo de VR sempre foi covarde e omisso na questão ambiental. Sempre se sujeitou de forma passional as barbaridades ambientais da CSN sempre com a balela que se questionar a empresa fechará. Rio contaminado, solo, águas subterrâneas, atmosfera, poluição sonora, visual, micro clima alterado e uma cidade inteira doente com donas de casa recolhendo quilos de pó de ferro do quintal.

  6. Avatar

    O que a gente espera é que os órgãos competentes tratem essa empresa com o mesmo rigor que a CSN trata a tudo e todos….Cumpra se a lei…

  7. Avatar

    Quero ver alguém cobrar o responsável por esse pó preto que cai nas nossas casas e aumentou exponencialmente nos últimos tempos! Cadê a matéria DV??

  8. Avatar

    FALTA DE SERVIÇO, PORQUE ESSES DEPUTADOS NAO CRIAM A CPI DA SAUDE E DA EDUCAÇÃO, COM CERTEZA ELES TEMEM ALGUMA COISA, A DECADAS ESSE MATERIAL É COLOCADO ALI E NUNCA NINGUEM RECLAMOU. AGORA UMA MENORIA DE DESORDENADOS ESTAO QUESTIONANDO PRA TIRAR A ESCORIA E COM CERTEZA VAO INVADIR PRA FAZER MORADIA, E DEPOIS IRAO QUERER PROCESSAR A CSN POR CONTAMINAÇÃO NO SOLO.

  9. Avatar

    ALERJ preparando uma grande pizza de escória pra entregar ao povo faminto

  10. Avatar
    Taxista Casca Grossa

    Vereador pensa q é autoridade mas na verdade mandam menos q um sindico de prédio ! hahahaha

  11. Avatar
    Manifantocheenvergonhado

    Mais uma cena apresentada exaustivamente : um judeu capitalista explorador, uma órgão fiscalizador incompetente ou comprado, um bando de políticos imbecis jogando para a platéia e um povo submisso e ignorante. É taça na raça, Brasil ! Brasilllllllllll….

  12. Avatar

    Os problemas da cidade de volta redonda devem ser resolvidos por aquela cidade, uma forma de se acabar com os resíduos é distribui-los aos cidadãos de VR, que se beneficiam da CSN mas não querem assumir a responsabilidade. Se cada cidadão de VR comer 1 kg de escória por mês em pouco tempo essa montanha de resíduos acaba

Untitled Document