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André Ceciliano lança pré-candidatura ao Senado pelo PT

Matéria publicada em 29 de abril de 2022, 19:05 horas

 


Foto: Divulgação
André Ceciliano confirma pré-candidatura ao Senado pelo PT

Rio – Com a presença do pré-candidato do PT ao Senado, deputado André Ceciliano, o PT realiza neste sábado, dia 30/4, o Grande Encontro Defesa do Rio, que reunirá um grande número de prefeitos, vereadores, deputados federais e estaduais. O evento acontece na casa de shows Music Hall (antiga Via Show), na Via Dutra, em São João de Meriti, das 10h às 13h.
“O objetivo é fazer uma grande prestação de contas do nosso trabalho, na Alerj. Mostrar como o Estado estava, em 2017, quando assumi, primeiro interinamente, a presidência do Parlamento Fluminense, e como ajudamos na condução da crise. E também avaliar qual a situação do estado hoje e qual a direção que devemos ir, a partir de agora”, explica o deputado.
Respeitado pela sua capacidade de diálogo com todas as correntes políticas do estado, André Ceciliano tem 54 anos, é formado em direito, está em seu quarto mandato de deputado estadual, foi duas vezes prefeito de Paracambi e é há cinco anos preside Alerj. Tem 357 de sua autoria leis aprovadas e, à frente da Alerj, promoveu uma economia de R$ 1,5 bi. Os recursos economizados foram devolvidos para o Estado e doados para áreas estratégicas, como Saúde, Segurança e Educação.

A posição de André Ceciliano sobre o Estado do Rio

O presidente da Alerj redigiu um texto sobre o que considera ser a situação atual do Estado do Rio. Veja a íntegra:
“Sabe aquela brincadeira que a gente faz quando pergunta pra pessoa se ela prefere ouvir primeiro a notícia boa ou a ruim? Vamos começar aqui pela ruim: desde que a capital federal foi transferida pra Brasília, nos anos 60, a economia do Rio se lascou. Agora, a notícia boa: temos hoje a faca e o queijo na mão para virar essa chave.”
“Nosso histórico, em números: desde os anos 1970, o Rio foi a economia do país com menor dinamismo econômico, entre todas as 27 unidades federativas. Entre 1985 e 2020, geramos mais 40,9% de empregos formais, porém o crescimento médio do Brasil foi de 125,6%. Éramos o segundo lugar em número de empregos industriais. Hoje, estamos em sexto, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.”
“Continuamos sendo segundo maior PIB do Brasil, por causa da extração de petróleo, mas essa riqueza nos gera ICMS apenas sobre a gasolina, o gás e derivados que consumimos, não pelo o que produzimos, pois assim determinou a Constituição, em seu artigo 155, numa exceção à regra tributária geral do Brasil, onde o ICMS sobre todos os bens e serviços, exceto eletricidade e petróleo, é cobrado no estado de origem, não no destino.”
“Por isso, apesar de toda a riqueza do petróleo, estamos apenas no 13º lugar do ranking de arrecadação de ICMS per capta no Brasil, o que nos causa um grave problema de receita. Sim, temos os royalties, mas quando o humor do mercado internacional e do câmbio mudam ou a produção cai, o Rio fica sujeito a terremotos, como o que vivemos em 2016. Por isso, precisamos diversificar a nossa economia, ampliar a base de arrecadação, ser menos dependentes do petróleo.”
“Agora, as boas notícias: com o Fundo Soberano que aprovamos na Alerj, o Estado hoje tem condições de co-financiar investimentos estruturais que levem a nossa economia além do petróleo. Na região do Médio Paraíba, por exemplo, investir na infraestrutura e na logística de transportes é primordial – já que elas impactam diretamente no desenvolvimento de outras atividades econômicas do estado.”
“Hoje, a região tem uma estrutura econômica bem organizada, com forte presença industrial e, por isso, uma boa taxa de formalização do emprego – com um índice de 5,5% de oferta de empregos formais para a população, contra 2,3% na média estadual. No entanto, um dos desafios é justamente o acesso dos produtos industrializados na região ao restante do estado e do país. A Via Dutra hoje não tem mais condições de abrigar todo o fluxo de pessoas, mercadorias, insumos… Quando fica sujeita a algum acidente ou a obras de manutenção, todo o trecho fica paralisado, impactando diretamente no tempo de entrega daquilo que é produzido na região e daquilo que chega até lá para ser usado na produção industrial.”
“O Fundo Soberano pode ser usado, por exemplo, para cofinanciar uma estrada de 80 km entre Barra Mansa e Itatiaia, servindo como uma rota alternativa ao trânsito da Dutra. São melhorias como essa que podem fazer com que a região continue a desenvolver seus principais potenciais e volte a se destacar nacionalmente. O setor automobilístico e de autopeças, praticamente todo concentrado na região, ainda se mostra tímido se compararmos com o restante do país – já que o estado fica atrás de São Paulo, Minas, Paraná e Santa Catarina no número de empregos gerados por esse setor industrial.”
“Esse será o debate, de alto nível, que pretendemos fazer no próximo sábado, dia 30, quando reuniremos lideranças de todo o estado, de todos os partidos, vertentes e religiões, para um grande encontro, com o objetivo de pensar o estado que queremos e sobre os caminhos que temos para virar dar a volta por cima. Eu estou convencido de que esse novo momento é factível, desde que haja união de todos, diálogo; se buscarmos os pontos que nos unem e não os que nos dividem. Ou seja, se trabalharmos juntos por um objetivo comum. Com diálogo, pelo bem do Rio.”


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Um comentário

  1. Morador rico de VR

    O povo brasileiro vai voltar a comer.
    Deus abençoe

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