Após debater situação das Santas Casas, Deley diz ter pouco para se comemorar no Dia Nacional da Saúde

by Diário do Vale
Deley

Defesa: Deley conversa com o vice-presidente da federação das santas casas, Milton Tedde

 

Brasília –  O deputado federal Deley de Oliveira (PTB) participou na última terça-feira do ato público promovido pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), que avaliou a situação e cobrou melhores condições financeiras para tais entidades. O encontro ocorreu na véspera do Dia Nacional da Saúde, comemorado nesta quarta-feira, e despertou insatisfação no deputado diante do tratamento que as Santas Casas vêm recebendo dos governos.

– Hoje é o Dia Nacional da Saúde, mas após o ato público com a CMB temos muito pouco o que celebrar nesta data. Ao que pese os avanços destacados pelo governo e mesmo sabendo que no Sul Fluminense ainda temos uma Saúde Pública com mais qualidade que o quadro geral brasileiro, não há o que celebrar. O que posso dizer é que vou trabalhar ainda mais para mudar essa realidade – disse Deley.

O movimento contou com o apoio da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas da Câmara. O presidente da CMB, Edson Rogatti, assinalou que os hospitais filantrópicos atendem a mais de 50% dos pacientes que procuram o Sistema Único de Saúde (SUS) e que por isso o governo deveria dar mais atenção a essas instituições.

– Se nós somos parceiros teríamos que ter um atendimento diferente, mas infelizmente não temos. Nós precisamos receber aquilo que custa (atender a população) e é isso que queremos – disse ele ao site da Câmara dos Deputados.

Rogatti afirmou ainda que o movimento procurou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, sobre o aumento do repasse para as entidades e sobre a dívida das instituições. O presidente da Frente Parlamentar a Favor das Entidades Filantrópicas, deputado Antonio Brito (PTB-BA), explicou que é necessário cerca de R$ 4 bilhões a mais no orçamento da saúde.

Segundo ele, a dívida das Santas Casas com bancos, fornecedores e impostos é de mais de R$ 15 milhões. “Precisamos melhorar também o financiamento com bancos para poder ter condição de obter financiamento subsidiado”. O parlamentar também defendeu a reabertura do Prosus, para toda dívida tributária das Santas Casas, porque os impostos acabam se atrasando: “Sem isso, quem sofre é a população”.

Criado em 2013, o Prosus é um programa de fortalecimento das entidades privadas filantrópicas e das entidades sem fins lucrativos que atuam na área da saúde, e que participam de forma complementar do Sistema Único de Saúde. Foi criado com o objetivo promover a recuperação de créditos tributários e não tributários devidos à União.

 

Tabela do SUS

 

Celso Zanuto, presidente da Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos, no interior de São Paulo, afirmou que há mais de dez anos não é reajustada a tabela do SUS e que, por conta disso, mais de 1.700 instituições estão falidas e com dívidas, que se somadas, chegam a R$ 20 bilhões. “O governo tem que olhar com mais carinho para esse povo, para essas entidades, que fazem realmente filantropia no Brasil”.

No fim da tarde, deputados e representantes das entidades filantrópicas se reuniram no Auditório Nereu Ramos para discutir um financiamento por meio do BNDES para o setor e a necessidade de reabertura do Prosus.

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5 comments

PLATÃO, O FILÓSOFO 6 de agosto de 2015, 19:34h - 19:34

Realmente! E essa situação das santas casas já veio à tona através do próprio Deley, isso há alguns anos atrás. Mas pelo visto, não foi feito nada. Agora novamente a mesma notícia, com a mesmíssima situação. Deley faz parte do poder. Ele quer, pelo visto, ter seu nome associado a esta causa, mas parece que não fez absolutamente nada pela situação lamentável das santas casas. Será que irá levar esse situação até o próximo ano, que será ano eleitoral? Vamos acompanhar…

Emmanuel Alves Md. 6 de agosto de 2015, 14:12h - 14:12

Me permita caro debatedor ETA POVINHO a seguinte colocação : países que deram certo são aqueles que escolheram a DEMOCRACIA como forma de governo e o capitalismo como alternativa econômica. TODAS AS ECONOMIAS CENTRALIZADAS, COM O ESTADO DONO DE TUDO, FALIRAM E MANTÉM SUAS POPULAÇÕES NA MISÉRIA. Sub censura.

ÊTA POVINHO 6 de agosto de 2015, 22:17h - 22:17

Concordo plenamente contigo, porém deve perceber que o capitalismo deu certo somente nos países, cujo povo tem uma única cultura e Ensino de Qualidade, que assim controlam os capitalistas.

No Brasil, onde somos multicultural e multiplural e multi alguma coisa, tem o POVINHO que não lê jornal (mais de 90% deles segundo informação aqui mesmo pelo DV), e que gosta de futebol, novelas e horóscopo, assim os capitalistas sugam o que podem, eles e nós tbm. srsrs

ÊTA POVINHO corrupto 6 de agosto de 2015, 10:29h - 10:29

Infelizmente esse é o objetivo dos capitalistas e dos comunistas, ora um, ora outro no governo federal. Eles não reajustando a tabela do SUS afogam esses instituições que “Nós precisamos receber aquilo que custa (atender a população) e é isso que queremos – disse ele ao site da Câmara dos Deputados.”

Capitalistas no governo quer afogá-las para alçar os hospitais particulares que certamente investiram nas campanhas.

Comunistas no governo quer afogá-las para tomar a propriedade alheia.

E tem eleitor que apoia os candidatos dos capitalistas ou dos comunistas (bandeiras vermelhas). Como podemos melhorar a saúde no MEU BRasil?

Emmanuel Alves Md. 6 de agosto de 2015, 09:03h - 09:03

É muita cara de pau o Brasil é uma Pais rico basta ver o rapinagem ocorrida no Mensalão, PETROLÃO, EletroNuclear, Receita Federal. Infelizmente somos geridos por homens sapiens e mulheres sapiens ( dito pela Presidenta@!!!!) ao fazer aquela homenagem a mandioca e ao milho infelizmente são totalmente sem consciência e tratantes que de acordo com o Houaiss o sinônimo é LADRÃO.

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