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Balieiro diz que selo de ‘Boa Gestão’ da Firjan demonstra finanças em dia

Matéria publicada em 3 de novembro de 2019, 19:08 horas

 


Prefeito de Resende destacou esforços feitos para colocar a ‘casa em ordem’ a partir de 2017

 

Diogo Balieiro elevou Resende ao conceito de boa gestão fiscal em estudo da Firjan- Foto: Divulgação

Resende- A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro divulgou na semana passada o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2019, que tem como base os dados oficiais de 2018. Cada cidade é classificada nos conceitos de Gestão de Excelência (resultados superiores a 0,8 ponto); Boa Gestão (entre 0,8 e 0,6 ponto); Gestão em Dificuldade (entre 0,6 e 0,4 ponto); ou Gestão Crítica (inferiores a 0,4 ponto). Depois de passar dois anos nos piores patamares, o índice confirma que Resende voltou a se organizar a partir de 2017 e atingiu o selo de “Boa Gestão” no ano passado.

– É a partir da boa gestão que as melhorias podem chegar à população. Como falamos sempre, não há mágica. Em 2017, tivemos de colocar a ‘casa em ordem’, trabalhar muito em cima de balancetes e gráficos fazendo contas. Com as contas em dia, passamos a poder investir mais na cidade e principalmente nas pessoas. Se temos uma Nova Santa Casa, reformas nas escolas, obras nos postos de saúde e tantos investimentos acontecendo, é graças a este trabalho – disse o prefeito Diogo Balieiro Diniz.

De acordo com dados da série histórica do estudo da Firjan, em 2015, Resende chegou a ficar no patamar de “Gestão Crítica”, com uma nota de 0.2917. No ano seguinte, em 2016, passou para “Gestão em Dificuldade”, com nota 0.5250. Em 2017, a nova gestão assumiu e encontrou as contas da prefeitura rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, mas mesmo assim conseguiu melhorar a situação e o índice foi para 0.5517. Em 2018, após um trabalho intenso para colocar as finanças de Resende em ordem, a recompensa veio com a nota 0.6445, que garante o retorno de Resende ao patamar de “Boa gestão” na análise da Firjan.

– Foi um bom resultado, obtido em um momento de crise no país e principalmente em nosso estado. Todos estão de parabéns, pois toda a prefeitura se empenhou na missão de fazer mais com menos. No entamto, sabemos que ainda há muito o que fazer e que podemos melhorar. É isso que a população espera da gente – afirmou o prefeito.

O IFGF

O estudo que determina o Índice Firjan de Gestão Fiscal é feito anualmente, como forma de avaliar o desempenho econômico de 5.337 cidades brasileiras. O índice é composto por quatro indicadores básicos: Autonomia (capacidade da prefeitura em se manter sem recursos externos); Gastos com Pessoal (comprometimento do orçamento com a folha de pagamento); Liquidez (contas equilibradas) e Investimentos (capacidade de investir na cidade).

O resultado obtido por Resende é ainda mais importante ao se observar o relatório nacional sobre o índice. A conclusão é que 73,9% dos municípios brasileiros estão em situação fiscal difícil ou crítica. São 3.944 cidades nesta condição, incluindo nove capitais: Florianópolis, Maceió, Porto Velho, Belém, Campo Grande, Natal, Cuiabá, Rio de Janeiro e São Luís.

A falta de condições de financiar a estrutura administrativa com recursos da economia local; a elevada rigidez do orçamento das prefeituras, sobretudo, com gastos com pessoal; e as dificuldades para o cumprimento das obrigações financeiras e de gerar bem-estar e competitividade por meio de investimentos foram os principais problemas identificados no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2019.

 


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