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Bancada feminina faz ato por 30% das cadeiras nos parlamentos

Matéria publicada em 21 de maio de 2015, 13:17 horas

 


Brasília – Aos gritos de “30% já das cadeiras”, a bancada feminina fez um ato hoje (21) na Câmara dos Deputados pedindo que a proposta de reforma política inclua a cota de gênero para que o Congresso Nacional e os parlamentos estaduais e municipais passem a contar com, pelo menos, 30% de mulheres em sua composição.

Segundo a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), no ranking feito pela ONU Mulheres sobre a participação feminina na política em 188 nações, o Brasil ocupa a posição 158. “Nas Américas, só ganhamos do Haiti e de Belize. A cota não é inconstitucional. Ela vigora na maior parte dos países do mundo. O que queremos é pedir o apoio para uma causa da democracia brasileira. Temos que tirar o Brasil dessa posição vexatória. Só tem um caminho: dentro da reforma política, a gente tem que fazer o que outros países tiveram coragem de fazer”, disse a senadora.

A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, participou do ato. “Não é possível continuarmos convivendo com um sistema político que não reflete o protagonismo das mulheres na sociedade brasileira. Tem uma série de impedimentos para que as mulheres cheguem ao Poder Legislativo. Defendemos as cotas para as vagas das cadeiras nos parlamentos. O governo apoia a reforma política inclusiva e as mulheres são prioridade nessa inclusão”, destacou a ministra.

Eleonora leu uma carta do Fórum Nacional de Organismos Governamentais de Políticas para as Mulheres de apoio à bancada feminina. Segundo o texto, as mulheres representam 52% do eleitorado, mas ocupam 10% das vagas na Câmara, 16% no Senado, 11% nas assembleias legislativas e 13% nas câmaras de vereadores.

A deputada Dâmina Pereira (PMN-MG), coordenadora da bancada feminina na Câmara, ressaltou que as parlamentares tiveram uma grande vitória ontem (20) quando o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), incluiu o tema da cota de gênero na votação em plenário da reforma política a partir de terça-feira (26). “Estamos fazendo essa mobilização para corrigir a desproporcionalidade que existe nas eleições. Queremos melhorar a disputa eleitoral que é muito desigual entre homens e mulheres”, disse a deputada.


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5 comentários

  1. Avatar
    Brasileiro indgnado

    Mais um ataque a democracia. Não precisamos de mais ou menos mulheres, precisamos de parlamentares comprometidos com o bem da população, sejam eles homens ou mulheres.

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    …agora, convenhamos, elas já tem: dilma, benedita, maria do rozário, jandira feghali e sem contar o jean wyllis que é uma moçoila. só fuleiragem!

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    Juntamente com as várias modalidades de “bolsas”distribuídas pelo governo, as cotas são expressão do “vitimismo” que assola a sociedade brasileira. Pobres, negros, gays, mulheres, etc. Haja opressor para tanta vítima! Se as mulheres brasileiras achassem importante o gênero dos políticos, teriam votado massivamente em mulheres e teríamos cerca de 50% de mulheres na câmara – ao invés dos 30% exigidos pelos pelas políticas profissionais…Simples assim! mas, como sempre, a vontade do eleitor não importa para esses “iluminados”. Com as cotas chegando a política, a democracia perde porque, no final, a vontade do eleitor será adulterada pelas restrições impostas pelas cotas…

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      Infelizmente, é isso mesmo… Nada impede hoje que haja 100% de mulheres em cargos públicos, desde que todo mundo votasse nelas seria assim, mas aí é que a porca torce o rabo. Acho que já acabou aquele encanto inicial onde se dizia que mulher é mais responsável e tal. Ledo engano, não é o que temos visto, nem a nível municipal, estadual ou federal…

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      análise perfeita! se as próprias mulheres não votam em candidatas, essa é a razão de ter um número reduzido de mulheres parlamentares.

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