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Câmara de Resende quer reforçar campanha de combate à violência contra mulher

Matéria publicada em 7 de janeiro de 2016, 21:08 horas

 


Antenado: Doutor Irâni é autor da indicação que pode incluir Resende em projeto internacional

Antenado: Doutor Irâni é autor da indicação que pode incluir Resende em projeto internacional

Resende – O município pode passar a integrar uma campanha internacional que já mobiliza mais de 150 países pelo fim da violência contra as mulheres. Com 16 dias de duração e realização anual, o evento está sendo reivindicado pela Câmara Municipal de Resende, que aprovou por unanimidade uma indicação sobre o assunto. O pedido foi enviado à prefeitura para estudos de viabilidade.

A iniciativa partiu do vereador Doutor Irâni – autor da indicação – e visa mobilizar a população em torno do debate e da denuncia das mais várias formas de violência contra a mulher. Batizada de “Campanha 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”, a ação foi lançada em 1991 por lideranças de movimentos pelos direitos femininos de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL).

De acordo com o parlamentar, a campanha lança mão de uma série de datas ligadas aos direitos humanos para destacar a urgência no combate à violência sofrida pelas mulheres.

– Apesar de todas as conquistas femininas das últimas décadas, os abusos ainda são frequentes e, pelo que dados recentes indicam, estão longe de chegarem ao fim – avalia.

No Brasil, a campanha acontece desde 2003, por meio de ações de mobilização e esclarecimento sobre o tema, sendo realizada de 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – a 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Segundo o Mapa da Violência 2015 – pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) com o apoio da ONU Mulheres e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS -), o Brasil ocupa a 5ª posição no ranking de feminicídio, com uma taxa de 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres.

O estudo aponta que 55,3% desses crimes foram cometidos no ambiente doméstico, sendo que 33,2% dos assassinos eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas. Não obstante, o Mapa da Violência 2015 registrou um aumento de 54% em dez anos no número de assassinatos de mulheres negras, que passou de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013.


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