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Câmara faz audiência para discutir exploração sexual de adolescentes

Matéria publicada em 26 de maio de 2019, 10:00 horas

 


Psicóloga afirma que cerca de 38% das crianças que sofreram abuso têm de zero a onze anos de idade

Audiência na Câmara de Angra fala sobre maneiras de combater violência enfrentada por crianças e adolescentes (Foto – CMAR)

Angra dos Reis – A Câmara Municipal realizou audiência pública alusiva ao Dia Amarelo/Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A audiência, que aconteceu na semana passada, foi presidida pelo vereador Zé Augusto e contou com presença de profissionais de órgãos como Conselho Tutelar, Santa Casa de Misericórdia e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

A psicóloga Rita Amaral mostrou dados alarmantes. Um deles: 500 mil crianças e adolescentes são vítimas de exploração sexual por ano no Brasil. E mais: segundo ela, cerca de 38% das crianças que sofreram abuso têm de zero a onze anos de idade.

Outro dado informado pela profissional é que o abuso é frequentemente praticado por pessoas próximas à criança ou adolescente. Ou seja: pais, tios, professores, primos e padrastos. Rita alertou ainda que a família deve estar atenta em algumas alterações como falta de apetite; queda no rendimento escolar; fugas e relutância em ir a determinados locais.

No entanto, a existência de um ou mais desses sinais nem sempre indica, com precisão, se essa criança sofreu algum tipo de abuso ou de exploração sexual. Cabem aos órgãos encarregados da investigação apurar e atestar se houve, de fato, a agressão.

A psicóloga trouxe, ainda, dicas de prevenção que devem ser adotadas pelos pais e ressaltou a importância do diálogo com a criança. Ela falou também sobre a importância da denúncia de abusos, que pode ser feita na delegacia ou pelo Disque 100, que recebe queixas de forma anônima. ”Não quer denunciar na delegacia, disque 100, ele vai orientar e encaminhar esse caso. Não é preciso nem se identificar. É sigiloso, funciona 24 horas por dia e temos que fazer alguma coisa. São 500 mil crianças por ano exploradas sexualmente no Brasil, a cada cinco segundos uma criança é vítima de exploração sexual. Cabe a nós agirmos”, encerrou Rita Amaral.

A psicóloga aproveitou para dar dicas de prevenção que devem ser adotadas pelos pais e ressaltou a importância do diálogo com a criança. Ela falou também sobre a importância da denúncia de abusos, que pode ser feita na delegacia ou pelo Disque 100, que recebe queixas de forma anônima.

-Não quer denunciar na delegacia, disque 100, ele vai orientar e encaminhar esse caso. Não é preciso nem se identificar. É sigiloso, funciona 24 horas por dia e temos que fazer alguma coisa. São 500 mil crianças por ano exploradas sexualmente no Brasil, a cada cinco segundos uma criança é vítima de exploração sexual. Cabe a nós agirmos – disse Rita Amaral.

‘Identificação da violência’

O advogado Ariel de Castro Alves, especialista em direitos da criança e do adolescente, afirma que, em muitos casos, o papel do professor é importante na identificação da violência sexual infantil porque há muitas situações em que ela pode ocorrer dentro da própria casa da criança ou do adolescente.

– Sempre os educadores precisam estar preparados e capacitados por profissionais qualificados para que possam atuar diante dessas situações – disse o advogado.

Por isso, ressaltam os especialistas, pais e professores precisam sempre estar atentos a esses sinais e a eventuais mudanças no comportamento.

-Muitas crianças começam a apresentar rebeldia na sala de aula ou a cometer atos de indisciplina. O desempenho escolar também pode cair bastante ou ela aparecer com marcas mais visíveis como hematomas e escoriações – alerta Alves.

Profissionais da área de saúde, destacou Alves, também precisam estar atentos.

– Na vacinação ou em um atendimento com um pediatra ou consulta, o médico é obrigado a verificar se existem marcas de violência ou se a criança pode estar sofrendo algum tipo de abuso, violência ou exploração. Os professores também têm essa obrigação. Inclusive, a lei prevê punição para os profissionais de saúde e de educação que se omitem diante destes casos – acrescentou.

 


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