Comissão vota amanhã pedido de cassação do mandato de vereador

by Diário do Vale
‘Tudo não passa de politicagem e eu sou a grande vítima’ (Divulgação/CMQ)

‘Tudo não passa de politicagem e eu sou a grande vítima’ (Divulgação/CMQ)

Pedro Borges
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Quatis

A Comissão Processante aberta na Câmara Municipal de Quatis para definir a situação do vereador Edevaldo José da Silva, o Edvaldo Silva Radialista (PR), apresentará na sessão de amanhã, às 17h, o relatório final do processo. Edevaldo está sendo acusado de apresentar diploma falso de conclusão do Ensino Médio. Após a leitura do relatório, os parlamentares decidirão pela absolvição ou cassação do mandato do vereador. Caso seja cassado, o suplente pastor Márcio (PR) assumirá a cadeira de Edevaldo na Câmara.
A decisão será o final da longa história envolvendo Edevaldo, que teve início no ano de 2009, quando o mesmo ocupava o cargo de diretor da Secretaria da Câmara de Quatis. Na ocasião, por se tratar de um cargo comissionado, o então diretor foi obrigado a apresentar um diploma de conclusão do Ensino Médio. Ele também apresentou o mesmo documento quando ocupou, no ano de 2010, o cargo de chefe do almoxarifado e patrimônio.
Entretanto, o Ministério Público Estadual (MPE) entrou com um processo contra o vereador alegando que o diploma, que era do Colégio Crispim Jaques Bias Fortes, em Barbacena (MG), era falso. Em janeiro desse ano, a juíza da comarca de Porto Real-Quatis, Priscila Dickie Oddo, condenou Edevaldo por enriquecimento ilícito e improbidade administrativa.
Segunda a decisão, Edevaldo terá que devolver todo o dinheiro que recebeu durante o período que ocupou os cargos comissionados e ainda pagar uma multa de cerca de R$ 4 mil, três vezes o valor do seu salário como diretor. Ainda segundo a decisão judicial, Edevaldo perdeu os direitos políticos por oito anos e estará impedido de assumir qualquer contrato com o Poder Público da cidade.

Denúncia popular

Apesar dessa condenação, Edevaldo continuou a ocupar a cadeira na Câmara Municipal de Quatis. Até que o empresário e morador de Quatis Lúcio Corbolan foi até à Casa e formalizou uma denúncia contra o parlamentar, em razão da decisão da comarca de Porto Real-Quatis, que o condenou em primeira instância.
Pelo fato de Edevaldo, já como vereador eleito, ter apresentado também o  diploma que seria falsificado, o presidente da Câmara, Celso Pineschi (PSDB), instaurou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual. O vereador Flávio Florentino, o Flavinho do Cereais (PV), foi o escolhido para presidir a comissão.
Como desdobramento do relatório feito pela CPI, que chegou inclusive ir até Barbacena, em Minas Gerais, para investigar a veracidade do diploma apresentado, foi instalada uma Comissão Processante para definir sobre o futuro de Edevaldo na Casa. Presidida pelo vereador Álvaro Luiz da Fonseca, o Alvinho (PSD), a comissão preparou um novo relatório que será lido na sessão desta terça-feira.
Em seguida, oito dos nove vereadores da Casa (Edevaldo não terá direito a voto) decidirão pela cassação ou não do mandato de Edevaldo. Caso a decisão final seja pela cassação, o suplente direto de Edevaldo, Pastor Márcio (PR) assumirá a cadeira na Câmara. Em respeito à Constituição Federal, o voto de cada parlamentar será aberto.
– Eu fiquei indignado ao descobrir que ele continuava na Câmara mesmo condenado. Então fiz o meu papel de cidadão e fui denunciá-lo. Como é Brasil, os políticos têm esse hábito de acreditar na impunidade. E é o povo que paga isso. Então não podemos ficar parados e temos que correr atrás dos nossos direitos – afirmou Lúcio, que aposta na cassação de Edevaldo. “Acredito que sim. Os vereadores não vão compactuar com essa mentira e vão votar a favor com o intuito de moralizar a casa”.

Vereador diz que vai
se pronunciar amanhã

O DIÁRIO DO VALE entrou em contato com Edevaldo Silva para ouvi-lo sobre o caso. O vereador afirmou que só irá se pronunciar após a sessão desta terça-feira. Edevaldo afirmou que ele é a verdadeira vítima nessa história.
– Tudo não passa de politicagem e eu sou a grande vítima. Não tem nada a ver com o diploma até porque não é necessário ter diploma para ser vereador – enfatizou Edevaldo.

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