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Deley diz que Estado do Rio está em situação dramática

Matéria publicada em 16 de novembro de 2016, 21:42 horas

 


Deputado menciona problemas nas áreas de saúde e segurança, além da questão financeira

Consequências: Deley afirma que crise financeira afeta fortemente a Saúde e a Segurança

Consequências: Deley afirma que crise financeira afeta fortemente a Saúde e a Segurança

Rio e Volta Redonda – O deputado federal Deley de Oliveira (PTB) disse nesta quarta-feira (16), durante reunião da bancada fluminense na Câmara dos Deputados com o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que a situação do Estado do Rio é dramática. O parlamentar mencionou dois aspectos, além da questão dos pagamentos ao funcionalismo, em que, na opinião dele, a crise financeira dos governos estadual e federal afeta diretamente a população. Um deles é a Saúde:
— Um dos problemas é o da Saúde. O índice de repasse do governo federal para o Rio, nesse aspecto, é muito menor que o de outras unidades da federação, com a justificativa de que haveria hospitais federais no estado. No entanto, a quantidade de estabelecimentos federais de saúde não justifica tanta diferença no volume de recursos — disse Deley, acrescentando que esse assunto tem que ser revisto com urgência.
Deley também tocou na questão da segurança do Estado do Rio. Ele afirmou que a crise financeira do governo federal fez com que diversos postos da Polícia Rodoviária Federal fossem fechados, o que está afetando diretamente a segurança da população.
— Sem esses postos, entram mais armas pesadas e drogas no Estado do Rio, o que fortalece os criminosos. Com isso, a sensação de insegurança aumenta entre a população. Percebo que o quadro está ficando semelhante ao que existia antes das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) — declarou o deputado.
Durante a reunião, os deputados da bancada federal do Estado do Rio afirmaram que vão lutar pela revisão do cálculo de royalties do petróleo. De acordo com estimativas do governo do Rio, a mudança pode render mais R$ 2 bilhões por ano aos cofres estaduais. O anúncio foi feito pelo deputado federal Hugo Leal, coordenador da bancada federal. Essa foi uma das medidas discutidas para o enfrentamento da crise financeira do Estado.
Uma reunião com o ministro das Minas e Energia, Fernando Bezerra, já foi acertada para às 11h desta quinta-feira (17). A revisão está em consulta pública na Agência Nacional do Petróleo (ANP). De acordo com o deputado Otavio Leite, que defende a atualização do cálculo, é preciso apenas a revogação de uma portaria.
O deputado Alessandro Molon destacou que a operação é necessária e que já há o reconhecimento da ANP sobre a defasagem dos valores pagos ao Rio de Janeiro.
— A revisão foi aceita pela ANP, mas não foi aceita pela Petrobras e pelo Ministério de Minas e Energia. É um dinheiro que poderia oferecer um alívio relativamente rápido ao estado.
A securitização da dívida ativa foi outro tema abordado na reunião.
– Estamos há quase dois anos tentando essa securitização. Há um projeto extraordinário na Câmara Federal, muito melhor do que o que está no Senado. Isso pode nos dar de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões. O apoio da bancada federal é essencial para conseguirmos – destacou o governador.
Pezão voltou a afirmar que as medidas para o equilíbrio das contas estaduais apresentadas à Assembleia Legislativa (Alerj) buscam garantir previsibilidade aos proventos dos funcionários públicos. O governador disse ainda que não reenviará à Alerj o projeto que criaria uma alíquota previdenciária temporária e está aberto ao diálogo de outras medidas.
— Não é fácil fazermos uma discussão dessa magnitude. Não queremos tirar o direito adquirido de ninguém. O que queremos é dar previsibilidade ao funcionalismo público para que recebam suas 13 folhas de pagamento no ano que vem e em 2018.  Quero garantir isso. Estão surgindo diversas ideias. Aqui surgiu uma proposta que é a da bancada se comprometer a procurar o Ministério de Minas e Energia porque o preço do barril do petróleo está defasado. Também estamos tentando securitizar há dois anos a dívida ativa. São ações que reporiam os valores previstos pela alíquota extraordinária — frisou Pezão, que disse não ser do Executivo a proposta do teto de R$ 15 mil a novas aposentadorias.
Pezão repudiou os atos de violência ocorridos em frente à sede da Alerj.
— Os funcionários querem um calendário de pagamentos previsível, o que queremos estabelecer o mais rápido possível. Essas medidas não são para prejudicá-los. São medidas que vão garantir o pagamento dos anos de 2017 e 2018. Não é na violência que a gente vai discutir isso. Levem ideias para dentro do Parlamento para que possamos resolver a crise que não é apenas do Rio, e sim do Brasil – afirmou.
O deputado Alessandro Molon (Rede) informou que a bancada cobrou um esclarecimento sobre os incentivos fiscais concedidos a empresas nos últimos 12 anos e criticou a falta de precisão sobre o montante de recursos que o estado abdicou com isenções fiscais. “Foi uma verdadeira farra dos incentivos fiscais e isso precisa ser revisto”, disse.
O governo se comprometeu a entregar os dados à bancada em até 30 dias. As informações também já haviam sido solicitadas pelo Ministério Público Federal. Pezão disse que o governo vai dar publicidade à renúncia fiscal do estado, que ele não soube precisar de quanto foi, mas ponderou que o cálculo também precisa levar em conta os empregos gerados e as empresas que se instalaram no Rio, atraídas pelos incentivos.
— Se os outros estados não pararem de dar incentivos, não somos nós que vamos ficar assistindo empresas indo embora do Rio de Janeiro — disse Pezão, que acrescentou que os governadores trabalham em uma proposta conjunta de reforma da previdência e tributária para enviar ao Congresso Nacional.
A deputada Jandira Feghali (PCdoB) também destacou a possibilidade de obter recursos no curto prazo com a mudança no cálculo dos royalties e criticou os cortes propostos pelo governo do estado em programas como o aluguel social. A parlamentar defendeu que as manifestações de servidores públicos estaduais são legítimas e que é preciso avaliar a suspensão de isenções fiscais a empresas ao menos temporariamente.
— Já que é para fazer um sacrifício, as empresas que o façam, e não os trabalhadores — disse a deputada, que informou ainda que a bancada se reunirá com a presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro para tratar dos gastos do poder judiciário.
O deputado Otávio Leite afirmou que a bancada deve procurar também o presidente Michel Temer para pedir que ele determine a revogação da portaria que estabelece o cálculo dos royalties. Leite defendeu que a bancada se uma: “A bancada precisa atuar politicamente unida, independentemente de partidos, para conseguirmos entrar nos gabinetes e sermos ouvidos”
Leite também afirmou não ser contra a revisão dos incentivos fiscais, mas destacou que eles também são responsáveis pela geração de empregos. “Não sou contra rever. Sou a favor que se tenha critérios em relação a isso”.
Hugo Leal (PSB) defendeu que o estado do Rio de Janeiro deve ter um tratamento especial pela gravidade da situação que passa e também por circunstâncias históricas como a perda da capital federal e a fusão com o estado da Guanabara. Ele defendeu uma reforma tributária que ponha fim à guerra fiscal entre estados para oferecer benefícios mais atrativos para empresas. “Isso desequilibra e causa um mal estar no país como um todo”.


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15 comentários

  1. Avatar

    A responsabilidade é sua e de todos que se aproveitaram do estado, falharam com seu dever de fiscalizar e informar aos cidadãos sobre o que ocorria nos bastidores sendo que foram eleitos para isto, pode até alegar que é deputado federal, mas todos vocês sabem sobre tudo que acontece, ao contrário de nós que só tomamos conhecimento na hora de pagar as contas.

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    aproveite e coloque sua barba de molho…o caldo está entornando…duvido q seja inocente…

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    Deley afirma que a Terra é redonda. Deley diz que o Brasil passa por uma recessão. Deley não é contra nem a favor, muito pelo contrário…

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    Povo do Estado do Rio de Janeiro, 2018 vem ai vamos mudar todos os que querem nossa derrota, vejo muito parlamentar em falcatrua e vem aos jornais com a cara de pau dizer que é lamentável a crise!
    Vamos mudar todos sem exceção!

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    Necessárias muita perspicácia e inteligência para se chegar a esta conclusão, ilustre deputado. Devem ter sido analisadas muitas entrelinhas… CARA DE PAU! Sempre esteve ao lado dos que destruíram as finanças do Estado! A quem quer enganar… O povo não é bobo!

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    Quem pensa que enganas? Fala em saúde, aposentados e esporte, mas sempre vota visando o interesse próprio. Votou ao lado de Cunha, Temer , Moreira e outras escórias políticas e para a cereja do bolo, votou a favor da PEC 241. Já cometeu suicídio político a muito tempo e ainda não sabe. Golpista !!

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    RESPOSTAS NAS URNAS ISSO QUE TEMOS QUE FAZER NESSE PAIS.É TROCAR 100% DO SENADO E CÂMARAS FEDERAIS E ESTADUAIS DESSA NAÇÃO TEMOS QUE COMEÇAR A MOSTRA PARA NOSSOS POLITICO QUE OS PATRÕES SOMOS NÓS E ELES COMO BOM FUNIONÁRIOS DEVEM SEGUIR A CONSTITUIÇÃO FEDERAL E ZELAR PELA NAÇÃO, E NÃO É TIRANDO DIREITOS E AUMENTANDO IMPOSTOS PRA CIMA DO TRABALHADOR QUE VÃO FAZER ISSO.
    VI UM SENADOR NA BANCADA DISCURSANDO ONDE PEDE PARA EM PRIMEIRO LUGAR ABAIXAR OS SALARIOS DELES E DE TODO ESCALÇÃO FEDERAL CITAS SALÁRIOS ALTISSIMOS O DISCURSO DELE ESTA ESPALHADO PELO ZAP ESSE CARA SIM VOTARIA NELE,PENA QUE NINGUÉM VAI DAR OUVIDOS PRA ELE.

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      Em VR muitos não votam em candidato que promete abaixar salário. Em 2012 e agora 2016 teve um candidato assim. O que os eleitores fizeram? Viraram as costas.

      Brasileiro gosta muito é de reclamar. Para quê resolver as politicagens se acabará a oportunidade de reclamar, reclamar, reclamar????

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    Deley, vc. é um gênio…Onde estavas oh profeta do acontecido…Deley nunca mais tchau querido!!!!

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    Coxinha de mortadela

    Deputado Deley nunca mais…..

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    Nenhum deles falou em abrir mão das mordomias. Só apontaram outros para contribuir.

    Eu gostaria de saber o que pensam os eleitores desses deputados.

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    Dep. Deley, falou que o repasse para saúde e pequeno em comparação a outros estados.
    Mas o mesmo votou a favor da PEC 241, que vai limitar o reajuste da verba a partir de 2018 pela inflação.
    Onde temos gastos crescentes com a saúde todos anos, pois a população está envelhecendo.
    Ele mesmo contradis o que falou com sua votação.

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    Pergunte ao Deputado Deley , se ele votou contra ou a favor da PEC do fim do mundo ? Se a situação já está ruim , imagine quando esta PEC for aprovada no Senado … Só espero que ele se lembre daqui há alguns anos , que ele contribui e muito para isto tudo que está ocorrendo …Nas próximas eleições daremos o recado nas urnas ..aguarde !!!

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    Noooosssa ! Não !!! Só contaram para ele.

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