Deputados da região vão rejeitar medidas do governo que prejudicam trabalhadores

Por Diário do Vale
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Mobilização: Sindicato reúne parlamentares para lutar contra corte de direitos (Foto: Felipe Carneiro)

Mobilização: Sindicato reúne parlamentares para lutar contra corte de direitos (Foto: Felipe Carneiro)

Volta Redonda
Os deputados federais Deley de Oliveira (PTB) e Alexandre Serfiotis (PSD) se comprometeram hoje a rejeitar as medidas provisórias do governo federal que dificultam o acesso do trabalhador a diversos benefícios. As declarações foram dadas durante ato realizado na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, que tomou a iniciativa para atender ao pedido da Força Sindical, à qual o sindicato é filiado, e de diversas centrais sindicais do Brasil, que marcaram para hoje protestos em todo o país contra as decisões do governo federal (veja box). Os vereadores Nilton Alves de Faria, o Neném (PC do B) e José Augusto (PDT), além do presidente da Câmara Municipal de Volta Redonda, Paulo Conrado (PSD) também estiveram presentes.
Deley afirmou que vai combater as medidas propostas pela presidente Dilma Rousseff (PT): “Minha vaca não vai tossir”, disse ele, fazendo uma alusão à declaração da presidente, durante a campanha eleitoral, de que não reduziria direitos dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”. O parlamentar afirmou ainda que os trabalhadores não devem ser obrigados a pagar a conta do desequilíbrio fiscal: “Quando o país estava crescendo, o governo promoveu uma gastança irresponsável e eleitoreira. Agora, querem que o trabalhador ajude a pagar uma conta que não é dele”, disparou o deputado, acrescentando que a mobilização é contra as medidas, não contra o governo:
— Não quero, e acredito que ninguém queira uma crise institucional, que só pioraria as coisas — afirmou.
Já Alexandre Serfiotis afirmou que, logo depois de tomar posse, apresentou uma série de emendas às medidas provisórias enviadas pelo governo ao congresso, com o objetivo de buscar recursos para reduzir a crise fiscal: “Tomei posse no dia primeiro de fevereiro e, no dia cinco, apresentei sete emendas a essas medidas provisórias, com o objetivo de suprimir esses cortes de direitos. O governo quer suprir uma conta de R$ 18 bilhões que fez quando estava se atropelando para ganhar uma eleição a qualquer preço”, declarou.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, disse que as centrais sindicais convocaram as manifestações e pediram que os sindicatos chamassem os parlamentares para lutar contra as medidas porque essa é a única forma legítima de combater a iniciativa do governo federal. E ironizou: “Me arrependi de ter apoiado a presidente Dilma. A vaca está até com pneumonia”.
O ex-presidente do sindicato, atualmente na vice-presidência, Renato Soares, disse que o quadro que está se desenhando, de juros altos, inflação alta e baixo crescimento econômico, pode levar á convulsão social, e que o governo criou esse cenário ao deixar a situação chegar a esse ponto.
— Para evitar uma crise mais grave, o Congresso Nacional tem que pressionar. Tem que haver negociação — afirmou.

 

Medidas que reduzem direitos do trabalhador unem as centrais sindicais

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil
São Paulo

Centrais Sindicais de todo o país se uniram ontem em protestos a favor da revogação das Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram regras do seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-reclusão. As centrais de pelo menos 13 capitais se uniram e promoveram manifestações em frente às superintendências regionais do trabalho de suas regiões.
Em Maceió, Alagoas, o ato durou três horas e contou com a participação de 150 representantes da Força Sindical, que entraram no setor de Agendamento do Seguro-Desemprego. “A concentração foi pacífica, inclusive com orientações aos trabalhadores que davam entrada no seguro-desemprego. Fomos aplaudidos pelos trabalhadores e tivemos apoio de todos. A maioria não entende o que o governo está fazendo”, disse o presidente da Força Sindical de Alagoas.
Presidente da Força Sindical da Bahia, Nair Goulart, informou que, em Salvador, a manifestação de uma hora e meia teve incluiu representantes de outras centrais sindicais. “Estamos muito preocupados com as medidas, porque os trabalhadores correm o risco de perder direitos, o que é crime. A nova lei já está funcionando e isso pode trazer prejuízos para os trabalhadores. Entregamos novamente um documento, reforçando nossa preocupação”, comentou.
Para Wiliam Roberto Cardoso Arditt, presidente da Força Sindical de Sergipe, pelo menos 250 pessoas participaram da mobilização em Aracaju, encerrada ao meio dia. “A população está revoltadíssima com as medidas. Para nosso espanto, 90% das pessoas sabiam das medidas e já entendiam o impacto em suas vidas. Fomos aplaudidos por funcionários e cidadãos”, acrescentou.
Confira o que muda com as medidas do governo

Abono do PIS

Como era
•Bastava trabalhar por pelo menos um mês no ano e ganhar, em média, até
dois salários mínimos por mês para ter direito ao benefício.
• Todos recebem um salário mínimo, independentemente do tempo trabalhado
no ano.
Como fica
•Será preciso trabalhar por, pelo menos, seis meses seguidos com
carteira assinada para ter direito ao abono do PIS ou Pasep.
• O valor do benefício será proporcional ao tempo trabalhado,
como ocorre com o 13º salário.

Auxílio-doença
Como era
•Benefício corresponde a 9 % do salário do segurado, limitado ao teto do INSS.
• O afastamento do trabalho por até 15 dias era pago pelo empregador. A partir do 16º dia o pagamento era feito pelo INSS.
Como fica
•O benefício será a média das últimas 12 contribuições.
• Empresas vão pagar o benefício por 30 dias. Somente após esse tempo o INSS passará a arcar com o pagamento do auxílio.

Seguro-desemprego
Como era
•Trabalhador podia solicitar o seguro após trabalhar seis meses com registro em carteira
Como fica
•Na primeira vez que requerer o benefício será preciso comprovar que trabalhou por, pelo menos, 18 meses,com carteira assinada.
•Na segunda solicitação, o período de carência será de 12 meses de emprego.
• A partir do terceiro pedido terá que ter trabalhado por seis meses ininterruptos.

Pensão por morte
Como era
•Não há contribuição omínima.
•Não há prazo mínimo de casamento.
•Benefício é de 100% do vencimento.
•Menor valor é de um salário mínimo por pensão.
•Não tem limitação por idade do cônjuge.
Como fica
•É preciso comprovar o pagamento de 24 meses de contribuição para ter direito ao benefício. A exceção é para casos de morte em função de acidente de trabalho, depois do casamento ou para o caso de cônjuge incapaz.
•Só terá direito ao benefício quem tiver pelo menos dois anos de casamento ou união estável. Para quem já recebe, nada muda.
•O valor será de 50% do salário de benefício mais 10% por dependente. Se algum dependente morrer, a parte dele não será repassada aos demais.
•Benefício mínimo é de um salário mínimo por pensão.
•Cônjuges jovens: o pagamento será vitalício apenas para pessoas com 35 anos de expectativa de vida – atualmente quem tem 44 anos de idade ou mais. A partir desse limite, a duração da pensão dependerá da expectativa de sobrevida. Quem tiver entre 39 e 43 anos de idade receberá pensão por 15 anos. Entre 33 e 38 anos de idade receberá por 12 anos. Entre 28 e 32 anos de idade receberá por 9 anos. Entre 22 e 27 anos de idade receberá por 6 anos. Cônjuge com 21 anos ou menos receberá pensão por apenas 3 anos.

Seguro-defeso
Como era
•Benefício não tinha as restrições que se seguem.
•Trabalhador poderia acumular seguro-defeso com outros benefícios.
Como fica
• É preciso exercer a atividade de forma exclusiva.
• Fica proibido acumular benefícios assistenciais e previdenciários com o seguro defeso. O pescador terá que escolher qual dos benefícios quer receber.
• Será preciso cumprir uma carência de três anos a partir do registro de pescador para pedir o benefício.
•O pagamento está limitado a cinco meses, independente do tempo que durar o período de pesca proibida.
• Pescador terá que comprovar que vendeu sua produção por, pelo menos, 12 meses.

 

 

Por: Paulo Moreira

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4 Comentários

luiz saulo mendes 3 de março de 2015, 14:46h - 14:46

AGORA MI DIGAM O SEGUINTE: O QUÊ QUE O GERENTE EXECUTIVO DO INSS DE VOLTA REDONDA ESTÁ FAZENDO NESSA MESA? ELE NÃO É UM REPRESENTANTE DO GOVERNO? ESTRANHO!!!!

ARTUR GOMES DE LIMA 3 de março de 2015, 09:27h - 09:27

PARABENS AO Dr SILVIO CAMPOS PRESIDENTE DO SINDICATO DOS METALURGICOS PELA INICIATIVA PODE PASSAMOSA VIDA TODA PAGANDO RIGOROSAMENTE PARA TER DIREITOS QUANDO APOSENTAR PARA RECEBER UM DINHEIRO QUE NÃO DA NEM PARA PAGAR OS REMEDIOS QUE USAMOS AI VEM A DILMA E QUER CORTAR OS DIREITOS DO TRABALHADORES E VIUVAS E PENSIONISTAS AS AUTORIDADES NÃO PODE DEIXAR ISTO ACONTECER

ÊTA POVINHO 2 de março de 2015, 22:02h - 22:02

Deley a favor dos trabalhadores até pode acontecer, mas eu fico na dúvida pq ele votou contra os aposentados no passado a favor do governo.

ÊTA POVINHO incompetente 2 de março de 2015, 22:00h - 22:00

Esse cenário eu já tinha previsto aqui mesmo no DV em meados de 2012.
Na época a presidenta para ganhar as prefeituras nas eleições e mostrar ao mundo a sua eficiência (foi até reconhecida por revistas internacionais) interferiu no BC para reduzir deliberadamente a TAXA DE JUROS em plena crise financeira mundial (diga-se de passagem, criada pelos americanos).
Com isso o POVINHO e empresários que só olham para o umbigo aproveitaram e se endividaram com juros baixos. Um amigo aproveitou e comprou um carrão zerado em 60 meses. Assim o POVINHO não tem dinheiro agora para movimentar a economia, né?! Nem com o BC retornando bilhões aos bancos ajuda. Agora é tarde!

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