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Deputados do Rio aprovam corte de 30% do salário do governador e secretários

Matéria publicada em 6 de dezembro de 2016, 21:22 horas

 


Sob protestos do lado de fora, deputados fizeram ajustes nas contas do Estado; 31 pessoas ficaram feridas, entre elas 11 policiais; nove manifestantes foram detidos

Em crise: Policiais e manifestantes entraram em confronto durante sessão na Alerj (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Em crise: Policiais e manifestantes entraram em confronto durante sessão na Alerj (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio – Em meio a um confronto entre manifestantes e policiais militares, que deixou cerca de 31 feridos, entre eles 11 policiais, deputados estaduais aprovaram algumas medidas do pacote de austeridade do governo estadual em sessão extraordinária realizada terça-feira (6) na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Nove pessoas foram detidas durante a manifestação que ocorreu do lado de fora da Alerj.

Durante a sessão que começou às 14h, os deputados aprovaram duas medidas de economia da própria Casa: o fim da frota de carros oficiais e a proibição de realizar sessões solenes no plenário à noite, o que significa menos gastos com energia elétrica e horas extras.
Também foi aprovado o corte de 30% nos salários do governador, do vice-governador e dos secretários, com emenda enquadrando os secretários no teto do estado, que hoje é de pouco mais de R$ 26 mil. O autor da emenda é o deputado Comte Bittencourt.
Por 32 votos a 19, deputados rejeitaram o destaque que excluiria secretários que ganham acima do teto do corte de 30% no salário. Com o resultado, secretários de Educação e Fazenda, que ganham acima do teto, terão salários reduzidos ou deixarão os cargos. “Secretários podem ficar nos cargos recebendo R$ 26 mil mensais ou pedir exoneração”, disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL).
Os parlamentares decidiram também antecipar o calendário de votação do pacote, que inicialmente iria até o dia 15. Agora, as últimas medidas serão votadas na próxima segunda-feira (12). A sessão promete ser a mais polêmica, já que na pauta estarão o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, de 11% para 14% do salário, e o adiamento para 2020 de reajustes salariais para diversas categorias, que já haviam sido aprovados pela própria Alerj.

Confusão e feridos

Os protestos fora da Alerj tiveram início por volta das 13h. Manifestantes usaram bombas de fabricação caseira em direção à assembleia e a PM revidou com bombas de efeito moral. Durante o ato, algumas pessoas mascaradas e usando capacetes tinham rojões nas mãos e atiravam na direção da polícia.
Segundo nota enviada pela Alerj, entre as pessoas feridas estavam servidores, policiais e os deputados Tia Ju e Paulo Fernandes, todos atendidos no Departamento Médico da Casa. A maioria passou mal por causa de fumaça de bombas e do spray de pimenta.
Por conta da grande confusão, comerciantes nos arredores da Alerj fecharam as portas. As vias da Avenida Rio Branco, rua Primeiro de Março e Avenida Presidente Antônio Carlos tiveram o tráfego de veículos interrompido.
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, e a Concessionária do VLT Carioca informaram que, devido à ocupação da via na área da Av. Rio Branco, o Veículo Leve sobre Trilhos interrompeu duas vezes a operação por questão de segurança.


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9 comentários

  1. Avatar
    Saulo da Prefeitura

    Piada esses deputados. A crise está aí por causa deles mesmos e do governador que não tem capacidade de gestão. Aliado as ações corruptas, a crise do Rio e no Brasil é resultado direto de ações de incompetência administrativa aliada a corrupção generalizada. Só haverá melhoras nas contas públicas se houver cortes em benefícios dos políticos. Milhões de reais em verbas de toda natureza. Esse desconto no salário do governador é igual gota no oceano. Papo furado e para enganar a população, essa sim vai pagar a conta. Aliás já paga a conta há tempos. Outra: cortaram o benefício de trocar de carro a cada dois anos; que nobreza de decisão desses deputados.
    Agora vamos as dicas para solução: redução em 50% no número de deputados, redução para no máximo em 05 assessores e com salário definido conforme mercado, fim de todas as regalias para deputados (verbas de paletó, correios, gasolina, etc), previdência com regras iguais as da população. Isso já mostraria que os deputados e governo de fato estariam com desejo de ajudar a atenuar os efeitos da crise.

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      Quantos eleitores votariam num candidato que propusesse essas suas dicas? 1, 10. 55 ou 70 eleitores?

      Os eleitores gostam é de pilantras para votarem. Em VR ouve uma campanha para ninguém votar no PMDB em outubro devido o desastre econômico no RJ e das propostas para ferrar o povo do Temer.

      O que os eleitores em VR fizeram? Deram milhares de votos ao PMDB que conseguiu fazer 4 vereadores, sem contar os partidos aliados que são contra o povo.

      Sem contar as cidades da região que o PMDB levou.

      A maioria dos eleitores gostam é de bandido no governo.

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      Existe partido honesto, Eta Povinho? Aponte-me um… Mudam-se as ideologias, mantem-se as práticas…

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      Al Fatah

      Se há partidos honestos eu não sei, mas o PMDB, PT, DEM, PSDB, PP, etc já era sabido que desviaram e ainda usaram a PetroBras.

      Falar que todos os partidos ou todos os políticos são corruptos é DESCULPA para continuar votando em partido que acolhe corruptos.

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    QUando vão baixar o salário deles todos
    Políticos tds iguais.proxima eleição voto nulo

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      Quem vota nulo deixa de votar contra. Logo está a favor dos bandidos de gravata.

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      Melhor anular do que escolher com qual bandido vai ficar. Voto tem que ser por convicção, não para escolher qualquer um em meio a nenhum que agrade!…

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    Para o legislativo é fácil aprovar a redução de salários que não os seus próprios…

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    E quando os deputados estaduais reduzirão pela metade os seus subsídios? Só do governador, vice-governador e secretários é pouco, muito pouco.

    Veja o absurdo do subsídio atual de um secretário de estado: R$ 3 7. 1 4 2,00 aproximadamente. A remuneração então deve passar de 50 mil reais mensais.

    Você ou seu conhecido que votarou nulo, em branco, ou deixaram de votar estão de acordo com esse ABSURDO porque deixaram de votar contra esses sanguessugas.

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