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Deputados estaduais visitam lixão de Resende

Matéria publicada em 7 de outubro de 2015, 08:43 horas

 


Dr. Julianelli: ‘Esse lixão tem que acabar e o novo aterro deve atender todas as normas de tratamento de resíduos’

Dr. Julianelli: ‘Esse lixão tem que acabar e o novo aterro deve atender todas as normas de tratamento de resíduos’

Resende e Rio –  O lixão de Bulhões, em Resende, está em operação há 23 anos sem tratamento adequado do chorume que atinge o Rio Paraíba do Sul. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga as causas e consequências do uso e permanência dos lixões no Estado, presidida pelo deputado Sadinoel (PT), visitou o local nesta segunda-feira (05).

O lixão recebe cerca de 170 toneladas de lixo por dia dos municípios de Resende, Itatiaia e Itamonte (Minas Gerais). Mesmo sem a licença ambiental, o lixão está funcionando através de uma liminar cedida no ano passado pela 1ª Vara Cível de Resende.

Gerente do local, Pedro Viana explicou que a prefeitura de Resende está realizando o projeto e que o próximo passo é abrir uma licitação pública para que a empresa vencedora encerre as atividades do lixão com a remediação e que também construa um aterro sanitário no município.

— O Inea (Instituo Estadual do Ambiente) ainda está avaliando a questão da licença, pois o município fez sua parte na criação do aterro, mas, por problemas estruturais, não teve o controle adequado — disse.

O grupo observou que os taludes estão sem segurança. Talude é um terreno inclinado que limita um aterro e tem como função garantir a estabilidade em caso de desastres, como fortes chuvas. Integrante da CPI, o deputado Dr. Julianelli (Rede) disse que as barreiras do chorume não estão funcionando e que a água está sendo contaminada:

— Esse lixão tem que acabar e o novo aterro deve atender todas as normas de tratamento de resíduos, para que não se repita o que houve aqui, que foi um dia a proposta de aterro, mas virou um lixão — afirmou.

A vice-presidente do grupo, deputada Lucinha (PSDB), disse que a CPI vai questionar o Inea sobre o andamento da licença ambiental e a falta de fiscalização no local. “Não encontramos nenhum geólogo ou técnico para nos informar quanto tempo ainda tem de argila para cobrir esse lixo, é lamentável esse desastre ambiental”, afirmou a parlamentar.

 

Catadores

 

Catador há quatro anos, Haroldo Ismael disse que os trabalhadores conseguem arrecadar até R$ 300 com a coleta seletiva, mas não têm uma estrutura custeada pelo município. O receio dos catadores é quando as atividades do lixão se encerrarem, pois, até agora, nenhum plano concreto foi informado a eles.

— Ouvimos que vamos trabalhar num galpão, mas com a colheita dos materiais na rua, e isso vai nos prejudicar muito, porque não há garantia de que vamos conseguir nos sustentar — afirmou. A comissão vai solicitar informações ao Pangea, responsável pelos cursos de capacitação, para saber o que mais será feito em relação à inserção social dos catadores.


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2 comentários

  1. O engraçado em relação a tudo isso é que a Prefeitura de Resende se quiser pode investir no aterro
    mas não o faz! Por que? Porque a licitação e concessão já está engatilhada pra uma empresa que esteve presente
    na audiência da Câmara em Resende! E até sondagens e topografias andaram fazendo no local antes da licitação!
    Fato: sempre tem os lobos interessados no dinheiro que rola e não em querer ajudar a natureza!

  2. estão no lugar cert

    Estiveram no lugar onde deveriam estar. Porque não ficaram por lá de uma vez?

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