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Ex-deputados prestam depoimentos sobre assassinato de Marielle Franco

Matéria publicada em 25 de outubro de 2019, 10:47 horas

 


Edson Albertassi e Paulo Melo prestam depoimento sobre assassinato da vereadora Marielle Franco (crédito AB)

Rio de Janeiro – Os ex-deputados estaduais pelo Rio de Janeiro Edson Albertassi e Paulo Melo prestaram depoimento nessa quinta-feira (24) a respeito do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O delegado Antonio Ricardo, diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa do Rio de Janeiro, disse que os interrogatórios têm a ver com uma possível motivação política para a morte de Marielle.

Segundo Antonio Ricardo, o ex-deputado e conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Domingos Brazão poderá ser chamado novamente a depor. “Nós vamos avaliar a necessidade dele prestar um novo depoimento. Por enquanto, ele é ouvido na condição de testemunha”, disse o delegado.

Os dois ex-deputados do MDB estão presos em Bangu há dois anos, acusados de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro investigados na Operação Cadeia Velha, um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Albertassi afirmou aos policiais desconhecer que Freixo tenha ajudado o Ministério Público Federal com informações para a operação Cadeia Velha. Perguntado se Marielle teria ajudado Marcelo Freixo com informações para o MPF na operação Cadeia Velha, disse desconhecer. O ex-deputado afirmou ainda que não ouviu que Marielle poderia ser uma espécie de “pombo correio” de Freixo, e que também não ouviu essa expressão sobre a vereadora nos bastidores políticos.

Ainda em depoimento, o ex-deputado disse que não conhece Ronnie Lessa e Hélcio de Queiroz, dois dos acusados pela morte da vereadora e do motorista.

Federalização

O delegado reforçou a crítica à federalização do caso, requerida por Raquel Dodge, então procuradora-geral da República. Pelo pedido de Dodge, a investigação sairia da alçada da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) para o âmbito da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).

“Se sair da Polícia Civil, vai haver um prejuízo muito grande, porque o que nós já produzimos de informação e de documentos apreendidos que ainda estão sob análise vai ser uma perda inestimável. Esse tempo é precioso. Nós já temos mais de 30 volumes produzidos”, disse o delegado.

No último dia como procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a federalização do Caso Marielle, mas a corte ainda não se definiu sobre a matéria.

Marielle foi morta a tiros no dia 14 de março de 2018, juntamente com o motorista Anderson Gomes, na capital fluminense. Dois suspeitos da execução foram presos: Ronie Lessa e Élcio de Queiroz, mas os mandantes do crime e as motivações ainda não são conhecidos.


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6 comentários

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    Tem vereador em VR q é capacho do Albertassi, não faz nada pela cidade, só trabalha em favor desse BANDIDO. Tinha q investigar esse PILANTRA tb.

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    Tem uma familia de políticos que quando ouve esse nome sua frio talkei kkkkkkkkkkkkiii

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    Que se dane essa m de mulher q já morreu. Nunca vi falar tanto de morto assim. Pq não falam da menina que foi atropelada e morta em barra mansa e abafaram o caso pq a atropeladora e rica????

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      Fala-se tanto pois ela tinha um cargo que era pago com dinheiro público e foi assassinada por agentes públicos. Fala-se tanto pois foi planejado, executado por profissionais do crime e ainda houve desvios nas investigações conduzidas por agentes públicos. Fala-se tanto porque existe uma teia envolvendo muitos poderosos.

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    Só se for na favela com traficantes amigos dela.

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    Por incrível que parece eles já tem os responsáveis pelo crime e querem mais o que? Sabe quem foi o mandante, sabe que foi por política, pois ela era bem cotada para as eleições de 2018 eles sabem que qualquer cargo político ela ganharia no Estado do Rio de Janeiro! Mas tenho certeza que ficaram impune pois quem manda é quem está no poder! O povo que deveria ser o patrão dos políticos que pagam seus salários virou empregados e não podem falar nada e nem pedir a prisão de quem está cometendo crime e não trabalham, bando de vagabundos segundo seus próprios pares! Um grande abraço leitores!

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