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Freixo debate violência contra a mulher e direitos humanos com universitários, em Volta Redonda

Matéria publicada em 29 de março de 2015, 16:56 horas

 


Lotada: Cerca de 600 pessoas foram ao plenário da Câmara Municipal assistir ao debate com o deputado Freixo (Foto: Pedro Borges)

Lotada: Cerca de 600 pessoas foram ao plenário da Câmara Municipal assistir ao debate com o deputado Freixo (Foto: Pedro Borges)

Volta Redonda –

O plenário da Câmara Municipal ficou pequeno na noite da última sexta-feira (27). Cerca de 600 pessoas se espremeram para poder acompanhar a aula magna promovida pelo curso de Serviço Social do UniFOA, que contou com a presença do deputado estadual, Marcelo Freixo (PSOL). O deputado federal, Jean Wyllys (PSOL), que também era esperado, passou mal e não pôde comparecer ao evento.  Foram cerca de duas horas de debate sob o tema “direitos humanos e a violência contra a mulher”.

Além do deputado, a professora e mestrada em história, Francismara Lelis, e a estudante de direito, Larissa Coutinho, ambas militantes do movimento feminista, completaram a mesa de debate. Entre as discussões,  estiveram o aborto, estupro, feminicídio, redução da maioridade penal, entre outros temas abordados pelos palestrantes, ou levantados, através de perguntas, pela plateia, a maioria foi composta por mulheres.

O deputado começou a sua fala abordando alguns números sobre a violência contra a mulher, como, por exemplo, o fato de 65% dos estupros serem cometidos dentro de casa.

– É inaceitável que a gente culpe as mulheres vítimas de estupro. Nada justifica essa violência. A maior parte das agressões acontece dentro de casa: são pais, padrastos, maridos. – pontuou Freixo.

Seguindo nessa linha, o deputado falou sobre a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (Deam).

– A delegacia é um avanço, mas as pessoas que trabalham nela não estão preparadas para esse tipo de atendimento. Na verdade, nem os juízes estão – disse.

Sobre o aborto, um dos temas polêmicos abordados no evento, Freixo lembrou que atualmente a prática é a quarta causa morte das mulheres.

– A posição favorável, ou contra, ela é pessoal, agora quando você criminaliza uma mulher que faz aborto, você transforma isso em uma política. E isso é muito grave. Isso rompe com a ideia do estado laico, isso rompe com o direito da mulher sobre o seu corpo, e esse é um debate muito delicado e que queremos ele no plano da Saúde, não no plano da polícia – enfatizou.

 Direitos humanos

Sobre como andam os direitos humanos atualmente, o deputado afirmou que ainda há muito a melhorar. Segundo ele, as violações são sistemáticas e permanentes.

– É evidente que temos alguns avanços no que diz respeito ao próprio tema ser mais debatido, alguns avanços legais, mas são avanços muitos tímidos tamanha violação que acontece, principalmente em relação a alguns setores específicos da sociedade – explicou.

Em relação aos avanços, Freixo destaca a aprovação de um projeto de lei na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), que proíbe as revistas íntimas nos presídios do Estado e nas unidades do Degase.

– A pena aplicada a uma pessoa, não pode se estender a uma família. Isso é ilegal, é inconstitucional. Então as pessoas tem que ser revistadas em um lugar que tem que ser seguro, através do raio X, do detector de metal, como acontece em avião, banco, em qualquer lugar que tenha segurança – disse.

O deputado comentou ainda sobre a lei da maioridade penal. Freixo diz ser radicalmente contra e que ela não trará qualquer efeito pro conjunto da sociedade.

– Na verdade não precisamos de mais gente presa, porque já temos a quarta maior população carcerária do mundo e precisamos de um investimento em escola. A sociedade vai ter que debater se quer a juventude no banco das escolas ou no banco dos réus. Eu quero no banco das escolas, porque eu acredito no processo pedagógico e não no punitivo – enfatizou.

 Aula Magna

A coordenadora do curso de Serviço Social do UniFOA, Mônica Barison, explicou que a aula magna é realizada todo ano para receber os ingressantes do curso. Esse ano, a escolha da temática foi em razão do debate dos projetos de iniciação científica, que tratam sobre a violência contra a mulher.

– Os assistentes sociais trabalham com programas das diversas políticas sociais que atendem as mulheres vítimas de violência. Então é preciso conhecer esse fenômeno. Conhecer, principalmente, o que a sociedade pensa sobre esse fenômeno. O que o Estado pensa e quais são as estratégias de enfrentamento da violência contra a mulher e de prevenção, pra que não ocorra mais esse tipo de violência – disse.

Sobre a escolha de Freixo e de Wyllys, Mônica explicou que o convite foi por causa da militância que os deputados têm.

– Convidamos os dois deputados em razão da militância que os dois têm na defesa dos direitos humanos. Tanto no mandato de um, como no de outro, eles se dedicam a defesa dos direitos humanos. Nessa luta de garantir os direitos sociais, políticos e civis desse segmentos da população que vivenciam condições de vulnerabilidade – explicou.

Por sua vez, Freixo destacou a importância de se abordar temas, como direitos humanos, na faculdade.

– A luta pelos direitos humanos é uma luta pedagógica, de construção de olhar, de ruptura de olhares de tradição. Isso ajuda na formação e faz com que essas pessoas no exercício da sua profissão e da sua vida, se tornem defensores do direito dos outros, daqueles invisíveis que muitas vezes não podem estar dentro de uma universidade – destacou Freixo, agradecendo a companhia de Francismara e Larissa: “Não posso levar o protagonismo dessa noite. O assunto é sobre violência contra as mulheres, então elas devem ser representadas”.


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13 comentários

  1. Direitos Humanos para Humanos Direitos. Esses caras só defendem marginais, falam que defendem os pobres mas tem vida de milionários. Pregam contra a violência mas financiam o tráfico, usuário de drogas é o verdadeiro financiador da violência. Pregam que lutam pela vida e querem legalizar a execução em massa de crianças ainda no ventre materno.

  2. Para o socialista é assim: O bandido não sabe o que está fazendo pois é apenas uma vítima do capitalismo, o cidadão de bem não pode ter uma arma para se defender pois ele também não sabe pensar, a mulher pode abortar porque ela não sabia das consequências e etc. Eis que surge a figura do Estado que no auge de seu altruísmo e benevolência é o único capaz de solucionar tudo, como não resolvem, o culpado são os ‘burgueses’, empresários e classe média, que estudam, batalham e pagam enormes cargas de impostos para que o Estado possa desviar, custear mordomias, investir em programas populistas que garantem votos e com muita sorte possa sobrar um pouquinho de dinheiro para investir em infraestrutura e fazer com que o país realmente avance, de maneira legítima.

    • Gostei dessa de que a mulher pode abortar porque ela não sabia das consequências! Não sabia na era da internet??

      Como eles falam que os adolescentes JÁ sabem o que fazem; falam que as mulheres tbm JÁ sabe o que faz.

      Na hora de virar os olhinhos nem pensa, né?! Mas na hora que fica grávida quer que o Estado resolva a situação com o aborto. Aborto esse que destrói psicologicamente a vida da mulher porque ela vai carregar por toda a vida o sacrifício de um inocente. Ela pode nem pensar agora, mas certamente no futuro estará arrasada.

  3. – A pena aplicada a uma pessoa, não pode se estender a uma família. Isso é ilegal, é inconstitucional”. Mas nobre deputado: quando esses maliantes matam, roubam, traficam e etc. os danos causados por esse “vermes” não são só à vítima, esses danos, certamete, afetam as famílias dos que sofreram pelo ato cruel e insano destes q estão presos. Então, quer dizer, no final a “família” de bandido se torna vítima. A minha mãe pode chorar, a dêles nâo ?

  4. PSOL, PC do B e PT… sempre com a mesma bandeira. Para eles direitos humanos é : legalização das drogas, liberação do aborto e defesa de bandidos… Chega né ? Fala Sério… Aborto é um assassinato de um ser indefeso, hj existem várias formas de prevenção da gravidez. Não pensam e depois um inocente é quem paga o pato ?

  5. Graaaaande evento em Unifoa
    Graaaande evento

  6. A escolha desses dois deputados é que não combina com os direitos humanos, ou acham de defender a liberação das drogas ou “somente” a classe gay do deputado de Brasília são direitos humanos?

    Quando é que eles vão mesmo defender a família e o aborto com esses pensamentos?
    Quando é que o deputado que defende liberação as drogas vai defender o usuário de drogas para dentro de uma escola que exige disciplina, concentração e estudos?

    Eu não consigo nem imaginar?

  7. Engraçado como confundem Estado Laico com Estado Ateu. Interessante também como a pauta de Direitos Humanos deles entra justamente a legalização do aborto, ou legalização de um assassinato premeditado altamente qualificado sem direito de defesa a vítima (Isso é Direitos Humanos?). Por fim, gostaria de desafiar a qualquer um a me mostrar quando o Freixo defendeu ou demonstrou solidariedade pelos policiais assassinados quase que diariamente por bandidos.

  8. Esse cara é um bosta de deputado. Esse PSOL com essas ideologias perversas querendo fazer a cabeça das pessoas.

  9. Então, o “nobre” deputado afirma que o aborto é a quarta causa de morte de mulheres? Isso é MENTIRA! As fontes que esses assassinos usam para fazerem apologia ao assassinatos de inocentes são fraudulentas, forjadas pelos militantes da causa abortista! Faço coro ao comentário anterior: Fora PT e Fora PSOL!

  10. O que tem a ver aborto com laicidade do estado? O deputado está confundindo ética com política e religião…

  11. ESSE É CARA É UM DEMAGOGO IGUAL AO GAROTINHO, AGITADOR PELOS BASTIDORES, PATROCINADOR DE VÁRIOS MULEKES QUE FAZEM ARRUAÇAS EM PROTESTOS, PERGUNTEM A ELE CADÊ A SININHO ?

  12. Fora cambada perversa do PSOL ! Fora PT e Fora PSOL !

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