quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

TEMPO REAL

 

Capa / Política / Hospital das Clínicas se consolida como operador do Hospital da CSN

Hospital das Clínicas se consolida como operador do Hospital da CSN

Matéria publicada em 19 de janeiro de 2020, 08:09 horas

 


Desde julho de 2018, sociedade anônima paga aluguel mensal à Companhia; sócios são médicos

 

Leonardo Annechino Marques: ‘Atingiremos o ponto de equilíbrio econômico-financeiro em 2021-Foto: Paulo Dimas

Volta Redonda- Pouco mais de um ano e meio depois de ter começado a funcionar, em primeiro de julho de 2018, o Hospital das Clínicas (HC) de Volta Redonda é um estabelecimento consolidado. O aluguel do prédio, motivo que levou a CSN a despejar o antigo operador, atualmente é pago a partir de boletos emitidos pela siderúrgica, embora a proposta de locação encaminhada á empresa ainda não tenha uma resposta oficial.

Os cerca de 150 médicos que assumiram a operação do estabelecimento formaram uma sociedade anônima, que hoje é a pessoa jurídica responsável pelo funcionamento do estabelecimento de saúde. O Diretor-Presidente do HC, Leonardo Annechino Marques, afirma que o faturamento bruto do hospital supera os R$ 100 milhões anuais com 570 empregados diretos, sem contar os médicos, que em sua maioria são sócios da empresa. Cinco médicos do corpo clínico integram um conselho que participa das decisões do dia a dia no hospital. Com isso, ele acredita que o sentimento de intranquilidade não existe mais.

— A incerteza, que era de todos os personagens dessa situação, como médicos, pessoal da enfermagem, pacientes e suas famílias, não existe mais. O HC hoje opera o hospital em uma situação estabilizada. Atingiremos o ponto de equilíbrio econômico-financeiro em 2021, superando completamente esta crise — afirma Leonardo.

Atualmente, o HC faz oito mil atendimentos no Pronto-Socorro e realiza quatro mil cirurgias por mês. Além disso, sendo o único credenciado a fazer cirurgias cardíacas pelo SUS em toda a região, realiza cerca de 1.200 procedimentos por ano. Isso torna o hospital insubstituível.

— Outros estabelecimentos de saúde podem fazer procedimentos como o cateterismo, mas a cirurgia propriamente dita, de “peito aberto”, só o HC faz pelo SUS. Isso traz para o hospital uma grande responsabilidade, e foi um dos principais argumentos para que a Justiça desse ao corpo clínico a missão de manter o estabelecimento funcionando — prossegue o executivo.

Outra novidade é que o HC já está credenciado pelo SUS para realizar transplantes de córnea e em breve deve fazer o primeiro procedimento do tipo.
A certeza de que o HC continuará funcionando vem de uma determinação legal: outra empresa só pode assumir o hospital se estiver plenamente capacitada para substituir a atual.

— Isso, além de ser difícil pelo aspecto de equipamentos e tecnologia, é quase impossível quando se trata de recursos humanos — afirma o presidente.

Assumindo a missão

Os médicos que assumiram o HC consideraram, primeiro, a necessidade de manter o hospital funcionando devido aos atendimentos feitos pelo SUS: “mais até do que as pessoas que têm acesso a convênios, essas pessoas seriam as que mais sofreriam com a interrupção das atividades do hospital”, diz Annechino. Esse foi o motivo de a Justiça ter decidido dar aos médicos a missão de manter o hospital funcionando.

— O hospital tem profundos vínculos com a cidade. São mais de sessenta anos em que muitas vidas foram salvas e outras começaram no estabelecimento. Os médicos e os colaboradores se sentem muito ligados não apenas ao estabelecimento, mas à missão que ele cumpre na cidade e na região. Todos sabem de sua importância para a cidade — afirma.

Muitos dos médicos que atuam no hospital começaram como residentes, e foram se aperfeiçoando e adquirindo experiência:

— Atualmente, nosso corpo médico é formado pelos professores dos médicos que atuam em outros estabelecimentos — declara o presidente do HC.

A luta

De acordo com Leonardo Annechino, os primeiros seis meses em que o corpo clínico foi responsável pelo hospital foram os mais difíceis.

— Havia dificuldade até para adquirir insumos , já que se tratava de um grupo de médicos, não de uma pessoa jurídica constituída. Ao longo de 2019, os médicos estabilizaram financeiramente o HC e desenvolveram novos fornecedores de insumos e serviços. O detalhe é que isso foi feito não com base na empresa, que havia acabado de ser fundada, mas na credibilidade dos profissionais do corpo clínico, todos eles médicos respeitados em toda a região — contou.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

3 comentários

  1. Avatar

    Parabéns a todo os médicos que assumiram em grande hospital. A população vc agradece.

    • Avatar

      É isso aí.Quando pessoas sérias e honestas assumem dá certo.Esse hospital tem HISTÓRIA em VR.Meus filhos nasceram nele pelas.mãos abençoadas dos doutores Maurício Monken e Cordeiro.Sigam em frente.

  2. Avatar

    Parabéns aos Médicos que assumiram com competência essa administração do Antigo Hospital da CSN.
    Deus abençoe a todos medicos e funcionários e desejmao sucesso em novos investimentos e futuro do Hospital!! Uma Gestão séria da certo em qualquer segmento, torcemos por um Brasil Melhor!!

Untitled Document