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ICMBio pediu a Índio da Costa projeto que recategoriza a Floresta da Cicuta

Matéria publicada em 3 de fevereiro de 2016, 21:47 horas

 


Reunião tensa: Deley e João Thomaz argumentaram, mas ICMBio é favorável a RPPN na Cicuta

Reunião tensa: Deley e João Thomaz argumentaram, mas ICMBio é favorável a RPPN na Cicuta

Sul Fluminense – O projeto de lei apresentado pelo deputado federal Índio da Costa (PSD), mudando a categoria da Floresta da Cicuta de Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) foi proposto ao parlamentar pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A informação foi dada pela assessoria de Imprensa do próprio parlamentar.
O projeto de Índio da Costa é visto com preocupação pela Comissão Ambiental Sul e o Ministério Público Federal é contra a recategorização do local. Na tentativa de evitar que o ICMBio fizesse a recategorização, o deputado federal Deley de Oliveira (PTB)esteve em Brasília, acompanhado do presidente do Sindicato dos Engenheiros e representante da Comissão Ambiental Sul, João Thomaz, para conversar com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira.
No entanto, a ministra afirmou que não poderia receber Deley e João Thomaz por estar no Congresso Nacional, acompanhando a presidente Dilma Rousseff (PT) no discurso de abertura do ano legislativo. Com isso, o deputado e o engenheiro foram recebidos pelo presidente do ICMBio, Claudio Maretti.
Durante a reunião, Deley deixou clara sua insatisfação com o que ele considera uma tendência do ICMBio de aceitar a transformação da Arie da Cicuta em RPPN. O deputado afirmou que, nesse momento, a situação ficou tensa:
— Eu disse ao presidente do ICMBio que a recategorização da Floresta da Cicuta passa por cima da posição de representantes da sociedade da região, como a Comissão Ambiental Sul, e do próprio Ministério Público Federal. Afirmei ainda que acho estranho um projeto de lei que trata de um assunto tão importante para o Sul Fluminense seja apresentado por um deputado que não tem base eleitoral na região — disse Deley.
Segundo o deputado, o presidente do ICMBio afirmou que a autarquia não dispõe de recursos financeiros para controlar a área da Floresta da Cicuta, que seria uma reserva relativamente pequena em relação a outras áreas que o instituto controla, e que, com a transformação em RPPN, a CSN assumiria esse ônus.
Deley e João Thomaz argumentaram que a prefeitura de Volta Redonda poderia fazer parcerias com o governo estadual para conseguir os recursos necessários, e que a CSN estaria interessada na liberdade que teria para explorar o entorno da RPPN, algo que não pode ser feito com a Arie: “Eles poderiam explorar essa área, criando condomínios de frente para a floresta”, disse o deputado.


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6 comentários

  1. Avatar

    Enquanto isso o cartel dos postos de combustíveis continua na região e o Ministério Público e esses políticos cachaçaceiros nada fazem….
    Brigar a com uma multinacional dá mais ibope…. (e mais votos)
    Não se enganem as eleições estão chegando…. fica a dica

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    Gostaria de saber quantos funcionarios tem o ICMBio cuidando da Cicuta ? Quantos trabalham em Volta Redonda?
    Como morador de VR há mais de 30 anos agradeço ao cenário que permitiu que a cidade não fosse tomada por invasões, ainda bem que tem gente tomando conta

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      Bom dia, Ferreira! O ICMBio tem apenas 01(um) Analista Ambiental lotado na ARIE Floresta da Cicuta. O restante da equipe (03 técnicas e 01 auxiliar de serviços gerais) é pago, por obrigatoriedade, pela CSN, devido a um Termo de Compromisso firmado com O ICMBio em 2008. A manutençaõ da equipe é apenas uma das obrigações de outras restantes que até hoje (08 anos depois) ainda não cumpriu. Além de não ter cumprido, quer agora assumir a total administração e gestão da Unidade de Conservação alegando que estará melhor protegida, o que é um argumento inconsistente pois a ARIE encontra-se protegida e gerida pelo Poder Público Federal (ICMBio) há 31 anos. Ela tem outras áreas, inclusive um fragmento florestal do tamanho exato da Floresta da Cicuta e que está desprotegido. Se a intenção é proteger, por que não criar sua RPPN neste que está sem proteção ???

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      Bom dia!

      Só não entendo porque a CSN tem que bancar funcionarios para cuidar da Cicuta “lotados na cidade do RJ”, é muito desperdicio, em um momento que as empresas tentam otimizar custos para preservar empregos isso se torna um absurdo, a Cicuta sempre foi muito bem cuidada pela CSN, sempre.

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    E a sociadade vai aceitar essa decisão sem nada fazer? Ninguém vai fazer protesto na Vila não? Claro que não, o povo é movido por modinhas e como a grande mídia e os grupos de redes sociais não estão convocando ninguém o povo fica passivo como sempre.

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      Bom dia Roberto! A sociedade não está aceitando não! Está se mobilizando, inclusive foram levados para entrega a Ministra do Meio Ambiente, 5000 assinaturas em defesa da manutenção da Floresta como ARIE e não privatizada (RPPN) pela CSN. O que está acontecendo é que a sociedade não tem a força e o peso político que a empresa tem. Por isso está sendo atropelada em seus interesses com relação ao ambiente que habitam, direito este previsto em nossa Constituição.

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