Juliana Carvalho se reúne com diretoria do Funcionalismo Público de VR

by Paulo Moreira

Juliana Carvalho conversa com diretores do Sindicato do Funcionalismo de Volta Redonda
(Foto: Divulgação)

Volta Redonda – A candidata do PSOL à Prefeitura de Volta Redonda, Juliana Carvalho, se reuniu na manhhão desta quinta-feira (05) com a diretoria do Sindicato do Funcionalismo Público da cidade. A candidata tratou de suas propostas para os servidores e falou de temas polêmicos.

Um deles foi o RPA (Recibo de Pagamento Autônomo), uma prática contratual antiga no governo municipal que, segundo a socialista, engessa o serviço público. Juliana garantiu que em seu mandato esse modelo será extinto de Volta Redonda.

— Contrato por RPA é a forma mais covarde de precarização do serviço Público. Transforma-se num ciclo vicioso de clientelismo que só atende aos interesses de quem quer o poder pelo poder — criticou Juliana, fazendo uma ressalva sobre os cargos comissionados, dos quais não pode abrir mão para administrar a prefeitura. “Mas é preciso avaliar cada um dos cargos. Quando forem imprescindíveis, que sejam ocupados por funcionário da prefeitura”, disse.

Juliana Carvalho também pontuou sobre a importância de se fazer concurso público. Para a candidata do Psol, é através dele que se garante a qualidade do serviço.

— Concurso é imprescindível. A valorização passa pela estabilidade. Valorizado, o servidor presta um bom serviço. Sabemos que a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) incentiva a terceirização por engessar os gastos públicos com pessoal. Mas temos a solução e esta passa pela forma com que a prefeitura cobra o IPTU — pontuou a professora.

“É a prefeitura, a partir de uma ampla discussão com a Câmara, que determina como, de que forma e de quem vai cobrar o IPTU. Nossa intenção é justamente cobrar mais de quem tem mais dinheiro como, por exemplo, da CSN que concentra 25% das terras de Volta Redonda. Precisamos taxá-las até porque a empresa não oferece nenhum uso social para essas terras. Elas estão improdutivas enquanto a CSN lucra milhões e Volta Redonda não se desenvolve”, continuou Juliana. “Com essa nova forma de taxação e cobrança de IPTU sobrará dinheiro para concurso público”, completou.

Outro tema levantado pelos sindicalistas foi sobre Organização Social (OS). Eles quiseram saber a opinião da candidata que foi taxativa: não haverá terceirização em seu governo. “Implementar uma OS no governo serve apenas para a transferência de recursos do setor público para o privado sem garantir um serviço de qualidade. Na verdade, acontece o contrário. No fim das contas sai mais caro. Vimos isso com a OS que administrava o São João Batista. Não ofereceu insumos, profissionais nem atendimento humanizado e, para piorar, fez uma ala para tratar da Covid junto com outros pacientes de doenças variadas. Um absurdo. Sem contar que essa OS é ligada ao pastor Everaldo, presidente do partido de Samuca e que está preso por corrupção”, discorreu a psolista.

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