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Líderes da direita regional são contra a intervenção militar

Matéria publicada em 7 de julho de 2019, 07:00 horas

 


Eles também acreditam que as eleições municipais do ano que vem consolidarão a presença da direita no poder, se economia ajudar

Hermiton (em primeiro plano) e Acuña (no segundo plano) acreditam que futuro da direita depende de resultados na economia (Foto: Júlio Amaral)

Volta Redonda e Barra Mansa – Dois dirigentes do movimento “Vem Pra Direita” na região – Hermiton Moura, de Volta Redonda, e Fábio Acuña, de Barra Mansa – falaram com exclusividade ao DIÁRIO DO VALE sobre os rumos da direita na região e o posicionamento do movimento em relação ao cenário político nacional. Entre as principais declarações, eles reafirmaram a posição contrária a uma intervenção militar, que eles afirmam não ter respaldo constitucional, e falaram sobre as possibilidades da direita nas eleições do ano que vem.

Sobre a questão da intervenção militar, Hermiton afirmou que é contrário ao que alguns chamam de “intervenção militar constitucional”. Ele disse que a atuação direta dos militares contra qualquer dos poderes constituídos é impossível, dentro do que determina a constituição. Segundo ele, o que pode acontecer é uma intervenção civil, puxada pelo povo insatisfeito com a atuação de um ou mais dos três poderes:

— A Constituição Federal afirma expressamente que todo o poder emana do povo, sendo exercido por ele através de seus representantes eleitos ou diretamente. Nesse caso, as forças armadas poderiam interferir para proteger o povo caso haja uma insurreição popular contra algum ou alguns dos poderes constituídos — avalia.

Sobre a expectativa pelos resultados da direita nas eleições municipais do ano que vem, e também nas eleições gerais de 2022, os líderes do “Vem Pra Direita” afirmaram que tudo vai depender dos resultados da economia, o que por sua vez está ligado à aprovação da Reforma da Previdência.

Para eles, a Nova Previdência é apenas o início de uma série de mudanças que vão colocar as finanças públicas em ordem e recolocar o país no caminho do desenvolvimento sustentável. Por isso mesmo, eles veem uma possibilidade de boa parte do Congresso Nacional tentar reduzir o alcance da reforma ou atrasar sua aprovação.

Os líderes da direita acreditam que, com a economia seguindo bem, o eleitorado tenderá a apoiar maciçamente os candidatos ligados ao presidente. Isso colocaria em risco a sobrevivência política não só da esquerda como também do grupo identificado como Centrão.
— Em boa parte, as alegações contra a reforma da previdência vêm de pessoas que estão olhando para seus interesses pessoais, não para o que é melhor para o Brasil — afirmou Acuña.

Exceções à reforma

Hermiton e Acuña falaram sobre a questão da proposta feita pelo deputado federal Antonio Furtado, no sentido de flexibilizar a questão da aposentadoria de policiais, com o argumento de que essa categoria profissional está mais sujeita a riscos de morrer ou de sofrer lesões irreversíveis do que outras.

— Concordamos que policiais passam por riscos que outros profissionais não enfrentam, e que precisam ter um mínimo de garantia de tranquilidade para suas famílias, caso ocorra algo com eles, mas não cremos que seja o caso de colocar esse custo no caixa, já tão sacrificado, da Previdência — afirmaram.

Para eles, a solução ideal seria haver algum tipo de seguro que garantisse á família do policial ferido ou morto em ação a sua renda.
— É justo com a família e não sobre carrega o caixa da previdência — explicaram.

Atos levaram muitas pessoas para a Vila Santa Cecília (Foto: Reprodução)

Pautas do grupo vão muito além da economia

Os líderes do “Vem Pra Direita” afirmam que as pautas econômicas – reformas da previdência e tributária, além de um novo pacto federativo – são a prioridade para recolocar o país no rumo do desenvolvimento, mas reafirmam que esse não foi o único motivo que levou á vitória de Bolsonaro.

— Outros candidatos de direita tinham propostas econômicas semelhantes às que Bolsonaro está tentando implementar. O que só ele tinha é uma série de pautas que visam combater posicionamentos culturais e de comportamento. Elegemos Bolsonaro para evitar que a discussão de questões de gênero seja levada a crianças que ainda não têm idade para isso, para garantir que o abroto continue sendo crime e para que a questão da posse de armas seja liberalizada para permitir que o cidadão de bem possa se defender dos criminosos, porque sabemos que é impossível ao Estado garantir a segurança de todos, em todos os lugares e a todo tempo — afirmou Hermiton.

Acuña defende ainda que haja cuidado com a doutrinação esquerdista que ainda ocorre no sistema educacional. Para ele, a escola é lugar de transmitir conhecimento. A educação, segundo ele, deve ficar por conta da família:

“Sou a favor de mudar o nome do Ministério da Educação para Ministério do Ensino”, concluiu.

 


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6 comentários

  1. Avatar

    Que coisa pavorosa

    Os caras não tem ideia nem do que querem

    Aí depois o PIB cai pela 18a vez seguida e fica todo mundo se perguntando onde tá o erro

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    Vocês foram enganados, ô babacas.

    Visão política hipócrita de dois “líderes” medíocres, provavelmente financiados por empresários que sonegam impostos; dois oportunistas, que querem ser eleitos para mamarem nas tetas da política. Só enganam parte de um povo desinformado, um bando de idiotas que votaram num “mito” e elegeram um boçal, um governo repleto de corruptos e despreparados,sem planos, sem projetos, pelego capacho dos ianques, com ações ridículas e insensatas; e que foram enganados, acreditando num juizeco inescrupuloso, imoral , corrupto, quadrilheiro, e num pastor ratazana irresponsável, que transformaram uma operação de combate à corrupção numa trama de covardia para prender opositores inocentes e livrar amiguinhos criminosos sujos, quebrando empresas, desempregando trabalhadores e levando o país à bancarrota. Sugiro a esses dois influenciadores de idiotas que fiquem atentos, pois o gado que conduzem pode se alertar um dia para a verdade e querer cobrar deles a irresponsabilidade pela condução ao atoleiro. Ahá,Uhú, o Facchin, o Conjo e a Ratazana são deles.

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    Só rindo!! ” Insurreição popular” , incrível como esse advogado que não respeita a suprema corte do país ainda tem espaço para falar essas sandices. Como economia deslanchar se não existe projeto para isso, se não existe nenhum interesse em gerar empregos e renda aqui. O que temos apresentado é a venda fracionada da única empresa que temos de tecnologia de ponta, abertura do mercado sem a preocupação com as nossas empresas e a destruição dos direitos trabalhistas que nos direcionam para o subemprego e economia informal. E os caras ainda nesse papo de doutrinação nas escolas e faculdades. Tempos difíceis !!!

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    ”Intervenção civil puxada pelo povo insatisfeito com a atuação de um ou mais dos 3 poderes”, ou seja, fica implícito que enquanto o poder executivo estiver em mãos da extrema direita ”nós” somos contra qualquer intervenção no Palácio do Planalto, mas se o legislativo e o judiciário não tocarem a música conforme o governo federal desejar, podemos ajudar a agitar o um terço da população que ainda apoia o ”mito”, contando que a maioria do restante do povão ainda continue se mostrando indiferente para o que a banda está tocando lá em Brasília e não atrapalhe. Mas eu disse… ainda.

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    Não entendi. Vocês apoiam um presidente militar, que só fala em poder dos militares. E agora estão com medo?

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    Depois de BOLSONARO a direita será extinta,ficou por 12 anos tentando voltar,usou todas as falcatruas pra retornar, pra agora dar este vexame mundial

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