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Mais de 90% dos deputados tentarão a reeleição em outubro

Matéria publicada em 1 de agosto de 2018, 09:45 horas

 


Na região, Deley de Oliveira, Alexandre Serfiotis e Luis Sérgio voltam a disputar uma cadeira ao Congresso

Pesquisa mostra que 90% dos deputados pretendem disputar reeleições (crédito ABR)

Brasília –  Levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) aponta que um número recorde de deputados federais pretende concorrer à reeleição neste ano. Dos 513 deputados, mais de 90% tentarão a recondução ao cargo. A expectativa é que o número de candidatos à reeleição seja de 410, no mínimo, e de 480, no máximo.

A pesquisa indica que 33 deputados já decidiram não se recandidatar  – sendo 21 (4,09%) por desistência e 13 (2,53%) porque resolveram disputar outros cargos. Outros 70 parlamentares (13,65%) admitem concorrer ao Senado, a presidente da República, a governador e vice-governador ou a deputado estadual, dependendo de composições locais.

Na região, Deley de Oliveira, do PTB, Alexandre Serfiotis, do PSD, e Luis Sérgio, do PT, voltam a disputar uma cadeira ao Congresso Nacional. Fernando Jordão, do MDB, deixou a vaga de deputado federal para assumir a Prefeitura de Angra dos Reis, onde ganhou a última eleição municipal.

O levantamento foi divulgado em março e será atualizado após as definições de convenções partidárias, que ocorrem até o dia 5 de agosto. No entanto, para um dos responsáveis pelo estudo, o diretor de Documentação do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, os números devem permanecer inalterados.

-A necessidade de foro privilegiado a parlamentares que respondem a ações na Justiça, base consolidada nas regiões de atuação política e a redução no tempo de campanha – que passou de 90 para 45 dias – favorecem os candidatos que pretendem concorrer ao mesmo cargo – avalia o diretor do Diap.

 

Troca de partidos

 

As mudanças na legislação eleitoral com a criação do fundo eleitoral e a janela partidária (período no qual se permite a troca de partido entre os parlamentares) também deram aos parlamentares que hoje estão no mandato a possibilidade de negociar dentro dos partidos. Dessa forma, deputados federais puderam negociar melhores condições de recursos nas campanhas e prioridade no horário eleitoral.

-Então, como é que quem vai disputar [pela primeira vez] vai ter mais voto? Com pouco tempo [de campanha], esse candidato não vai ter o nome conhecido. Por mais que haja um apelo por renovação, as condições estão dadas para que isso não aconteça – disse o coordenador do Diap à Agência Brasil.

 

Histórico

 

Segundo o levantamento, considerando as últimas sete eleições gerais, foi registrada a média de 408 deputados que tentaram a reeleição. O maior índice é de 1998, quando 443 deputados tentaram a reeleição. Desses, 228 foram reeleitos – o correspondente a 65,01%. Nas eleições de 2014, 387 deputados disputaram o retorno à Câmara, sendo que 273 voltaram ao posto, representando um índice de 70,54% de reeleição.

Para Antônio Augusto de Queiroz, o cenário de renovação pode ser alterado caso a campanha pela não reeleição de candidatos tenha adesão no país.

-Apenas se pegar campanha ‘Não reeleja ninguém’, o cenário pode mudar para renovação. Já que o candidato não pode contratar espaço na televisão e tem limite de gastos na campanha, R$ 2,5 milhões (teto para deputados federais) não é suficiente para fazer uma campanha e se tornar conhecido em 45 dias. Fora disso, vai ter um caso ou outro em situações que o político já era conhecido e está voltando, aqueles que ocupavam cargo no Executivo e celebridades – prevê.

 

Por Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil 

 

 

 


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7 comentários

  1. Cabe a nós não votar nestes ladrões que estão lá vem dizer se estou mentindo eu não particularmente não vou votar em ninguém chega estou de saco cheio com politico.

    • CEM Reais para votar, SEM discernimento depois

      Quem VOTA NULO/BRANCO não VOTA CONTRA, assim está a favor dos bandidos desde já.

  2. CEM Reais para votar, SEM discernimento depois

    Escolhe-se primeiro o partido para votar. Depois escolhe-se o candidato. Precisamos aprender a votar.

    Muitos não votam no candidato X , mas votam no partido/coligação dele é o mesmo que reeleger o candidato X.

  3. Renovação na câmara é mais que necessária para melhoria do país. Estamos passando por momentos complicados, para melhorar temos que fazer a mudança acontecer, lembrando que dois terços do senado será eleito esse ano então não jogue o voto fora. Renovação já.

  4. Não querem largar o “osso” de jeito nenhum. No mesmo cargo ou outro que mantenha ou até aumente as mordomias. E tem aqueles que colocam os filhos para manter o poder em família. No caso de eleição para deputado, fica mais fácil para pais e/ou filhos de quem já está no poder, pois além dos “currais eleitorais” ainda contam com a soma dos votos que os correligionários sem chances recebem, muito destes considerados como “aquele cara gente boa que merece meu voto”, mas que no fundo só faz para ajudar a eleger os que nunca querem deixar a política. Além disso não estão nem aí para a queda no número de votos úteis. Pelo contrário, isso até facilita pela redução do coeficiente eleitoral, garantido para quem tem “eleitores de cabresto”.

  5. Se depender de quem é contra a corrupção e for verdadeiro, nenhum deles serão reeleitos.

  6. Só corruptos

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