Movimentos sociais debatem reforma política - Diário do Vale
sábado, 25 de setembro de 2021 - 20:51 h

TEMPO REAL

 

Capa / Plantão da redação / Movimentos sociais debatem reforma política

Movimentos sociais debatem reforma política

Matéria publicada em 5 de maio de 2015, 20:37 horas

 


Coordenador nacional do MST afirmou que a proposta do presidente da Câmara diverge da discutida pelas entidades

Barra Mansa

Importante: Durante reunião, dirigente do MST afirmou que debate é fundamental para impedir discursos e propostas vazias ( Foto: Francisca Marques)

Importante: Durante reunião, dirigente do MST afirmou que debate é fundamental para impedir discursos e propostas vazias ( Foto: Francisca Marques)

O Coletivo Político Regional Ação e Cidadania promoveu, na noite de ontem, um debate sobre a reforma política. O evento, realizado no auditório do Centro de Educação Integrada, foi mediado pela ex-deputada estadual Inês Pandeló (PT) e contou com a participação de representantes de diversos movimentos sociais, como o representante do Movimento de coalizão pela Reforma Política, Osires Barbosa, o coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem terra), Marco Araújo, da ex-secretária nacional de Promoção dos Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da presidência da República, Nadine Monteiro Borges, entre outros.
Na abertura do evento, Inês falou sobre a necessidade urgente da reforma.
– Precisamos fortalecer a democracia, melhorar o sistema político do país e dar oportunidades iguais e transparência em todo o processo que envolve a política, as candidaturas e as eleições. É preciso ter clareza de que a democracia política exige também uma democracia econômica, isto é, exigir o fim do financiamento empresarial de campanhas políticas. A democratização dos meios de comunicação social é outra exigência fundamental para a criação de uma democracia mais autêntica – pontuou.
Para o dirigente do MST, a manutenção do debate é fundamental para impedir que discursos e propostas vazias sobre a reforma política, sem participação popular iludam a sociedade.
– A transformação será feita pela luta da população e defendemos que seja convocada uma constituinte soberana e exclusiva para que seja feita uma reforma política realmente democrática – disse.
Marcos ainda destacou que apesar de alguns pontos da reforma política estão em tramitação no Congresso Nacional, o MST não entende essa ação como uma reforma política democrática.
– Esta proposta do presidente da Câmara diverge em muitos pontos das propostas discutidas pelas entidades que se articulam torno de uma constituinte democrática, como o distritão e o financiamento empresarial de campanha, que vai retroceder ainda mais na democracia – enfatizou.

Democracia

Por sua vez, Nadine ressaltou a luta dos movimentos sociais para ampliar a democracia garantindo a participação direta nas decisões sobre grandes temas nacionais.
– Do ponto de vista dos parlamentares da direita que querem se manter no poder, o debate é outro. Eles querem continuar com o financiamento privado das campanhas eleitorais e o voto distrital, que é o velho ‘voto de cabresto’, com cada eleitor só podendo votar nos candidatos que se apresentam para representar seu território, reduzindo as chances de propostas políticas que atingem amplos segmentos sociais, ou seja, que representam lutas sociais que independem da política local – destacou.
Nadine ainda afirmou que é preciso colocar em discussão a pouca representação das mulheres na política.
– Acredito que existem três fatores que, associados, interditam a participação feminina no processo: a legislação que rege o sistema político, a cultura política brasileira e as condições de vida da maioria das mulheres. Estas são as causas da baixa participação política das mulheres e de sua sub-representação no poder legislativo. Os três fatores articulam elementos da ordem econômica, política e cultural, e estão fortemente determinados pelas estruturas de dominação e exploração do sistema patriarcal, racista e capitalista – salientou Nadine.
Presente no evento, o padre e professor de Filosofia da Universidade Federal Fluminense (Campus Volta Redonda) Ozanan Carrara, afirmou que somente com a mobilização popular será possível instituir uma reforma democrática.
– Há uma visível articulação das elites conservadoras que usarão de todos os meios de que dispõem para travar qualquer tentativa de maior participação popular e de influência sobre o sistema político haja vista a derrubada da proposta dos conselhos populares e o próprio perfil do atual congresso que é muito mais conservador do que o anterior, o que levou alguns a compará-lo ao de 1964. Infelizmente, a direita se articulou após as mobilizações de rua e o povo não conseguiu ver com clareza o que estava em jogo e acabou, mais uma vez, sendo ludibriado em suas esperanças de mudança – disse.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

7 comentários

  1. antonio mario alves garcia

    Eu não posso acreditar que esse povo que aí está querem reforma Politica, pois eles não abandona os cargos Públicos, perdem aqui vão par outros lugares e assim é o PT. Agora vem com discursos de Reforma Poitica, através de Radios de Vermelhos …..

  2. Interessante é o professor esquecer de mencionar que foi os militares que tomaram o poder diante do rolo compressor dos comunistas na época. Esses bandeiras vermelhas que agora esta no poder e nem preciso contar o que estão fazendo com o MEU BRasil (investindo em Cuba e deixando o FIES sem dinheiro é uma delas). Se em 1964 esses bandeiras vermelhas tivessem entrado, hoje o Brasil não teria a bandeira verde e amarela, isto é, seríamos igual a Cuba. Outra comparação é só olhar pelo google à noite os países Coréa do Norte e a Coréa do Sul.

  3. A Reforma política do PT é balela, turma de corruptos e ladrões…e parte da igreja católica com bispos vermelhos comunistas querendo fazer a cabeça de incautos

    • Meu caro, existe vários projetos âncora para a Reforma Política e 01 deles é o defendido pelo PT – a PEC 352 de autoria do petista Candido Vaccarezza. Só pelo autor já dá para ver que será prejuízo para os brasileiros e para o Brasil, e benéfico, claro, para os comunistas.

      O projeto de Reforma Política defendido pela Iniciativa Popular, este sim defendido pela CNBB (igreja) OAB, MCCE entre outras centenas de instituições faz jus ao clamor dos brasileiros.

  4. Quer reforma política? Recrie o ser humano. E quando o fizer, faça-o justo, honesto, honrável, transparente em seus atos, humano.
    Agora nos moldes atuais, esqueça. Todos pensam em si próprios, entram como cordeiros e depois transformam-se em lobos sedentos por poder e dinheiro. E o pior de tudo, uma nação onde sua grande maioria é massacrada pela ignorãncia imposta por uma elite “o povo quanto mais pobre miserável e ignorante melhor”, infelizmente acredito que não viverei para ver com meus próprios olhos e sentir orgulho de algum político que represente a verdadeira política dessa nação.
    http://www.democraciapura.com.br

  5. Cuidado para não assinarem a Reforma Política defendida pelo PT e seus comunistas.

    Reforma Política proposta pela Iniciativa Popular (sem o PT e demais partidos) é a que atende o clamor das ruas.

    Interessante é a Sra Nadine dizer que voto distrital é voto de cabresto. Voto de cabresto é aquele que os petistas e outros partidos compram por R$ 50,00, que na última eleição, possivelmente, veio da Petrobras, conforme denúncias.

    Distrito quer dizer bairro e redondeza. Voto distrital é voto do bairro num candidato do bairro.

  6. Começou a balela pior que tem gente que acredita. Muito triste.

Untitled Document