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Paulo Conrado pedirá informações sobre questões de gênero em livro didáticos

Matéria publicada em 27 de março de 2016, 21:00 horas

 


Vereador quer saber se alguma das publicações adotadas em Volta Redonda desrespeita lei em vigor no município

Paulo Conrado: ‘Vou analisar todos os livros didáticos usados na rede municipal de Volta Redonda’

Paulo Conrado: ‘Vou analisar todos os livros didáticos usados na rede municipal de Volta Redonda’

Volta Redonda – O vereador Paulo Conrado (PRTB) vai pedir informações à Secretaria Municipal de Educação sobre os livros adotados na rede municipal de ensino. Ele quer saber se existe no material didático em uso nas escolas do município alguma menção à ideologia de gênero, assunto que hoje não pode ser abordado no sistema educacional público da cidade.
— Vou apresentar um pedido de informação à Secretaria Municipal de Educação sobre esse assunto e passar um “pente fino” no material didático usado em Volta Redonda para ver se algum livro fere a lei em vigor – disse Conrado.
A proibição se deve a uma lei de autoria do próprio Conrado, sancionada por ele em agosto do ano passado, quando o parlamentar era presidente da Câmara Municipal e o plenário havia derrubado um veto do prefeito á inciativa. Em contatos posteriores, o prefeito se comprometeu a não questionar a lei na Justiça. O prefeito afirmou que vai deixar que a questão siga seu curso na Câmara, que terá de aprovar a redação final do plano.
O presidente da Câmara disse ainda que o fato de a ideologia de gênero não estar incluída no Plano Municipal de Educação não implica qualquer aprovação de discriminação ou bullying contra quem quer que seja por questões de gênero.
A polêmica em torno do assunto surgiu depois que o Plano Nacional de Educação foi aprovado pela Câmara dos Deputados, no ano passado, sem menção à ideologia de gênero. No entanto, os fóruns que debatem os planos estaduais e municipais – que devem se adequar ao nacional – continuaram a propor a inclusão do assunto.

Polêmica sobre questões de gênero pode deixar alunos do Recife sem livros

Recife – Alunos da rede municipal do Recife podem ficar sem livros didáticos de várias disciplinas por três anos caso a bancada cristã da Câmara de Vereadores consiga proibir o uso de obras que citam questões de gênero e homossexualidade. Os parlamentares pediram à prefeitura a retirada dos livros distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) que tratam de diversidade sexual. O Executivo local defende o uso dos títulos e avisa que não arcará com a reposição caso as obras sejam realmente proibidas. Em nota, o MEC afirma que não há possibilidade de substituição dos exemplares.
No centro do problema está um livro de ciências para alunos do 5º ano do ensino fundamental, cuja idade regular é 10 anos. No capítulo sobre sexualidade do ser humano, o livro Juntos Nessa 5, da editora Leya, traz dois parágrafos contestados pelos vereadores. O livro destaca que “faz parte da sexualidade conhecer a si mesmo e aos outros, e os comportamentos que estão relacionados à identidade sexual”. A explicação vem em outra parte da mesma página – identidade sexual quer dizer “identificar-se com o sexo masculino ou com o sexo feminino”.
Há ainda outro trecho que fala da união homoafetiva. “Entre os relacionamentos conjugais, existem casais formados por um homem e uma mulher e casais formados por pessoas do mesmo sexo”. Ao lado da explicação, uma foto de família formada por mãe, pai, uma menina e um garotinho, o único negro do grupo.
Os principais agentes da cruzada contra os livros didáticos são os vereadores Luiz Eustáquio (Rede) e Carlos Gueiros (PSB). Eustáquio chegou a levar um exemplar do Juntos Nessa 5 ao plenário da Câmara dos Vereadores para “mostrar o conteúdo ensinado em sala de aula”.
“A questão de homofobia, essa questão de as pessoas terem de ser respeitadas como elas são, eu ensino isso aos meus filhos. É diferente da questão que está sendo ensinada no livro. Ela induz que você vai escolher se é masculino ou feminino, e é sobre isso que tenho plena discordância. E principalmente você ensinar questões de sexualidade para crianças a partir dos 6 anos aos 10 anos de idade. Eu acho que esse é um papel dos pais”, afirma.
Evangélico da Assembleia de Deus, o vereador é autor de dois requerimentos endereçados ao prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), sobre o tema. Um deles pede informações sobre todos os livros entregues às escolas municipais, incluindo quantidade e obras. A intenção, segundo ele, é criar uma frente parlamentar para analisar todas as obras e indicar quais podem ser usadas pela prefeitura. O segundo requerimento solicita a retirada de todo o material didático que contenha qualquer menção a gênero da rede de ensino.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), foram distribuídos 623 livros do aluno e 23 manuais do professor do livro de ciências Juntos Nessa (5º ano) para dez escolas da rede municipal do Recife.
O vereador Carlos Gueiros também entrou na briga para proibir o uso do livro nas escolas. Autor do Projeto de Lei de nº 26/2016, ele quer não só proibir o título como “outros meios definidos que versem sobre a ideologia de gênero e diversidade sexual”.

Diretora defende a escolha do livro

Na rede de ensino do Recife, a Escola Municipal Abílio Gomes foi uma das que escolheu o Juntos Nessa 5 para as turmas de 5o ano do ensino fundamental. A instituição, que na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013 teve a nota mais alta entre as unidades municipais do Recife, fica na comunidade Entra Apulso, uma região pobre do bairro de Boa Viagem, zona sul da capital pernambucana. Com um exemplar nas mãos, a diretora Marta Beatriz de Araújo critica a versão dos parlamentares sobre o conteúdo do livro.
“O livro não estimula, não incita, simplesmente cita que existem casais formados por pessoas do mesmo sexo. Que se identificam com pessoas do mesmo sexo. Isso não é um estímulo à escolha, é a constatação de um fato que tem na sociedade. Nós, enquanto educadores, não podemos nos furtar do dever de ter na sala um espaço de discussão, e não estímulo. O aluno tem direito a ter esse espaço de discussão”, defende Marta Beatriz, explicando que trata a questão pelo viés do combate ao preconceito e à homofobia.

Livros

Os livros foram distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). A cada ano é aberto um prazo para que escolas públicas de todo o país escolham as obras que vão usar em cada uma das séries. Os livros valem por três anos e são repassados de aluno a aluno durante esse período.


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8 comentários

  1. Sou cristão. Defendo meu Deus que é amor. Defendo a igreja de DEUS. Mas Irmão Conrado o que o senhor está fazendo é promoção política com a sagrada e santa palavra e vontade de DEUS. Está disputa de gênero promovida pela imprensa não é o que manda a escritura. Viva com Amor, ame a todos, fale do amor de Deus que o amor de DEUS resolve tudo. Lembre-se do que o senhor declarou ao se converter. Não use na sua política a manipulação da palavra de DEUS.

    • Política é assim o importante é aparecer, principalmente em ano eleitoral, escolhe um tema que dá ibope e faz uma matéria paga, pronto volta para a vitrina da mídia.

    • Contra a Ideologia de Genero

      Mesmo que seja só por política, ele esta certo sim, não quero meus filhos aprendendo ideologia de gênero, ainda mais na escola. Isso é assunto para dentro de casa, cada família que oriente seus pequenos conforme suas convicções. Parabéns ao vereador Conrado, que como nosso funcionário, esta fazendo a vontade da maioria da população.

  2. A ideologia de gênero é um ataque a estrutura familiar e deve ser combatida com vigor .
    Parabéns Paulo Conrado

  3. Esse Paulo Conrado é um fanfarrão. Ele não sabem nem o que é a ideologia de gênero, e fica bradando entiras para os pobres fieis. Uma pena!

  4. DEIXA ISSO PARA PEDAGOGOS E PSICOPEDAGOGOS MEU FILHO,
    VAI QUEBRAR COQUINHO NO ASFALTO SERÁ QUE É MUITO TEMPO SEM FAZER NADA QUE TEM QUE SE METER ONDE NÃO CABE?
    VAI PROCURAR SABER SE AS CRIANÇAS DA PERIFERIA ESTÃO COM ACESSO A ESPORTE, CULTURA E ALIMENTOS.
    ME AJUDA AI…
    OU SERÁ QUE É PARA APARECER NA MÍDIA?

  5. Enquanto na Suécia as salas de aula têm 15 alunos, as escolas têm piscina aquecida, laboratórios etc os políticos brasileiros demagogos (que se acham os gardiões da ética) encontram tolices nos livros para iludir o povão ao invés de construirem mais escolas e de dar um salário digno aos professores. E o “melhor” de tudo é que filho de político não estuda em escola pública, governador não se trata em hospital público

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