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Prefeitos do Estado do Rio temem colapso financeiro nos municípios

Matéria publicada em 6 de julho de 2016, 21:47 horas

 


Após reunião da Aemerj, o prefeito de Pinheiral, José Arimathéa, afirma que solução passa por diálogo com Estado e União

Preocupados: Prefeitos do Estado do Rio dizem que situação dos municípios piorou

Preocupados: Prefeitos do Estado do Rio dizem que situação dos municípios piorou

Pinheiral – O prefeito de Pinheiral, José Arimathéa (PSB), participou ontem de uma reunião da Amerj, associação que reúne os prefeitos do Estado do Rio, e foi informado que a preocupação de grande parte dos municípios é com a possibilidade de colapsos financeiros em série nas prefeituras, no curto ou médio prazo. Segundo ele, as expectativas de que houvesse uma melhora na situação das prefeituras não se concretizaram. A solução, de acordo com o prefeito, terá de vir de conversas com os governos estadual e federal.
— Na verdade, falhou a expectativa de que houvesse uma melhora nas finanças das prefeituras a partir de uma recuperação da economia. Na verdade, a situação piorou, e muitas prefeituras enfrentam a possibilidade de um colapso financeiro no curto ou no médio prazo. A possibilidade de solução vai passar por encontros que teremos com o governador em exercício, Francisco Dornelles (PP) e com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha — afirmou Arimathéa.
O prefeito de Pinheiral acrescentou que, embora a situação da prefeitura que comanda esteja difícil, há cidades com problemas mais graves ainda:
— De acordo com o que os 25 prefeitos de diversas cidades do Estado do Rio e sete representantes de outros municípios expuseram na reunião, já há várias prefeituras atrasando ou parcelando o salário de seus servidores e a maioria delas não conseguiu adiantar a metade do décimo-terceiro salário, como é costume. Aliás, boa parte delas não tem ideia de como fazer para pagar o décimo-terceiro no fim do ano. Em Pinheiral, com todas as dificuldades, estamos conseguindo manter a folha do funcionalismo em dia, e também conseguimos adiantar a metade do décimo-terceiro  — disse Arimathéa.
Segundo as informações na reunião da Aemerj, as dificuldades se gravaram em junho, e começam com os problemas referentes aos repasses do ICMS. O valor distribuído entre os municípios teve uma queda de 20%, em valores brutos, na comparação com o ano passado. Considerando que a inflação para o ano está prevista para 10%, essa redução de receita, em termos reais, chegará perto dos 30%.
Além de o volume de recursos distribuído como repasse do ICMS ter caído, a regularidade dos repasses também deixou de existir. Arimathéa afirmou que o dinheiro costumava ser depositado na conta das prefeituras todas as terças-feiras. Agora, segundo ele, são feitos depósitos diários, mas em valores muito inferiores aos semanais, mesmo considerando a proporcionalidade.
— Está quase impossível para as equipes financeiras das prefeituras trabalharem com as previsões de pagamentos, porque não há regularidade nas receitas — declarou.
Os royalties do petróleo, que também são fonte importante de receita para muitas prefeituras fluminenses, continuam em queda, de acordo com o que os prefeitos disseram no encontro da Aemerj. Isso também frustrou expectativas dos administradores dos municípios, que acreditavam que a recuperação dos preços do petróleo iria se refletir nos repasses dessa participação.
Além dos problemas com o repasse do ICMS, as prefeituras enfrentam atrasos nos repasses para custeio do funcionamento das UPAs, dos hospitais municipais, dos serviços do Samu e dos recursos para a compra de medicamentos das farmácias básicas.
Arimathéa afirmou, que, além disso tudo, diversas prefeituras, inclusive a de Pinheiral, estão sofrendo com a demora de recursos do programa “Somando Forças”, do governo estadual.
— Recentemente, inaugurei uma ponte que custou R$ 300 mil. Desse valor, que viria do “Somando Forças”, a prefeitura não conseguiu receber nem R$ 60 mil — afirmou.

10 comentários

  1. Avatar

    Faz uma auditoria externa séria e então vão ver aonde estão e pra onde os recursos públicos foram desviados.

    Pior prefeito do Brasil. Se elegeu pelo PT e agora pra reeleição deixou o barco da corrupção pra passar uma imagem de bom moço. Cadê a sede da prefeitura, patrimônio histórico demolido.

    Quem não tem competência não se estabelece.

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    Idiota é quem defende este governo pois todo recurso é vindo de impostos pagos pela população,sendo ele federal,estadual todos tem o nosso dinheiro e deve ser tratado com responsabilidade.Você deixar de concluir obras paradas mais de ano e fazer coisa desnecessárias para o momento atual, isto sim é idiota.Vcs estão ficando desesperados.

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    Neide. Funcionários não vale elogiar. Beijo.

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    neide maria dos santos Marcelino

    Parabéns prefeito! Mesmo em crise o senhor entregou 4 PSFS com médico 40 horas. Comprou vários imóveis onde funcionam creche; deixando assim de pagar aluguel. Colocou para funcionar 02 escolas em tempo integral. Entregou – nos de presente um lindo Parque Fluvial onde no governo anterior era deposito de lixo. Por fim a sede da prefeitura era necessária , pois assim todas as secretarias que são alugadas se incorporarar na nova sede onde o município vai economizar muito no aluguel.

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    NUNCA VI PREFEITO TÃO HORRIVEL.

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    liberdade e propriedade

    Agora vem a conta da farra das emancipações politiqueiras. Chupa ex distrito. Nos EUA, município quebrado volta a ser distrito.

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    Outra coisa se no estado tem 92 municípios porque somente foram a reunião 25. E a maioria do PT.Onde tem governo do PT as cidades quebraram pois rezaram na cartilha do lulinha e dilminha.Pinheiral e Angra são reflexo disso.

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    O prefeito faz uma matéria desta dizendo que não tem dinheiro, mais o próprio gasta 7 milhões de reais para fazer parque fluvial em área que é para gerar empregos.Pega um empréstimo do então governo do Estado de 3 milhões para construir um palácio municipal e agora quer reclamar que não tem dinheiro, Tá de brincadeira com o dinheiro público.

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      Ohhh Idiota. Isso foi recurso da FECAM (Governo Estadual). E não sei se vc não entendeu, pelo que a matéria mostra, o município de Pinheiral é um dos que mais está conseguindo administrar a crise.

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    Nas famílias com a falta de recurso, reduz tudo que possível, nas Empresas é reduzir lucro e custo. E no setor público, é necessário o básico, a saúde , educação e serviços de saneamento básico. Não pode Município de pequeno porte pagar salário altos, enquanto na iniciativa privada o salário é menor. O dever de casa é simples, só posso gastar o que tenho, não o que estar por vir.

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