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Reforma política torna campanha mais barata, diz Antônio Cardoso

Matéria publicada em 18 de outubro de 2015, 10:00 horas

 


Presidente do PR em Volta Redonda afirma que campanhas serão mais modestas por causa dos limites para doações

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Cardoso: ‘Um mês e meio é um prazo muito curto para que propostas e planos de governo sejam discutidos’ (Foto: Arquivo)

Volta Redonda – O presidente do diretório municipal do PR em Volta Redonda, Antônio Cardoso, afirmou ao DIÁRIO DO VALE que as regras estabelecidas pela reforma política tornarão as campanhas das eleições municipais de 2016 mais modestas. Segundo ele, as limitações para doações feitas por pessoas físicas e a proibição da doação por pessoas jurídicas vão reduzir o volume de recursos em poder dos partidos e dos candidatos.
— À redução na quantidade de dinheiro disponível para a campanha vai se somar a diminuição da duração da propaganda, que passou de três meses para 45 dias. Assim, o custo total das campanhas vai ter uma redução bastante acentuada — afirma.
Cardoso disse que, pelo aspecto financeiro, a reforma política beneficia partidos e candidatos que estejam fora do poder: “A reforma favorece quem está na oposição e não tem poder de barganha para arrecadar recursos”, explica.
No entanto, a falta de dinheiro deve afetar a capacidade de captação de pré-candidatos de partidos menores. Segundo Cardoso, boa parte dos futuros candidatos depende fortemente dos recursos do partido para a campanha, e, sem as doações de empresas, as legendas não vão ter condições de ajudá-los.
— Sem recursos do partido, e com a proibição das doações feitas por pessoas jurídicas, o candidato vai depender de recursos próprios e de doações de pessoas físicas, que também estão limitadas — declarou Cardoso.

Prazo mais curto

Os quarenta e cinco dias estabelecidos por lei para a campanha eleitoral deverão, na prática, ser reduzidos a mais ou menos trinta, de acordo com o dirigente partidário. Isso porque, segundo os cálculos dele, a abertura da conta de campanha pode demorar até uma semana depois do registro da candidatura.
Como os recursos só podem ser doados na conta de campanha, e as despesas eleitorais precisam ser pagas por dinheiro existente nessa conta, só será possível encomendar material de campanha dez dias depois do registro da candidatura, que ocorre muito perto do início da campanha.
Somando-se a isso o prazo necessário para a produção das peças de propaganda política, dificilmente algum candidato conseguira usar efetivamente todo o período de campanha.

Novas regras ajudam políticos tradicionais

A limitação dos recursos e dos prazos de campanha terão outra consequência, na análise feita por Cardoso: candidatos que já sejam conhecidos do eleitor, seja por serem políticos já estabelecidos, seja por serem famosos por causa de outras atividades, vão sair com vantagem.
— Um mês e meio é um prazo muito curto para que propostas e planos de governo sejam discutidos. Além disso, uma pessoa desconhecida não vai se tornar conhecida nesse prazo, principalmente se não conta com recursos para fazer uma propaganda intensa. Isso deve levar o eleitor a votar em pessoas que ele já conhece, com propostas e ações já de domínio público. Assim, a tendência é que a reforma ajude quem já está no poder — avalia.

Por Paulo Moreira
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Um comentário

  1. Com esse tempo reduzido O POVINHO votará nos mesmos de sempre. Tbm aqueles que FICAM EM CIMA DO MURO que não votam, votam em branco ou anulam o voto, ajudarão os mesmos politiqueiros a continuarem nos cargos.

    Depois virá aqui jogar a culpa no POVO, nos POLÍTICOS e no MEU BRasil.

    O melhor dessa redução do tempo de campanha será a redução dos comentários para NÃO VOTAR ou VOTAR NULO promovidos pelos assessores, cargos comissionados e RPAs de politiqueiros.

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