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Salutar suspende atendimento ao Fundamp

Matéria publicada em 23 de junho de 2016, 20:21 horas

 


Medida deixa seis mil pessoas sem assistência médica; associada entra na Justiça contra medida do Conselho Deliberativo

Barra Mansa – A empresa de assistência médica Salutar, que fechou convênio em 31 de março com o Fundo de Assistência Médica Permanente dos Servidores Públicos Municipais de Barra Mansa (Fundamp) para fornecer assistência médica aos filiados ao fundo, suspendeu o atendimento nesta quarta-feira (23), depois que, por determinação da Justiça a pedido do Conselho Deliberativo do órgão, foi suspenso o pagamento do contrato. Com a medida, cerca de seis mil pessoas ficaram sem atendimento médico, e uma associada entrou na Justiça contra a suspensão dos pagamentos.
Segundo Paulo César Alves, ex-diretor do Fundamp e  advogado da associada, o argumento de que não haveria recursos para efetuar o pagamento não procede.
— O recurso existe e está na conta. A fatura só não foi paga porque a direção do Fundamp foi notificada para não efetuar o pagamento — disse.
A associada defendida por Paulo César pediu os documentos referentes à suspensão dos pagamentos no Fundamp e, segundo ele, pretende mostrar à Justiça que o magistrado que determinou a suspensão do pagamento foi induzido a erro.
— Um dos argumentos foi que teria havido pagamento antecipado. É um erro, porque a Salutar presta serviço de seguro-saúde, não de plano de saúde. No caso do seguro, primeiro se paga para depois receber o serviço. Portanto, para começar o atendimento, a primeira parcela precisava ser paga. Outra alegação era de que o valor da primeira parcela foi de cerca de R$ 750 mil, enquanto as outras eram de R$ 600 mil, aproximadamente. Acontece que a primeira fatura equivalia a 40 dias de prestação de serviços. Isso ocorreu para que a Salutar pudesse prestar atendimento a partir do dia 01 de abril, e não do dia dez. Quando essa decisão foi tomada, os associados estavam sem atendimento na Santa Casa de Barra Mansa e precisávamos evitar que essa situação perdurasse — afirmou o advogado.
Paulo César disse ainda que a afirmação feita pelo Conselho Deliberativo de que a receita do Fundamp é insuficiente para pagar o valor do contrato não procede.
— Em primeiro lugar, eles declararam um valor menor para a receita: são R$ 8,3 milhões por ano, o que dá cerca de R$ 700 mil por mês, e não os cerca de R$ 600 mil, como eles afirmaram. Além disso, um dos itens do contrato determina que os valores das consultas realizadas na sede do Fundamp serão descontados das faturas. Isso não foi feito nos dois primeiros meses porque a Salutar precisa de prazo para validar as informações mandadas pelo Fundamp. Mas, a partir do próximo mês, essas faturas teriam um desconto de aproximadamente R$ 150 mil mensais — concluiu o advogado.


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6 comentários

  1. PPP PREFEITO PINTA PONTE

    ATENÇAO MINISTÉRIO PUBLICO ,SABEMOS QUE TEM MUITO TRABALHO MAS, VAMOS PRIORIZAR ESTAS QUESTÕES EM BARRA MANSA,POR FAVOR VENHA FAZER UMA LIMPEZA, MUDAR O RUMO E A INTENSÃO DOS FUTUROS POLITICOS DA NOSSA CIDADE.

  2. Estranha essa defesa de um prestador de serviço pelo antigo diretor.

  3. cara de Pau este ex=Diretor do Fundamp, virou advogado da operadora, sem falar que gastou grana alta na maquilagem do prédio do fundamp….Alô MP

    • EU LEIO A NOTICIA ANTE SDE COMENTAR

      MUITO BESTA ESSE REVOLTADO, O EX DIRETOR É ADVOGADO DA ASSOCIADA AO FUNDANP E NÃO DA OPERADORA SALUTAR… ESTA TAO REVOLTADO QUE NEM INTERPRETAR UM TEXTO TA SABENDO

  4. Elias Silva de Andrade

    Quando o Tuca foi nosso prefeito, tudo será resolvido. Aguardem.

  5. Fanfarrão esse Paulo César!!!! Agora é advogado da associada.
    Parabéns nobre causídico, matou de vez o moribundo Fundamp.

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