quarta-feira, 22 de maio de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Política / Samuca Silva recebe Fórum das Entidades Representativas de Volta Redonda

Samuca Silva recebe Fórum das Entidades Representativas de Volta Redonda

Matéria publicada em 18 de fevereiro de 2019, 16:32 horas

 


Em reunião, no gabinete, quatro temas relevantes foram abordados pelos representantes

Samuca conversa com integrantes do Fórum de Entidades Representativas

Volta Redonda – Membros do Fórum das Entidades Representativas de Volta Redonda se reuniram, na manhã da última segunda-feira, dia 18, com o prefeito Samuca Silva, em seu gabinete. Nove entidades estavam presentes na reunião, além dos secretários municipais de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Joselito Magalhães e de Estratégia Governamental, Claro Mariano.

O objetivo foi abrir um espaço para debater ideias e propor algumas ações das entidades representativas da sociedade civil, contribuindo assim para a melhoria da transparência, responsabilidade, eficiência e moralidade da aplicação dos recursos públicos e como consequência da melhoria da qualidade de vida da população.
O primeiro assunto abordado foi uma solicitação do fórum ao prefeito para transformar o feriado de Santo Antônio em ponto facultativo.

De acordo com Gilson Castro, presidente da CDL VR (Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda), as entidades da sociedade civil devem fazer parte do diálogo sobre a definição de feriados no município.

– Nós, que representamos as empresas e o comércio, ficamos bastante preocupados com a criação de mais um feriado. Isso obriga o empregador a pagar 100% dos custos de manter o negócio aberto. A nossa proposta é de que o Dia de Santo Antônio seja um ponto facultativo, já que já há tantos feriados ao longo do ano – expôs.

O prefeito Samuca alegou, no entanto, que o estabelecimento do feriado do padroeiro ainda se adequa ao limite de quatro feriados municipais permitidos por lei.

“Não podemos jogar a responsabilidade da economia em cima de um feriado apenas. O que devemos é discutir a melhor forma de movimentar mais o comércio e, como consequência, a economia. Contudo, se essa é uma necessidade do setor, eu me comprometo a rever os quatro feriados, avaliar e apresentar ao Fórum a possibilidade de transformar algum deles em ponto facultativo”, disse Samuca.

Outro assunto relevante foi a interrupção de concessões de alvarás provisórios à empresas que queiram se instalar às margens de rios e córregos. Segundo Evandro Queiroz, secretário da entidade, a situação gera insegurança para o empresariado.

“Essa decisão afeta fortemente a economia e geração de empregos. Propusemos à Câmara que formássemos uma comissão informal para fazer um estudo detalhado que nos permita mostrar ao procurador da república o prejuízo e desconforto que isso gera à cidade”, explicou.

O prefeito abraçou a ideia e se comprometeu a agendar uma reunião com o procurador responsável e o secretário de Meio Ambiente para encontrar uma solução. De acordo com ele, é necessário que um novo Termo de Ajuste de Conduta entre em vigor, de forma a balancear o impacto causado aos cursos d’água e retomar a emissão de alvarás.

Discutiu-se também o aumento de até 100% nas taxas de emissão dos Alvarás de funcionamento, bem com suas alterações. Para Carlos Augusto Haasis, diretor da Associação das Empresas de Serviços Contábeis de Volta Redonda, o reajuste não representa a melhor forma para aumentar a arrecadação do município.

“O alvará é um mero papel, que não deveria custar tanto ao empresário. Isso, na minha opinião, gera desgaste político para o prefeito e onera mais ainda quem está tentando contribuir para a economia do município”, declarou.

Samuca explicou, no entanto que as taxas estavam sem alteração desde a década de 90 e que há pressão por parte do Tribunal de Contas da União para que a cidade aumente sua receita através da readequação dos valores.

– Foi feito um estudo e eu mandei para discussão na Câmara, deixando claro que não quero que o empreendedor, principalmente os menores, sejam prejudicados. Até onde eu sei, isso foi atendido. Não quero prejudicar quem quer começar, quem quer empreender em Volta Redonda. Se o processo for aprovado na Câmara, só é válido para o ano que vem. E me comprometo que, se isso não for atendido, pedirei de volta a mensagem original e a modificarei para proteger aqueles que querem fomentar a economia voltarredondense – prometeu o prefeito.

Samuca explicou o município depende de um estudo do INEA (Instituto Estadual do Ambiente) para conduzir essa questão e que não está sendo emitido um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Propôs ainda que, primeiro vai resolver essa questão do TAC, para depois avançar na liberação de alvarás. “Na próxima semana vamos propor uma reunião com o secretário de Meio Ambiente e o Procurador do Ministério Público Federal para sabermos quais as próximas ações a serem tomadas. E posteriormente tomarmos outras atitudes”, disse o prefeito.

O prefeito afirmou que todos os processos são públicos e assegurou que o objetivo não é que o empreendedor seja o maior responsabilizado. “A minha orientação para o Fabiano Vieira, Secretário Municipal de Fazenda, é para que seja feita de forma coerente com quem quer empreender. Ano passado fomos à cidade que mais gerou emprego no Rio de Janeiro e queremos manter essa meta em 2019”, enfatizou Samuca.
“Vale lembrar que com a chegada do Pólo Metalmecânico iremos trazer até oito empresas inicialmente e resgatar nossa cadeia produtiva do aço. A vinda dessas empresas vai gerar 3,5 mil empregos diretos e dez mil indiretos”, finalizou.

De acordo com Evandro, a reunião foi bastante produtiva e pode criar um direcionamento para as próximas ações em prol do município.

– Ficamos muito gratos pelo espaço e pela disponibilidade do prefeito e toda a equipe que permitiram que esta reunião acontecesse. Em uma democracia, a sociedade precisa fazer parte das decisões e é isso que estamos fazendo – finalizou.

O Fórum Permanente das Entidades Representativas de Volta Redonda é formado pelo Metalsul, Sinduscon-SF, Aciap-VR, Aescon-VR, Sicomércio-VR, CDL-VR, Sipacon, Sinepe e Aciclica.

 

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

8 comentários

  1. Avatar

    Indignado

    Essa historinha que é empresário que gera empregos é um argumento conhecido há milhares de anos antes de Cristo.

    Antes de criarem esse argumento, lembro que foram os comerciantes (empresários de hoje), naquele tempo, os responsáveis por criar a figura de um Rei, um sujeito para governar e ditar regras padronizadas para as várias tribos de um território, cujos clãs de cada uma adotavam a sua medida de peso e moeda para as transações comerciais.

    Passados outros milhares de anos, os reis tbm tiveram de colocar ordem nos camelódromos para não atrapalharem a carruagem real, além dos soldados e cavaleiros em atividades porque os comerciantes disputavam os melhores lugares para comercializar, como é na Amaral Peixoto hoje. Jesus mesmo chicoteou os camelôs dentro do Templo destinado a orações a Deus. Os comerciantes dessas épocas já alegavam que poderiam ser prejudicados para a geração de empregos e que queriam tbm melhorar as transações comerciais.

    Portanto, a historinha é conhecida da Administração Pública há muito tempo. Os Administradores de Empresas não levam isso em consideração porque o que importa para eles é o lucro do negócio (se não for assim não podem ser chamados de administradores de empresas). Meio Ambiente, sociedade e cidadania são coisas que o povo devia se preocupar, não é com eles.

    Atualmente os empresários continuam burlando as leis. Veja a Vale, um exemplo recente e muito comentado. Existem outros recentes não tão comentado pelas mídias. Vc mesmo dá um exemplo dessa lei federal proibindo comércio a menos de 100 metros dos rios que foi desrespeitada.

    E parece que em VR vão modificar as leis mais uma vez com essa reivindicação das alvarás provisórios, que se tornarão definitivas, claro com a ajuda do prefeito e dos 21 vereadores. Tanto o prefeito quanto os vereadores daqui 02 anos não estarão mais no governo. O povo é que ficará com esses comércios atrapalhando os pedestres e destruindo o Meio Ambiente.

    • Avatar

      Rapaz do céu, agora a demencia chegou de vez
      Comparar 2019 com a Monarquia !

      É de cair o ** da bunda, Igreja !!!

      Ô administração, brincadeira hein !! Deixar passar esses comentários.
      Não tem o telefone da Pestalozzi aí pra mandar buscar o rapaz em casa não ???

    • Avatar

      Renato Demeter,

      A Inglaterra e dezenas de países, TODOS ELES muito a frente do Brasil têm a Rainha Elisabeth II como rainha e líder. A Nova Zelândia que era uma república pior do que o Brasil em 1960 o seu povo escolheu a liderança da Rainha Elisabeth II, hoje está entre os 10 países monárquicos MAIS ADIANTADOS do mundo. O Japão é outro que tem o seu rei há milhares de anos.

      Para saber o Brasil Imperial era uma nação líder mundial antes do golpe militar liderado pelo traidor e covarde Deodoro da Fonseca que implantou a república na força.

      Nas monarquias as empresas trabalham sério e respeitam as leis.

    • Avatar

      Indignado,

      O que nos diz desse outro desrespeito às leis, inclusive as leis do Meio Ambiente?

      https://diariodovale.com.br/destaque/comerciantes-da-colina-discutem-medidas-para-amenizar-problema-de-som-alto/

      Será que os comerciantes alegarão que dão empregos e não podem parar de funcionar, como faziam desde há milhares de anos?

    • Avatar

      Pronto, agora compara os costumes do Brasil com os da Inglaterra e da Nova Zelandia …

      SAMU, faz favor ! Pode levar.

  2. Avatar

    Sociedade representativa de VR: só empresários. O correto é sociedade de empresários. Onde entra os representantes da população, principalmente a FAM, se é que ela ainda existe?

    Interessante é o representante afirmar que “Em uma democracia, a sociedade precisa fazer parte das decisões e é isso que estamos fazendo.” Em uma democracia, os representantes do povo tbm faz parte.

    Essa de álvara para estabelecimentos intalarem às margens de rios e córregos é prejudicial ao Meio Ambiente, pois geralmente os resíduos e ocupações deformam o local e compromete os cursos d’água.

    Conheço locais que têm restaurantes e bares próximos às margens de córregos. Em quse todos têm o famoso latão de restos de comida (que alimenta ratazanas) e em todos fazem de um local público de extenção do estabelecimento. Um deles o dono do buteco já até instalou cobertura (era um jardim e já foi cimentado). Só está faltando fechar com parede e porta, isso ocupando uma calçada de pedestre ao lado da margem do córrego.

    Agora advinhem onde os frequeses jogam copos e garrafas d’água, além de outras embalagens oriundas desses comércios?

    Como o prefeito e os demais representantes empresários não consideram os representantes do povo numa democracia, eles não saberão da invasão dos comerciantes aos locais públicos.

    O Meio Ambiente lamenta a destruição e as decisões desse grupo que não tem nada de democrático.

    VAI VENDO aí o que dá votar em candidatos que NÃO CONECEM a Administração Pública e NÃO ENTENDEM de Gestão Pública. Democracia para eles é dissociada da população e desprezam totamente o Meio Ambiente.

    • Avatar

      Prezado cidadão.
      Está enganado em relação a sua visão do Fórum. Sugiro que aprofunde na pauta de propostas deste grupo para conhecer melhor sobre o que está falando.
      O objetivo é melhorar a situação econômica de nosso município, gerar empregos e, principalmente, respeitar o meio ambiente.
      Na questão dos alvarás, o problema é bem grave. Existe uma lei federal que define que as empresas só podem se instalar em uma margem superior a 100m do Rio Paraíba. Imagine a quantidade de empresas que já estão instaladas na Beira do Rio em nossa cidade. Se estas empresas fecharem não é só os empresários que serão prejudicados. Empregos serão perdidos e a economia sofrerá uma regressão.
      Tem outra. Pare com esta ideia que os empresários são sempre os vilões de tudo. Se não tiver empresário, não tem emprego, se não tiver emprego não tem renda….. Os empresários sofrem para manter suas empresas funcionando num país com alta carga tributária.
      Nas entidades representativas a ACICLICA faz parte. Grupo de ciclistas que cobram mobilidade urbana como forma de melhorar o meio ambiente.
      Pense nisso!

    • Avatar

      Indignado,

      Este rapaz está exclusivamente preocupado em fazer politicagem.
      Você acha realmente que este cidadão se preocupa com o meio ambiente ?
      Nem ele acredita nisso.

      Isso é um politiqueiro de baixo escalão a serviço de alguém que ainda não consegui descobrir quem é.
      Ainda.

Untitled Document