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Segunda etapa do Seminário Ecologia Política do MEP foi realizada neste Sábado em VR

Matéria publicada em 28 de março de 2021, 11:54 horas

 


Os expositores em suas falas mantiveram como pano de fundo, a pesquisa socioambiental realizada pelo MEP

Foto divulgação do Seminário Ecologia Política.

Volta Redonda- A equipe ambiental do MEP(Movimento Ética na Política), dando sequência ao seminário Ecologia Política iniciado no dia 20,  https://www.youtube.com/channel/UC0G7jpCeoERXU67vApZHpeg), realizou no sábado, dia 27, a 2ª etapa do Seminário.

O evento de caráter ‘popular-acadêmico’ com a apresentação e mediação do Professor e Dr. Fernando Pinto, coordenador da equipe do MEP, também contou com a presença na na mesa de debate, do Prof. Dr. Francisco Gurgel (UNIFOA), a profa. Dra. Ligia Soares (UFF-Aterrado) e o Prof. Arquiteto Lincoln Botelho (UGB-FERP), ambos incorporados à equipe ambiental do Movimento.

Depois de fazer as saudações aos palestrantes e motivações para o evento, os palestrantes apresentaram importantes aspectos relacionados aos passivos ambientais, o direito ambiental fundamental, desigualdades sociais e a importância da participação popular. “Os expositores em suas falas mantiveram como pano de fundo, a pesquisa socioambiental realizada pelo MEP em fev.2021”, Lembrou Fernando, que de forma brilhante conduziu os debates.

De acordo com o professor Francisco Gurgel, a legislação ambiental é bem favorável, porém a sociedade e o Poder Público precisam movimentar-se. “Temos por exemplo, alguns indicadores que o município ganha zero ponto no quesito ambiental, estamos 37º lugar perante 92 munícipio do Estado em relação ao ICMS ecológico, para nossa cidade, o índice é muito alto”.  Destacou Gurgel, e acrescentou. “A questão do passivo ambiental, pouco difundido e conhecido conforme pesquisa, é um grande desafio, estamos no 3ª lugar em quantidade de áreas contaminadas no Estado, com 16 áreas. (Cf. Programa Nacional de Áreas contaminadas\2020), sendo a montanha de escória em Volta Grande IV, a grande pendência, que se arrasta na justiça”, lembrou o prof. Francisco Gurgel.

Já a professora e Dra. Ligia Soares afirmou que a discussão sobre meio ambiente é uma questão global, e ganhou força na conferência de Estocolmo em 1972, e depois com a Rio-92 fica configurado como um direito fundamental da vida. Segundo ela, não se trata só do meio físico, tem a implícita ligação com sociedade humana.

“Nesse contexto, vale lembrar que a pressão econômica retira direitos, agride o meio ambiente, adoece as pessoas, e faz surgir a pobreza, desigualdades. A pobreza reduz a capacidade de investimento ambiental nos países pobres, fruto do sistema econômico concentrador e desigual. A saída será de responsabilidade de todos, de forma tripartite: Empresa-Estado-Sociedade, e com a participação e organização popular”, alertou Ligia.

O arquiteto e urbanista Lincoln Botelho acredita que a tarefa de todos é fazer sair da prateleira trabalhos, experiências, que estão parados. “Não podemos conviver com a paralisia, com falta de protagonismo ambiental na cidade. Este ano por exemplo, teremos a elaboração do Plano Plurianual, precisamos nos movimentar, criarmos uma espécie de ‘observatório ambiental’, buscamos saber do ‘estado da arte’ que se encontra o meio ambiente em Volta Redonda”, Propôs Lincoln, despois de refletir diferentes aspectos dos arranjos territoriais do processo urbanístico históricos das ocupações dos espaços em VR.

Indicadores para continuidade do trabalho do MEP

O Prof. Fernando Pinto, mediador do debate, agradeceu os palestrantes, e apresentou as várias questões levantadas pelos participantes, via chat, sendo todas observações respondidas pelos palestrantes. Na sequência, depois de 2 horas, Fernando, reiterou os agradecimentos, e apresentou os indicadores para continuidade do trabalho do MEP, e especial atenção à participação popular.

– “1. Sistematização dos seminários e publicização; 2. Oferta ao Poder Público dos elementos suscitados nos seminários, via audiências, diálogos e debates; 3. Realização da 3ª etapa do seminário no 2ª semestre 2021 e 4. Manter processo de escuta e debate junto à comunidade, escolas e universidade”. Destacou o coordenador, dando por encerrado o evento. Cf. https://www.youtube.com/watch?v=9HGhrCeAeAg


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