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Sinduscon afirma que terceirização beneficia setor da Construção Civil

Matéria publicada em 24 de março de 2017, 21:36 horas

 


Mauro Campos argumenta que trabalhadores vão passar mais tempo empregados ao trabalharem em empresas especializadas

A favor: Mauro Campos afirma que trabalhadores da construção civil serão beneficiados com terceirização

A favor: Mauro Campos afirma que trabalhadores da construção civil serão beneficiados com terceirização

Volta Redonda – O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Sul Fluminense, Mauro Campos, disse que a aprovação do projeto de lei que regulamenta a terceirização, ocorrida nesta quinta (23), será benéfica para os trabalhadores do setor. Segundo ele, a modificação na lei vai permitir que cada profissional trabalhe para uma empresa dedicada especificamente à tarefa na qual é especialista, o que vai permitir vínculos mais prolongados.

— Uma construção passa por diversos processos de admissão e demissão. Isso porque o profissional que faz a fundação é um, o que faz a alvenaria é outro, e assim sucessivamente. Até agora, o que acontecia era que, a cada obra, era preciso fazer processos de admissão e demissão a cada etapa, o que gera custos para a empresa e instabilidade para o trabalhador. Com a regulamentação da terceirização, a tendência é que surjam empresas especializadas em fornecer os profissionais para cada etapa da obra. Para as construtoras, será bom porque elas contratarão as empresas, cortando os gastos de admissão e demissão. Para os trabalhadores, representará estabilidade no emprego, porque a empresa para a qual ele trabalha vai concluir um serviço e buscar outro. Com vínculos mais estáveis, ele terá mais possibilidade de conseguir crédito, por exemplo – disse Campos.

Mauro afirmou ainda que as críticas ao projeto partem de sindicalistas que não estão preocupados com as pessoas que estão desempregadas:

— Quem é contra essa lei da terceirização que que foi aprovada hoje é gente que não se preocupa com os milhões de brasileiros que estão desempregados e só quer manter privilégios de algumas pessoas que já têm emprego — declarou.

 

Sebrae defende terceirização

 

O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Afif Domingos, manifestou preocupação com a possibilidade de votação no Senado de outra proposta sobre a terceirização da mão de obra. Os senadores discutem se será apresentada uma alternativa ao projeto de lei aprovado na quarta (22) pelos deputados e que regulamenta o trabalho temporário e a contratação de empresas prestadoras de serviços.

Para Afif, o projeto aprovado na Câmara é “bom”. Ele disse que a tentativa de aproveitar as duas propostas pode criar um “Frankenstein legislativo”.

— Isso pode se transformar em um Frankenstein legislativo. Vai pegar duas leis e tentar montar uma a partir de vetos. É como montar um carro com um para-lama de uma marca, um para-choque de outra. Vai virar uma montagem muito doida. Tem que ter uma lógica legislativa — disse Afif.

Originalmente, o projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados em 1998 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e aprovado no Senado em 2002. Deputados contrários ao projeto criticaram a votação da proposta 15 anos depois e chegaram a defender a apreciação de outro texto, em tramitação no Senado, que trata do tema.

Antes de conversar com jornalistas no Palácio do Planalto, na tarde de hoje, Afif esteve reunido com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia(DEM-RJ). Ele elogiou o texto aprovado ontem na Câmara, afirmando que o projeto é bom porque desregulamenta, ao contrário do texto que tramita no Senado. — Esse [projeto do Senado] quer ser regulamentador, e o que o Brasil menos precisa hoje é de regulamentação. Temos regulamentação demais, que atrapalha o mercado na busca da sua verdade — afirmou.

 

Centrais sindicais rejeitam projeto

 

O projeto é criticado principalmente pelas centrais sindicais. De acordo com as entidades, o projeto precariza a relação de trabalho, aumenta o lucro das empresas e diminui o dos trabalhadores. Em nota, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) chamou o projeto de “uma minirreforma trabalhista regressiva que permite a terceirização de todos os trabalhadores e todas as trabalhadoras, atacando todos os seus direitos como férias, 13º salário, jornada de trabalho, garantias de convenções e acordos coletivos”.

Também em nota, a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) disse que a aprovação do projeto de lei “representa a desregulamentação total do trabalho no país e, neste novo cenário, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) passa a não ter qualquer valor”.

A Força Sindical divulgou um texto com a opinião do presidente da Federação Nacional dos Frentistas (Fenepospetro), Eusébio Pinto Neto. Segundo Eusébio, a terceirização plena não vai resolver o problema do desemprego. “Há um grande risco de que todos sejam demitidos para depois retornarem como empresas terceirizadas, com salários menores e direitos suprimidos”.


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5 comentários

  1. QUANDO ESSA TURMA ELOGIA !!!!!!!!!!É NABA P O TRABALHADOR, COM CERTEZA………..

  2. Grande visionário. Não é a toa que está no mercado a muito tempo. Tem minha admiração.

  3. Alô Pessoal

    Este Mauro Campos é patrão e,capitalista e assessor do Samuca..
    Está terceirização é o fim do emprego e dos sindicatos.
    O desequilíbrio de forças no congresso nacional em favor do patrão vai levar o trabalhador ao pior momento desde o início da CLT…
    Tenho pena do trabalhador brasileiro!!

  4. Infelizmente a terceirização sem limites desvaloriza a mão-de-obra; exime a responsabilidade, em primeiro momento, do tomador de serviços, e os trabalhadores ficarão a mercê de subempregos, sem o sonho do trabalho de carreira. Para se ter uma idéia, numa agência bancária os trabalhadores não precisam ser mais funcionários do banco, mesmo que atuem diretamente na atividade fim. Para fechar o caixão, só falta aprovar a PEC da Previdência. Acorda Brasil!

  5. Então temos de ficar do outro lado

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