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TSE exclui biometria nas eleições para evitar aglomeração

Matéria publicada em 16 de julho de 2020, 08:14 horas

 


Brasília – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou ontem que vai excluir a necessidade de identificação por biometria nas eleições municipais deste ano. A medida foi tomada após recomendação de infectologistas e técnicos que estão prestando consultoria para a Corte sobre como organizar as eleições no meio da pandemia de covid-19.

A identificação por impressão digital pode aumentar a possibilidade de infecção, já que o aparelho não pode ser higienizado com frequência. Além disso, identificação por impressão digital costuma ser mais lenta do que a votação com assinatura física no caderno de votação. Na última eleição, alguns eleitores tiveram dificuldade com o aparelho de biometria

A média de eleitor por seção eleitoral deve saltar de 380 para 430 porque não será possível comprar novas urnas eletrônicas para substituir equipamentos velhos ou com defeito.A licitação previa a compra de 180 mil novas urnas por até R$ 775 milhões. Mas uma sequência de recursos e a pandemia do novo coronavírus causou o adiamento

O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, ouviu os médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês, Luís Fernando Aranha Camargo, do Albert Einstein, e Marília Santini, da Fundação Fiocruz. A decisão deverá ser levada a referendo do plenário do TSE.

Por causa da pandemia da covid-19, as eleições municipais de 2020 foram adiadas de outubro para novembro.

A proposta de emenda à constituição (PEC) que altera as datas foi aprovada na Câmara dos Deputados, após passar no Senado, no dia 1º deste mês. Com as mudanças, o primeiro turno será no dia 15 de novembro, e o segundo, 29, nos locais onde houver uma mais uma rodada da disputa. O sistema de identificação do eleitor através da biometria começou em 2008 com um projeto piloto com mais de 40 mil eleitores, segundo o TSE. O teste aconteceu nos municípios de Colorado do Oeste, em Rondônia, São João Batista, em Santa Catarina, e Fátima do Sul, em Mato Grosso do Sul.

Uma década

Dez anos depois, nas eleições de 2018, mais de 87 milhões de eleitores estavam aptos a votar usando a identificação por biometria. No total, eles representavam 59,31% do eleitorado, de acordo com o TSE. Atualmente, em julho de 2020, quase 120 milhões de eleitores já têm identificação biométrica, segundo dados da Justiça Eleitoral

O processo que utiliza a impressão digital dos eleitores para identificá-los tem como objetivo proporcionar mais segurança no momento da votação, evitando possíveis fraudes no procedimento.


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4 comentários

  1. Avatar

    Chupa gado bozonarista

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    Pois é, 180000 urnas novas, a indústria da licitação pública vai bem obrigado…
    Isso representaria mais de um terço do total de urnas, será que tem tantos equipamentos defeituosos assim, já que todas foram utilizadas na última eleição e ficam guardadas após o uso.

    E outra, como a identificação biométrica poderia ser mais lenta do que a identificação manual? Só se for equipamentos de quinta categoria comprado pelo valor de primeira.

    Mais uma, não precisa limpar o leitor, só limpar os dedos do eleitor, logo que ele entrar na seção eleitoral e antes de sair.

    Mas essa tecnologia realmente vai ajudar a acabar com as fraudes e por isso não avança.

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