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Vereadora pede atendimento a mulheres vítimas de violência na zona rural

Matéria publicada em 31 de julho de 2015, 08:17 horas

 


Soraia: ‘As comunidades rurais de Resende ficam distantes do NIAM’

Soraia: ‘As comunidades rurais de Resende ficam distantes do NIAM’

Resende –  De autoria da vereadora Soraia Balieiro (PSB), vice-presidente da Câmara Municipal de Resende, a indicação número 237/2015, que reivindica a disponibilização de uma unidade móvel para atender as mulheres vítimas da violência na zona rural do Município, foi aprovada, por unanimidade, no começo deste mês, pelo plenário do poder legislativo.

Segundo a vereadora, a medida visa aproximar ainda mais os serviços de proteção das moradoras das comunidades rurais de Resende, uma vez que, no entendimento da parlamentar, “certamente muitas vítimas da violência podem estar deixando de denunciar os casos de agressão devido à distância entre os lugares aonde vivem e a área urbana da cidade”. Encaminhada ao prefeito José Rechuan (PP), a indicação solicita à prefeitura que realize gestões junto aos órgãos competentes dos governos municipal, estadual e federal, no sentido de que o pedido possa ser atendido o mais breve possível.

– As comunidades rurais de Resende ficam distantes da delegacia de polícia e do NIAM (Núcleo Integral de Atendimento à Mulher), o que acaba criando transtornos para as moradoras destas localidades, se houver a necessidade de denunciar os casos de agressões. Temos que levar em conta as dificuldades de deslocamento até a região urbana, principalmente os poucos horários de ônibus e até mesmo a falta de dinheiro para pagar a passagem – disse a vereadora.

No exercício do seu segundo mandato na Câmara Municipal de Resende, Soraia Balieiro lembra que o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres já disponibiliza unidades móveis para registrar e apurar os casos de agressões em comunidades rurais e distantes. De acordo com um levantamento divulgado pelo próprio Governo Federal, mais de 25 mil mulheres foram atendidas por esse serviço, em 225 municípios brasileiros, desde 2013.

A vereadora explica ainda que as unidades móveis disponibilizadas através do Pacto contam com o atendimento nas áreas de assistência social, jurídica, psicológica e de investigação por parte de agentes da Polícia Civil. As unidades são divididas em duas salas de atendimento e têm dois banheiros, um deles adaptado para cidadãs com deficiência. Além do atendimento com profissionais especializados, elas oferecem ainda palestras, serviços médicos e orientações sobre a lei número 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, cujo teor fez com que a violência contra a mulher deixasse de ser considerada crime de menor potencial ofensivo, aumentando as penalidades nos casos em questão.

– Uma unidade móvel da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro já realizou o atendimento itinerante no calçadão da Avenida Albino de Almeida e na Cidade Alegria, no ano de 2011. Através da nossa indicação, a nossa proposta é levar o serviço até as comunidades rurais – disse Soraia, acrescentando que, apenas nos últimos dez anos, mais de quatro milhões de denúncias sobre violência contra a mulher já foram registradas pelo “Disque 180”, outro serviço do Governo Federal, voltado ao enfrentamento da violência contra a mulher.


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Um comentário

  1. Parabéns vereadora…. Você faz um trabalho sério e se lembra de nós da zona Rural. Interceda por nós aqui da BAGAGEM pedindo a melhoria da estrada da Serra do EME…..

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