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Alternativas para driblar o desemprego

Matéria publicada em 12 de janeiro de 2020, 10:26 horas

 


Segundo o IBGE, Brasil fechou em 2019 com 38 milhões de pessoas trabalhando na informalidade

 

Uma profissão que não para de crescer é a de motoristas de aplicativo-Foto: Redes Sociais

Sul Fluminense- A informalidade, que foi a saída encontrada por brasileiros que não conseguiram uma vaga no mercado de trabalho em 2019, deve se manter como alternativa para quem quer garantir a renda da família neste ano de 2020. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), divulgados no final do ano passado, o Brasil bateu recorde, chegando a 38 milhões de trabalhadores na informalidade.

Na região, são muitos os trabalhadores que foram levados à informalidade ou para funções ainda consideradas alternativas.

Entre as principais funções escolhidas, os destaques vão para motoristas de aplicativo, comércio de calçados, de roupas e alimentação.

Formado em gestão de Recursos Humanos, André Felipe Dias, de 34 anos, após um ano tentando uma vaga na área, optou em vender roupas masculinas. De acordo com ele, embora ainda tenha esperanças de voltar ao mercado de trabalho, o foco para 2020 será conquistar novos clientes para manter suas vendas.

– A gente escuta falar que a economia está melhorando, mas o fato é que ainda são milhões de pessoas desempregadas, inclusive eu. Como não posso prever se vou conseguir, ou não, um trabalho fixo, vou me dedicar em aumentar meus clientes, buscar novidades, para que consiga manter uma renda mensal, mesmo que seja na informalidade – disse o gestor.

Após perder o emprego de auxiliar administrativo, a autônoma Viviane Oliveira, de 39 anos, também precisou se reinventar e buscar alternativas para ter uma renda fixa. Ela, que sempre gostou de cozinhar, começou o negócio em junho do ano passado, pegando carona das festas juninas, com a venda de caldos e comidas típicas do período. As vendas foram tão boas que ela reservou um espaço no quintal, onde as pessoas pudessem lanchar, e, hoje, além de caldos, ela também vende salgados, pizzas, entre outros.

– Investir em alimentação foi minha melhor escolha de 2019. Comecei o ano desmotivada, porque tinha perdido o emprego, e encerrei muito otimista, mesmo estando na informalidade, porque apostei em um negócio que deu certo. E deu tão certo que precisei até arrumar uma pessoa, que também estava desempregada, para me ajudar, já que agora aceito encomendas de salgados para festas. Não é vergonha não ter um emprego fixo, vergonha é não ter coragem de arregaçar as mangas e tentar dar a volta por cima – enfatizou Viviane.

Profissão: motorista de aplicativo

Uma profissão que não para de crescer é a de motoristas de aplicativo. Só no Brasil são mais de 1,1 milhão e, entre eles, está o Rondiney Marques de Almeida, de 42 anos, que até dois anos atrás era representante comercial. Ele perdeu o emprego no qual estava há quase dez anos, aproveitou para trocar de carro e investir nas corridas.

– Trabalhando como Uber eu ainda consigo tempo para ajudar a minha esposa, que também trabalha na informalidade vendendo roupas. Nós nos programamos e eu saio com ela para visitar clientes. Ter surgido essa oportunidade de trabalhar como motorista de aplicativo parece ter sido a salvação para muitos pais de família. Eu tenho vários amigos que perderam o emprego e hoje estão nesse ramo. Estou torcendo para as coisas melhorarem, para eu poder voltar ao mercado e ter meu direitos trabalhistas garantidos, mas enquanto isso não acontece a gente vai quebrando o galho – afirmou.

Outro que apostou na profissão de motorista de aplicativo foi o operador de ponte rolante, Alexandre Paulino de Carvalho, de 35 anos, que durante dez anos trabalhou em uma empresa privada. Ele conta que precisou se desligar do emprego por questões de saúde e, na oportunidade, com o dinheiro da rescisão resolveu comprar um veículo compatível para trabalhar como Uber.

– Antes de ter meu próprio veículo ainda cheguei a trabalhar para duas pessoas, recebendo apenas 25% do lucro, mas não estava sendo viável. Depois que comprei meu carro eu tenho trabalhado bastante, tanto em Volta Redonda, quanto em Barra Mansa, e isso tem ajudado bastante a minha família. Não sou assalariado, não tenho carteira assina, mas não posso reclamar porque, assim como outros colegas, nesse fim de ano consegui levantar uma renda – destacou Carvalho.

De acordo com ele, assim como qualquer profissão, ser motorista de aplicativo exige muito de quem está trabalhando. Além de manter o carro limpo, organizado e com a manutenção em dia, é preciso se dedicar para ter bons resultados.

– Para se ter uma boa renda e conseguir arcar com as despesas do carro, é preciso trabalhar de dez a quinze horas, por dia, inclusive aos finais de semana. Optei em não trabalhar durante a madrugada, porque acho arriscado, mas durante o dia em que dedico ao máximo – finalizou o motorista.


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29 comentários

  1. Faz sinal de arminha, dancinha do Bozo e diz “Aain, mas e o PT?” que melhora.

  2. É só diminuir a carga tributária sobre o empregador que aí sim os empregos voltam.

    • Diminuir carga tributária? Vc não conhece a máxima capitalista. Menor custo é igual a maior lucro. Impostos impactam sobre a atividade da empresa, sua sobrevivência, não no quantitativo de empregos gerados… O que faz uma empresa gerar mais ou menos empregos é uma só coisa: a demanda, o volume de vendas ou de serviços prestados… Se o governo te isentar do IR, vc vai pagar outra empregada com o dinheiro que sobrou, mesmo já tendo uma?…

    • É mesmo.. sou um bur ro. Muito por sinal!

  3. a verdade…no momento…falta vaga e falta qualificaçao das pessoas. tb…tem vaga que fica meses e meses…sem achar um candidato qualificado.

  4. Ninguém em sã consciência vai investir em um país onde o presidente é desequilibrado e manipulado pelos filhos mimados, não tenho palavras para dizer o quanto fiquei decepcionado com este governo, triste que ainda vejo pessoas que insistem em tapar o sol com a peneira, no exterior somos alvo de chacota com este presidente, espero que termine logo o seu mandato para podermos virar esta página triste do nosso país.

  5. E isso n é empreender?

  6. Pois é , o estrago na economia que o PT fez foi muito grande, acredito que as ações que estão sendo tomadas agora é para o futuro, os investidores ainda estão tímidos em querer investir no Brasil. Não existe um salvador da pátria , o país ainda tem muita coisa que acertar, ainda somos um país burocráticos e atrasados em tecnologia. Acredito que em uma administração sem corrupção já é um bom sinal.

    • Operário, no início da década de 70 já eramos o país do futuro, o que este desgoverno fez em um ano foi retroceder em 50 os avanços conquistados com muita luta, vc é mais uma barata a bater palmas para o inseticida, passará o resto da sua vida criticando o PT e será incapaz de enxergar que este governo que aí está nada faz para melhorar a condição do trabalhador. Palavras do próprio Bozo quando aprovou a cobrança de bagagem nos voos nacionais :” Quem gosta de pobre é o PT’. Mas me esqueci que pessoas como vc não são pobres, pobres p vc são os miseráveis.

  7. Agora não adianta chorar,. Em um futuro bem próximo, veremos ou seremos, um bando de miseráveis, sem direitos, perambulando pelas ruas implorando pela piedade alheia. Quem viver verá.
    Pelo correr da carruagem, o futuro é sombrio, 1% c muito e 99%sem nada. Não podemos ser iludidos, o povo p se iludir, c essa falácia de empreendedorismo, se cair no canto da sereia vai acabar perdendo p pouco q já tem ou serás escravizado.

  8. Infelizmente muitos não entenderam… levaremos tempo para reverter a situação que chegamos. Analisem melhor as coisas. Trabalhar como motorista não é pior que ir para uma das indústrias da região ganhando 2 salários mínimos e em trabalhos de grande esforço físico e cobranças que deixam muitos doentes. Vejo este trabalho como oportunidade. Eduquem-se financeiramente pagando INSS, previdência, enfim, só reclamar não resolve.

    • Além da contribuição para a previdência, o motorista de aplicativo tem que separar o dinheiro da manutenção do carro (mecânica, elétrica, limpeza por dentro e por fora) e para a troca dos pneus, que duram mais se fizer alinhamento e balanceamento a cada tantos quilômetros. Se quiser trocar por um carro novo depois de alguns anos, separa mais uns bons trocados por mês ou paga o financiamento.
      Se sobrar uns 2 salários mínimos no final de cada mês então tá bom.

    • Acorda e saia do seu mundinho do faz de conta. Abra o seu horizonte, a sua visão simplista nada mais reflete a condição de um cidadão q vê o mundo através da tela de um computador. Lembre-se de que a formação de uma sociedade fadada ao desemprego e a baixa estima se torna um combustível explosivo q explodirá no colo da sociedade q não faz parte da elite, como você.

    • duvido que se eduquem financeiramente….um pais com 55 milhoes de pessoas com nome sujo…muito dificil…

    • Como eu disse lá embaixo, falta educação financeira. Dando um exemplo ilustrativo, um sujeito que trabalha fichado numa empresa metalúrgica, recebendo 1.400 reais líquidos, é dispensado da firma. Depois de um tempo passa a trabalhar por conta própria, como motorista de aplicativo, onde aufere cerca de 3000 reais por mês… Muito dificilmente ele será disciplinado o suficiente para pagar, todo santo mês, um plano de previdência privado ou um carnê do INSS como contribuinte avulso, ainda menos aquele que tem cobertura para afastamento por motivos de saúde, equivalente ao auxílio-doença, por ser mais caro. Mesmo com essas despesas, ainda sobraria mais dinheiro do que quando trabalhava na empresa, mas como havia um desconto em folha, “forçado”, ele não sentia e se sente prejudicado na nova situação… É a mentalidade do brasileiro que precisa ser mudada, e isso o governo só consegue no tranco. Cultura, hábitos e costumes são adaptações ao meio ambiente, então o governo tem que ser proativo, como aliás já vem sendo. O povo chia por ser avesso às mudanças, sair da relativa zona de conforto do “deixa que eles cuidam e eu só recebo”…

      Isso vale não só para os autônomos, como também para profissionais liberais e empresários, tanto pequenos quanto médios e até grandes, quando não são vocacionados ou não estudaram administração. Essas empresas de ônibus da região, por exemplo, a maioria está mal das pernas. Grande empresas familiares, geralmente assumidas por herança, nas mãos de quem só comeu seus ovos de ouro e não sabe cuidar da galinha, só se interessa pelos ovos. Um filho muito provavelmente não terá a mesma habilidade do pai, se este foi alguém muito destacado. O talento não é hereditário, por isso, hoje em dia, só os grandes conglomerados, principalmente as companhias (sociedade anônimas), principalmente as de capital aberto, que podem captar recursos através da venda de ações, conseguem prosperar no mercado, porque não ficam à mercê de uma família despreparada…

  9. E desde quando pode se chamar de empreendedorismo o trabalho na Uber sem nenhuma garantia ou direitos trabalhistas? No final das contas, o desgaste físico e as despesas gigantescas com o veículo só trarão lucros ao aplicativo. Mas viva a queda da esquerda que proporcionou ao país os subempregos, retirada de direitos, incentivos aos patrões, arrocho salarial, corte de verbas na educação, saúde, desemprego nas alturas. E o pobre de direita, se lascando todo, ainda consegue encontrar argumentos fantasiosos para defender o mito!!

    • Seja bem vindo!

      Assim é com o empresário/empreendedor no mundo real, não tem: férias, décimo terceiro, fim de semana, jornada fixa de trabalho e garantia de faturamento. Primeiro vem o investimento, depois o trabalho árduo para só depois, e sem nenhuma garantia, vir algum lucro.

      Toda atividade que tenha essas características, se enquadra sim em empreendedorismo. E Uber é um deles.

      Empreendedorismo não é um mar de rosas, ao estilo de negócios moderninhos e cool que vemos nas manhãs de domingo no PEGN.

      O mercado mudou, está mudando e continuará. Canudo na mão não é garantia de mais nada (com exceção de medicina).

  10. Como povo é enganado! É as autoridade, fecha os olhos para verdade.o Aplicativo UBER.não é regulamentada na região é muitas cidades do país.sendo assim UBER é uma empresa internacional que aqueles que precisam de um emprego andam com seus carros com luminoso UBER.Não paga os devidos impostos é uma empresa patrocinada pela ignorãncia do povo brasileiro sacrificado pela reforma da Previdência etc.

    • Ignorância? É mais barato que o táxi, é democrático (não se precisa vender um rim nem a alma ao diabo para ter um ponto), é gente como a gente dirigindo, muitos parças ali. Tem suas falhas na implementação do serviço, principalmente na questão da evasão de divisas, mas isso acho que o governo, pela sua linha de atuação, não vai mexer… De qualquer forma, temos opções nacionais, como a 99 Táxi. Eu não priorizo empresário brasileiro se ele vier com usura…

  11. Isso é reflexo do mais emprego e menos direito. O povo burro em votar e acreditar em candidato de direita que possui como ministro da economia um banqueiro acusado de rombos bilionários em fundos de pensão de funcionários públicos. A raposa tomando conta do galhofeiro. E empreendedorismo no Brasil em alta.

  12. O tal “empreendedorismo” que tentam glamourizar não passa de um subemprego com central multimídia: bike de iFood, bolo de pote, moto-taxista, coach, van da quentinha, motorista de aplicativo.

  13. Comerciante informal de roupas e calçados é o mesmo que a antiga “sacoleira”?
    Se continuar nesse ritmo de pouco dinheiro circulando, daqui a pouco vai ter motorista de aplicativo transportando churrasqueiro (ramo da alimentação) em troca de um churrasquinho de gato ou levando a sacoleira recebendo camisa falsificada da CBF como pagamento.
    E cheguei a acreditar na turma da camisa amarela e do patinho idem que bastava tirar a Dilma para a economia melhorar. E lá se vão quase 4 anos. Imaginem como estaria se não fosse a apelação de “cobertor curto” do Temer e do Bolsonaro de liberarem saques de FGTS e PIS.

    • Vc é muito burro, cara. Desculpe-me a franqueza, mas quem acha que a maior crise econômica da história brasileira seria revertida em pouco tempo é mesmo uma besta quadrada. Vamos sentir os efeitos por muitos anos ainda, e tem outra coisa que o brasileiro já tem que ir se acostumando: não vai ter mais boi na sombra. É vender seu peixe e matar um leão por dia. Carteira assinada, estabilidade no emprego e direitos trabalhistas estão em extinção no mundo todo… Será que essas pessoas pagam INSS como autônomas? Será que têm previdência complementar? Duvido muito!! Dinheiro na mão nunca sobra pra quem não tem educação financeira, sempre vai faltar…

    • Pois é, foi mais ou menos isso que falei, fui muito burro em acreditar na turma da camisa amarela que dizia nas manifestações há 4 anos que bastava a Dilma sair para a economia melhorar. Só não entendia porque o Sarney e o FHC (segundo mandato) não sofreram impeachment também por incompetência. Collor não completaria nem um ano no governo, se crise econômica fosse motivo para impeachment.
      Detalhe: estabilidade de emprego no setor privado não existe há mais de 50 anos.
      E o 13°.? Nem os empresários combinam entre eles sobre isso, enquanto uns comemoram as vendas de fim de ano, outros reclamam de ter que pagar esse encargo. Acabem com ele, mas a ganância não vai deixar os preços abaixarem, como acontece com a reforma trabalhista, sem efeito desde 2017.

    • Emir depois de tantas palavras grosseiras, porém com certa razão no tema, a carteira assinada está em extinção no mundo inteiro conforme suas palavras, só o que não está é a ganância dos patrões em ganhar sempre mais com menor número de trabalhadores para executar a função. Metas cada vez mais ambiciosas e empregados doentes físico e mentalmente com medo do amanhã.

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