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Bebê prematuro segue internada e se recupera bem em Barra Mansa

Matéria publicada em 22 de março de 2019, 15:18 horas

 


Barra Mansa – Segue internada na UTI neonatal do Hospital da Mulher, em Barra Mansa, a pequena Vitória que nasceu após 26 semanas de gestação da mãe Maria Edjane de Lima. De acordo com a direção do hospital, apesar de ainda não haver previsão para alta, a pequena tem reagido bem ao tratamento já respirando sozinha, aceitando às dietas e não fazendo mais o uso de medicações venosas.

O parto foi realizado devido ao descolamento da placenta da mãe, que não resistiu aos ferimentos, após ser agredida pelo seu companheiro no dia 5 deste mês. As equipes da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos e a Promotoria da Infância e Juventude de Barra Mansa registraram a pequena, com o nome de Vitória que, com certeza, representa a sua luta pela vida.  A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos de Barra Mansa, Ruth Coutinho, disse que o caso gerou uma comoção em toda a cidade e a iniciativa da pasta foi de prestar o máximo apoio possível a bebê e à família.  “Infelizmente mais uma mulher foi vítima do feminicídio na nossa região, a situação ainda era mais agravante, pois ela estava grávida e dada às circunstâncias ela teve que ter um parto prematuro. Quando nós recebemos a notícia iniciamos, junto a unidade, a mobilização de toda a rede envolvida, como o Conselho Tutelar”, relembrou.

Ruth ainda informou que o Conselho Tutelar e a Promotoria da Infância e Juventude de Barra Mansa receberam um relatório do Hospital da Mulher e a assistência ajudou agilizando o processo de registro da bebê.

– Nós acionamos a promotoria para que fizessem o registro do nascimento da pequena Vitória. A equipe do Conselho Tutelar segue acompanhando de perto  o caso para que o desfecho seja o melhor possível – informou Rutinha.

De acordo com a diretora geral do Hospital da Mulher, Fernanda Chiesse, desde o inicio a equipe médica tem feito um atendimento intensivo para que o quadro fosse revertido. “Estamos ofertando a paciente, desde o início o atendimento baseado em protocolos mundiais da neonatologia. Esse processo tem nos mostrado positivo, tendo em vista que o quadro da Vitória tem evoluído a cada dia e ela está tendo o desenvolvimento natural”, explicou a diretora.

Relembre o caso

Maria Edjane de Lima, 35 anos, deu entrada na segunda-feira, dia 4 de março, no Hospital da Mulher com sangramento vaginal e sinais de agressão. Ela que estava grávida de seis meses, informou na unidade que sofreu diversos tipos de agressão, inclusive chutes na barriga. O autor da agressão foi o próprio companheiro, pai da criança, de 45 anos. Devido a gravidade em que se encontrava Edjane, ela foi levada para o Centro Obstétrico para fazer a cirurgia.

Por volta de 17h40, o bebê nasceu pesando 1.005 gramas, e foi diretamente encaminhada para a UTI Neonatal da unidade médica. Durante o parto de emergência, a mulher apresentou problemas respiratórios, e foram realizados diversos procedimentos médicos para tentar reanimá-la, e também para conter a hemorragia, mas ela não resistiu e morreu às 01h30. Ela era natural de João Pessoa, na Paraíba.

 


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