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Catálogo mostra 20 espécies de mamíferos Terrestres achados na Floresta da Cicuta

Matéria publicada em 6 de janeiro de 2019, 09:00 horas

 


Entre elas algumas estão ameaçadas de extinção em nível estadual e nacional; projeto é feito com ajuda de voluntários

Uma das espécies encontradas na Floreta da Cicuta é o tamanduá-mirim
(Foto: Divulgação)

Volta Redonda – O projeto “Efeitos da Estrutura do Habitat Sobre a Comunidade de Mamíferos de Médio e Grande Porte da ARIE Floresta da Cicuta” já catalogou, até o momento, cerca de 20 espécies de mamíferos terrestres de médio e grande porte. De acordo com o engenheiro florestal e analista ambiental do ICMBio/ARIE Floresta da Cicuta, Sandro Alves, entre as espécies algumas se encontram oficialmente ameaçadas de extinção em nível estadual e nacional, como: gato-do-mato-pequeno, gato-mourisco, lontra, macaco bugio-ruivo e lobo-guará.

O principal objetivo do projeto de pesquisa é investigar quantas e quais espécies de mamíferos terrestres existem na Floresta da Cicuta. A iniciativa teve início em janeiro de 2017 e continua este ano com o apoio e participação de voluntários do Programa de Voluntariado do ICMBio, que segue com as inscrições abertas até o dia 21 de janeiro e podem ser feitas no endereço: https://goo.gl/forms/SKG0mJyyUolHHLIO2.

Atualmente existem 10 voluntários que foram selecionados por meio de editais públicos.

– A maioria dos voluntários é de estudantes de graduação da área de ciências biológicas de instituições de ensino superior da região, principalmente do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), do Centro Universitário Geraldi Di Biase (UGB) e do CEDERJ Polo Volta Redonda. Todos os voluntários da ARIE são convocados e selecionados através de editais públicos de seleção que são lançados e amplamente divulgados. No caso do projeto de mamíferos foram selecionados 10 voluntários que se revezam em idas semanais na floresta para realizarem a instalação e manutenção das armadilhas fotográficas em campo – disse.

Como mencionado acima, o levantamento das espécies está sendo feito por meio de armadilhas fotográficas, pela primeira vez, com o mínimo de interferência humana, o recurso utilizado permite capturar imagens de animais raros.

– É a primeira vez que são utilizadas armadilhas fotográficas na ARIE Floresta da Cicuta para realizar o levantamento de mamíferos, o que possibilita obter um maior e melhor conhecimento principalmente sobre as espécies raras e de difícil observação. São equipamentos compostos por uma câmera que é ativada por um sensor de movimento. As armadilhas capturam fotos de animais selvagens com o mínimo de interferência humana possível e tem sido usada com eficiência há décadas por pesquisadores – comentou.

Sandro Alves destacou que, através dos levantamentos do projeto, foi possível descobrir que a Floresta da Cicuta possui grande diversidade de mamíferos sendo uma unidade de conservação ambiental na região.

– Os resultados do projeto obtidos, até o momento, tem demonstrado que a ARIE Floresta da Cicuta apresenta uma alta diversidade de mamíferos e vem conseguindo cumprir com o seu principal objetivo como uma Unidade de Conservação, que é o de proteger e preservar os recursos naturais e as espécies da fauna e flora da região, garantindo a sobrevivência e manutenção de suas populações – frisou.

Novas pesquisas

O analista ambiental comentou que através do impacto positivo do projeto foi possível desenvolver e propor novas pesquisas na Floresta da Cicuta.

– A pesquisa investigou a ocorrência e o impacto de cães domésticos na Floresta da Cicuta e a pesquisa que se iniciará este mês sobre os efeitos da estrutura do habitat na comunidade de mamíferos. Esta nova pesquisa propõe analisar como algumas características da vegetação e do ambiente da floresta estão influenciando a distribuição e abundância (número de indivíduos) das espécies de mamíferos na Unidade – disse.

‘Acompanhe o projeto’

De acordo com Sandro Alves, o público pode acompanhar os trabalhos desenvolvidos na ARIE Floresta da Cicuta através das redes sociais da ARIE (Facebook: /florestadacicuta; Instagram: @arieflorestadacicuta) e por meio de palestras e eventos que são frequentemente realizados pelo ICMBio/Volta Redonda.

Visitas

A visitação na Floresta da Cicuta pode ser solicitada por instituições de ensino e pesquisa, entidades públicas, projetos sociais, sociedade civil e público em geral. Para agendar a visita na ARIE entre em contato (24) 3342-1443 (falar com Gláucia) ou comparecer no Escritório do ICMBio na Rua Dezoito-A, n° 68, Vila Santa Cecília, Volta Redonda/RJ, aberto de segunda a sexta-feira, de 09h às 18h.

Saiba mais

A gestão e administração da ARIE Floresta da Cicuta é pública e realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é a autarquia federal, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela gestão das mais de 300 Unidades de Conservação espalhadas por todo o país. Desta forma, através do Escritório do ICMBio em Volta Redonda, a Equipe Gestora da ARIE Floresta da Cicuta realiza inúmeras atividades relacionadas à proteção, fiscalização, monitoramento, visitação, educação ambiental, pesquisa, licenciamento e participação social.

Por Franciele Bueno

 

 


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8 comentários

  1. Avatar

    Tive a oportunidade de visitar a floresta da cicuta e conhecer de perto a importância dessa unidade de conservação do governo federal. Este projeto dos mamíferos mostra através das fotos que ali estão preservadas várias espécies, apesar de ser uma área de floresta pressionada pelo desenvolvimento urbano…como se fosse uma ilha, um refúgio que abriga essa fauna que não tem mais para onde ir…Nosso povo precisa conhecer e valorizar esta riqueza e incentivar a ampliação das áreas protegidas por lei em nossa região e em todo nosso país !!!! Vamos ficar de olho em defesa da nossa Amazônia, mas não vamos nos descuidar da nossa linda Floresta da Cicuta!!!!!!! Parabéns à equipe que trabalha e cuida da mata e dos bichos da Floresta da Cicuta!!!!!!!

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    Quem viu a Floresta da Cicuta viu… Quem não viu, nunca mais!!!!! Graças à privataria…

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    O Ministério Público tem que exigir um inventário da fauna do terreno do Aero. É possível visualizar dezenas de espécies de aves nesse refúgio urbano como corujas, gaviões, juritis, sabiás, canários, maritacas, joão de barro, tucanos etc, representando mais diversidade de aves do que qualquer reserva na Europa, além de pequenos mamíferos como gambás, micos, pacas; e anfíbios, cobras e certamente peixe killifish raro endêmico já que a moda é aterrar todos os lagos de VR .O inventário permitirá população conhecer a importância ambiental da área no controle das pragas urbanas e para o poder público se posicionar contra empreendimentos no local que colocarão em risco dezenas de espécies de animais e arruinará a única área de infiltração das chuvas consequentemente resultando em inundações catastróficas para cidade.

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    Excelente reportagem. Gostaria que fossem colocados ao longo do ano, as fotos de todos os animais que foram fotografados!

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    Aposto como este projeto será extinto ou esvaziado pela Bozzonazi e sua turma de fascistas. Eles odeiam meio ambiente, na visão turva deles preservar não serve pra nada.

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    Excelente reportagem. Deve ser muito bem divulgada.
    Feliz por ver nossa cidade de VR com projetos tão interessantes.
    Opinião leiga- interessante apresentar esta reportagem a todas escolas da região.
    É necessário para incentivar valores.

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