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Moradores dos bairros afetados pela chuva se unem e contabilizam prejuízo

Matéria publicada em 19 de maio de 2019, 15:14 horas

 


Prefeito Rodrigo Drable está percorrendo áreas afetadas

Moradores do Nova Esperança fazendo a limpeza após a enchente (Foto: Pollyanna Moura)

Barra Mansa – Após a forte chuva que caiu na tarde e também no período da noite deste sádado (18) em Barra Mansa, vários moradores dos bairros atingidos pela enchente tiraram o dia para contabilizar o prejuízo e tentar salvar alguns pertences; além de realizar a limpeza de suas casas.

Em nota, a assessoria da prefeitura de Barra Mansa informou que oito bairros foram afetados pela chuva. São eles: Boa Sorte, Nova Esperança, São Luiz, Piteiras, Bocaininha, Siderlândia, Colônia e Santa Maria II.

Segundo João Alves Novaes, de 61 anos, morador da Avenida Ministro Amaral Peixoto, localizada na entrada da Bocaininha, o prejuízo causado pela chuva foi grande. ‘’Minha casa ficou alagada. A força da água foi tanta, que perdi parte do meu muro, que foi arrastado. Precisamos de mais atenção das autoridades. Perdemos praticamente tudo dentro de casa’’, disse.

Moradores fazem a limpeza após os estragos causados pela enchente no bairro Bocaininha (Foto: Pollyanna Moura)

O prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, tem percorrido os bairros afetados. Ele esteve pela manhã no bairro Nova Esperança, um dos mais castigados pela chuva e foi recebido pela presidente da associação de moradores, Rayane Braga. Segundo ela, a prefeitura está dando suporte às famílias.

– O Rodrigo esteve aqui mais cedo para ver a situação do bairro e está enviando máquinas e caminhões para nos ajudar. Ele está intensificando o apoio aos moradores do Nova Esperança, que foi um dos bairros mais afetados – disse.

Rodrigo Drable se reuniu com presidente da associação de moradores do bairro Nova Esperança na manhã deste domingo (Foto: Gilson Sena)

Segundo Rayane, membros de uma igreja católica também estão dando suporte aos moradores. ‘’Estamos recebendo ajuda da igreja católica São Francisco de Assis. Estão preparando as refeições que serão entregues para as famílias que não têm condições de cozinhar em suas casas por causa da enchente. Estamos trabalhando muito e em breve, com a ajuda do prefeito, estaremos realizando a distribuição de cloro para as famílias atingidas’’, comentou.

Rayane ressalta que um ponto de apoio foi montado no bairro, para que possam receber doações que serão entregues às famílias que perderam seus pertences durante a chuva.

– Quem tiver interesse em colaborar, doando alimentos, roupas, calçados, materiais de higiene pessoal, materiais de limpeza, colchões ou móveis, pode comparecer em um ponto de apoio que criamos localizado na Rua Antônio da Silva Reis, nº 100, próximo ao Colégio Clécio Penedo. Haverá outro ponto de apoio no Centro da cidade. O prefeito nos informou hoje pela manhã, que quem tiver interesse em ajudar, poderá deixar as doações no Cesp (Centro Estratégico de Segurança Pública), próximo à Igreja Matriz. Todo material arrecadado será entregue para todas as famílias atingidas, em todos os bairros – finalizou.

Motoristas tiveram dificuldade para transitar nas ruas dos bairros afetados pela enchente (Foto: Pollyanna Moura)

O vereador da cidade, Gustavo Gomes, também está acompanhando a situação de perto. Ele lembra que, como a região tem representantes na Alerj e na Câmara dos Deputados, não deixará de pedir auxílio.

– Como vereador do município, venho parabenizar a população que está fazendo a sua parte. O poder público também está presente e a gente lamenta que isso tenha acontecido. Foram três enchentes que atingiram estes bairros nos últimos meses, e esta última, neste período, historicamente, não me lembro de ter visto isso acontecer. Vou procurar os deputados estaduais e federais da nossa região para que possam nos ajudar com recursos através do governo federal, para que possamos ajudar a população – disse o vereador.

Membros de Igreja Metodista em São Luiz fazem a limpeza após a chuva (Foto: Pollyanna Moura)

Já no bairro São Luiz, nem as igrejas escaparam da enchente. Segundo Talita Guerra Moreira, pastora da Igreja Metodista do bairro, a correnteza foi forte e não tiveram tempo para salvar muita coisa. Ele ressalta que as sirenes não foram acionadas.

– O rio começou a subir muito rápido e a água começou a entrar nas casas. Foi quando fui avisada e a gente resolveu subir tudo o que podia para que a água não atingisse os móveis e os instrumentos da igreja. Infelizmente, ainda assim, os bancos, as caixas de som, os microfones e cabos, foram atingidos e perdemos quase tudo. Tinha muita correnteza na rua e não deu tempo de salvar muita coisa – disse a pastora.


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8 comentários

  1. Avatar

    não estou apoiando nenhuma classe política, mas vale ressaltar que a população não colabora…. não basta o governo agir, pois vejo todos os dias pessoas jogando lixo nas ruas sem a menor cerimonia. outro dia , estava parada dentro do carro no bairro são luis, e um rapaz parou o carro, estacionou , abriu o porta malas e jogou proximo a linha do trem uma caixa de papelão que estava em seu porta mala. fico indignada. pensei em ir pegar, mas confesso que fiquei com medo da reação dele, pois as pessoas estão brigando e agredindo as pessoas do nada. mas se e não estivesse sozinha no carro, teria tomado atitude. isso ocorre a todo momento, basta olhar ao redor . tenho vergonha quando vejo isso. acorda população. porque somos nós culpados pela destruição. a natureza responde.

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    Gostaria de ouvir das pessoas que reclamam das autoridades nessas horas, qual seria a solução para o problema! Como é que vc controla quanto de chuva vai cair? #Eusoumuitoburro

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    “– O rio começou a subir muito rápido e a água começou a entrar nas casas.”

    Se o rio subiu muito rápido é sinal que o seu leito não está livre. O Rio BM só invade as casas neste trecho, trecho justamente onde as casas estão dentro do leito do rio. Quando o prefeito vai tirar esses moradores de dentro do rio?

    O CÓRREGO SUMIU EM VR

    Em VR tbm descobri uma coisa absurda hoje quando estive perto da APADEFI no Retiro onde tem um córrego atrás. Vi o córrego todo murado nas laterais e no guarda corpo da ponte capim cortado, lama e lixo (imaginei que a SMI cortou o mato das margens na cabeceira do córrego e ele devolveu para a rua), mas do outro lado da rua o córrego sumiu. Isso mesmo! O córrego sumiu! Nem guarda corpo da ponte tem. Do outro lado da rua tem só casas normais. Imagino que construíram as casas acima do córrego. Só pode!

    E neste sábado de chuva para onde foi enchente do córrego que sumiu após a APADEFI? Foi parar na frente do Royal do Retiro, pois o rastro da enchente está lá para todos verem.

    Em VR os moradores fizeram pior do que os moradores que construíram dentro do rio BM, ou seja, eles construíram bem em cima do córrego.

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      Assim que vossa senhoria disponibilizar a sua casa. #Eusoumuitoburro

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      BOM SR VAI VENDO, caso o Sr. não saiba, o córrego Retiro passa por uma galeria sim, e por cima desta há uma rua. Ele vai se juntar com o ribeirão que desce da Sta Rita de Cássia. Caso o Sr. desconheça. a obra foi feita ainda no governo Sávio Gama. E tanto como as demais galerias cobertas como córrego Vila Brasília, foram pensadas para trazer conforto e evitar alagamentos onde era possível e viável que os mesmos corressem cobertos. Guarda corpos, são normalmente levados ou pela chuva ou por vendedores de sucata quando estão soltos e infelizmente a atual administração não é eficiente na reposição dos mesmos.
      Quanto a água em frente ao Royal do Retiro, é problema antigo, uma vez que é uma baixada entre morros. O problema era minimizado com a limpeza das galerias pluviais mas a atual administração não sabe o que é isso. Embora já tenhamos até desenhado para o secretário de infraestrutura e para o prefeito, ambos não entendem.

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      Vá lá na ponte e veja que lado o mato cortado pela SMI está virado para o lado da avenida, e não para o lado da APADEFI. Verá tbm que o muro da creche foi derrubado pela força da água.

      Se a intenção da galeria foi evitar alagamento onde era possível, então no trecho não foi. A água foge para a rua pq do outro lado tem um muro de 3 metros.

      Não esqueça que o secretário da SMI e o prefeito não entendem de desenho. Vc perdeu tempo. rsrs

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    O povo passando por tudo isso e os políticos aproveitando para aparecer, acho que o DV nem deveria dar espaços para políticos nestes episódios. Muito triste que a Deus abençoe as famílias que estão sofrendo.

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      Ricardo De Souza Feijó

      Se ele estivesse em casa vc estaria perguntando cade o prefeito. Nem Deus agradou a todos.

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