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Nova comandante do 28º Batalhão defende tropa caseira no combate à criminalidade

Matéria publicada em 15 de março de 2020, 08:46 horas

 


Tenente-coronel aponta que ter policiais moradores em cidades da região aumenta motivação para ações

Policiais do 28º Batalhão conseguiram realizar alto número de prisões e apreensões-Foto: Cedida pela PM

Sul Fluminense- A comandante do 28º batalhão, tenente-coronel Andréia Ferreira da Silva Campos, afirmou tem uma tropa “diferenciada”, principalmente por contar com policiais moradores das cidades da própria região abrangida pela unidade. Para ela, a “tropa caseira” é um dos fatores que permitiram ao batalhão alcançar números expressivos no combate à criminalidade durante o mês de fevereiro, o primeiro de Andréia à frente do batalhão.

A comandante afirmou ainda que encontrou uma população ativa no repasse de informações sobre esconderijos de bandidos, drogas e armas. Com isso, segundo ela, foram presos mais de 100 suspeitos e apreendidas mais de 30 armas somente em fevereiro. Os números foram obtidos a partir de prisões e apreensões na área de cobertura do 28º Batalhão: Volta Redonda, Barra Mansa, Pinheiral e Rio Claro.

– A tropa do 28º Batalhão é diferenciada, pois é formada em sua maioria por policiais moradores da região. Outro ponto importante é a participação da população no combater ao crime, através do disque-denúncia do batalhão. A partir deste contato, recebemos informações importantes sobre o local onde estão bandidos e armas – ressaltou ela.

A tenente-coronel afirmou ainda que o primeiro mês de trabalho foi atípico, por ser mais curto e ainda com a realização do Carnaval. “Foi um mês de muito trabalho, com a atipicidade do Carnaval. Em Volta Redonda, tivemos blocos com quase 20 mil pessoas. Há uma movimentação diferente das tropas, mas foi um mês muito positivo.

Temos de destacar também a união com a Polícia Civil, com as guardas municipais e com as prefeituras”, apontou ela, que espera ainda melhores resultados para o restante do ano.

Cidades diferentes

Apesar de concentrar números das quatro cidades, a comandante destacou que cada município tem suas particularidades e que elas são respeitadas na hora de elaborar a estratégia de combate ao crime. “São quatro municípios que têm características muito diferentes e se faz necessário respeitar isso na maneira de agir em cada um deles. Temos de respeitar essas diferenças. Trabalhamos muito com análise criminal, com tipos de delitos, natureza geográfica para obter êxito. Funciona assim: as orientações são as mesmas e o que diferencia é a maneira de distribuição das tropas e a escolha dos tipos de operações”, ressaltou.

Entre estas cidades, Andréia confirmou que há realmente um planejamento diferenciado para Rio Claro, por conta de a cidade ficar localizada entre as regiões Sul Fluminense e da Costa Verde. Como há um processo de migração contínua entre bandidos dessas localidades, ela reveliu que há uma maior interação com o 33º batalhão e com o Batalhão de Polícia Rodoviário. “Nosso planejamento é diferenciado para Rio Claro, com operações constantes com o 33º Batalhão (Costa Verde) e o Batalhão de Rodovias, de maneira a coibir o tráfego de bandidos”, disse.


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3 comentários

  1. Avatar
    Capeta da grota do Santa cruz

    ….e a OFICIAL do caso EUCALIPTAL…

  2. Avatar

    Discordo. Esse negócio de tropa caseira só favorece a corrupção, haja visto que o policial tem famíliares nos locais onde o tráfico impera e ele acaba ficando impossibilitado de agir e muita das vezes acaba se corrompendo, pegando arrego e desonrando a farda que veste. Esse batalhão tem várias histórias pra contar.

  3. Avatar

    Mas é bom também fazer um monitoramento severo no enriquecimento fora do contexto de policiais, da mesma forma que ajuda as informações, etc.. também facilita no relacionamento com traficantes que as vezes vem de infância ou de escola ou mesmo por serem vizinhos.

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