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Polícia Civil já apreendeu R$ 251 mil em empresas distribuidoras de bebidas durante a Operação Kater

Matéria publicada em 22 de setembro de 2021, 15:49 horas

 


Rio e Paraná – A Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL), por meio da Delegacia Fazendária (DELFAZ), e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público, que realizam, nesta quarta-feira (22), a Operação “Kater” já apreenderam, até momento, HDs, pen drives, celulares, mídias em geral, além de cerca de R$ 51,9 mil em uma empresa do Paraná e mais de R$ 200 mil em  uma distribuidora do Rio de Janeiro.

A ação tem como objetivo cumprir 21 mandados de busca e apreensão em empresas distribuidoras de bebidas instaladas nos estados do Rio de Janeiro e do Paraná, endereços de seus representantes e de agentes públicos envolvidos. 

Os mandados foram expedidos pela Vara Única da Comarca de Itatiaia/RJ.

A operação tem apoio da Força Especial de Controle de Divisas – Operação Foco (Subsecretaria Especial de Controle de Divisas da Casa Civil); da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ); da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Corregedoria Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

A outra finalidade da ação é obter provas de crimes de sonegação fiscal, contra a administração pública, associação criminosa e outros. As investigações começaram a partir de troca de informações entre a DELFAZ, de dados de inteligência da Operação Foco e SEFAZ.

Os agentes verificaram a presença de indícios de que pessoas jurídicas suspeitas de integrar um mesmo grupo econômico vêm internalizando no Rio de Janeiro, de forma fraudulenta, com possível participação de agentes públicos, carregamentos de bebidas de outras unidades da Federação, sobretudo de cerveja, desacompanhados dos documentos fiscais necessários e sem recolhimento de impostos.

Há suspeitas, ainda em fase de investigação, de atos de corrupção por parte de agentes públicos encarregados da fiscalização do transporte de bebidas, que ingressam no estado do Rio de Janeiro sem documentos fiscais e sem o devido recolhimento de tributos.

Estima-se que as fraudes investigadas vem causando prejuízos ao estado do Rio de Janeiro de R$ 40 milhões ao ano.

Segundo a Polícia Civil, a operação estanca uma sangria que impediu o Rio de Janeiro de arrecadar mais de R$ 150 milhões e está alinhada com a política do Governo do Estado aumentar a arrecadação para, consequentemente, buscar melhorias em diversos setores.

Na ação os agentes buscam elementos e provas dos delitos praticados, tais como HDs, laptops, computadores, notebooks, CDs, DVDs, pen drives, discos rígidos, agendas manuscritas ou eletrônicas, aparelhos de telefone celular dos investigados ou de suas empresas, como também registros, formais ou informais, recibos, agendas, ordens de pagamento e documentos em geral, bem como valores em dinheiro.


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