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Procura por testes de Covid-19 infla preços no mercado

Matéria publicada em 27 de janeiro de 2022, 17:37 horas

 


Farmácias, clínicas e laboratórios particulares cobram mais de R$ 100 para realizar exame feito de graça na rede pública

Foto: Cris Oliveira – Secom PMVR
Prefeituras ofertam testes gratuitos de Covid-19, mas há filas

 

Barra Mansa e Volta Redonda – O crescimento no número de casos de Covid-19, devido à variante Ômicron, tem provocado um aumento na procura por testes para a detecção do vírus. Com esta demanda aquecida, criou-se um mercado lucrativo. O DIÁRIO DO VALE realizou um levantamento nos últimos dias e constatou que esses exames na rede particular (farmácias, clínicas e laboratórios) podem custar de R$ 70 até R$ 380, enquanto na rede pública é de graça.

O teste de antígeno, por exemplo, que em farmácias e laboratórios se cobra R$ 100, é oferecido gratuitamente pela prefeitura na Ilha São João, em Volta Redonda, assim como em Barra Mansa no Parque da Cidade. Para se ter uma ideia, em Volta Redonda cada teste foi comprado por R$ 5,35 e pelo governo municipal, enquanto na cidade vizinha o valor foi de R$ 7,00.

Em laboratórios no Retiro e na Vila Santa Cecília, o teste rápido (Swab nasal) custa R$ 70. Já o PCR (nasal) tem o valor de R$ 170. O exame sanguíneo sai a R$ 45. No Aterrado, o teste de antígeno Swab é R$ 90, a ser realizado a partir do terceiro dia de sintoma. Os exames rápidos de anticorpos IgG e IgM são cobrados R$ 75, este a ser realizado a partir do 11º dia após os sintomas. Já na Vila Mury e no Santo Agostinho, em outra rede de laboratório, o swab custa R$ 100, enquanto o que detecta também a Influenza custa R$ 150. O exame de sangue é R$ 44. Para quem pretende viajar, o teste RT-PCR para viagem internacional está saindo a R$ 380. Segundo o laboratório, houve uma grande procura nos últimos dias.

Preços em hospitais particulares

Em um hospital particular de Volta Redonda, a demanda por testes de Covid-19 tem sido frequente. Para a realização do teste PCR Swab está sendo cobrado R$ 130, enquanto o teste sorológico é R$ 220. Em outra unidade hospitalar, os testes PCR e antígeno (teste rápido) custam R$ 100 cada, sendo que esses exames são cobertos pelo plano de saúde mediante um pedido médico. O teste antígeno é o que tem mais procura. Em média são feitos mais de 170 exames por dia.

Já em Barra Mansa, um hospital particular da cidade cobra R$ 100 para a realização do teste rápido Swab antígeno. O teste PCR Swab está saindo a R$ 200. Funcionários ouvidos pela reportagem confirmaram o crescimento na procura pelos exames nas últimas semanas.

Testes gratuitos

Em Volta Redonda, 39 das 46 unidades básicas de saúde (UBSs e UBSFs) realizam a testagem para Covid-19, de segunda a sexta-feira, de 8h às 16h. Os exames que também está sendo feitos todos os dias com agendamento prévio (http://encurtador.com.br/pzHJO) na Ilha São João – das 8h30 às 17h. Algumas unidades básicas funcionam com horários estendidas até as 18h e 21h.

Já em Barra Mansa, os testes são realizados nas unidades de saúde do Ano Bom, Sirene Boa Sorte; Clínica da Família, na Vista Alegre (que funcionam das 17h às 22h de segunda a sexta-feira), além do Centro de Triagem, na Região Leste (que funciona 24h por dia) e na nova central de testagem no Parque da Cidade. Esta última fica aberta de segunda a sexta, das 9h às 16h, e é voltada a apenas moradores de Barra Mansa com sintomas gripais. É preciso comprovar residência no município.

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Procon-RJ notifica mais de 30 estabelecimentos

O Procon Estadual do Rio de Janeiro (Procon-RJ) fez uma ação para identificar possível aumento abusivo de preços dos exames de Covid-19 e Influenza. A fiscalização aconteceu em 33 farmácias, laboratórios, clínicas e distribuidoras de dez municípios, na última terça-feira (25). De acordo com o órgão de defesa do consumidor, em uma drogaria em Barra de Piraí, foi constatado aumento de 74% no valor do teste para detecção de Covid-19 em menos de um mês.
Os servidores identificaram no estabelecimento que o exame de antígeno nasal passou de R$ 80 para R$ 139 neste mês de janeiro. Segundo o Procon-RJ, os demais laboratórios, farmácias e clínicas não comprovaram no ato da fiscalização os preços praticados anteriormente, mas já foram notificados a apresentar documentos que comprovem os preços que estão sendo praticados desde outubro de 2021. Os estabelecimentos foram ainda questionados quanto aos prazos dados aos consumidores no momento do exame, se os mesmos estão sendo cumpridos e o que estes fornecedores estão fazendo para atender a alta demanda de maneira satisfatória aos clientes.

As distribuidoras de medicamentos fiscalizadas foram notificadas a apresentar documentos que comprovem os valores de custo dos testes de Covid-19, os preços que os testes são vendidos em suas unidades e se há diferença de valores por região.

A fiscalização também encontrou irregularidades como publicidade que pode induzir o consumidor ao erro, ausência de preço nos produtos ou serviços ofertados, falta da lista atualizada de preço de medicamentos e do certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros foram as irregularidades encontradas pelos fiscais na operação. A ação aconteceu no Rio de Janeiro, São Gonçalo, Maricá, Belford Roxo, Duque de Caxias, Cabo Frio, Macaé, Barra do Piraí, Campos dos Goytacazes e Nova Friburgo.


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Um comentário

  1. Minha vó dizia que nessas horas difíceis vemos o melhor e o pior do ser humano.

    Governo devia tabelar remédios de Covid, exames, pois a indústria farmacêutica já ganha muito com outras medicações.

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