terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

TEMPO REAL

 

Capa / Região / Reforma do AF-3 vai render R$ 100 milhões por mês para a CSN

Reforma do AF-3 vai render R$ 100 milhões por mês para a CSN

Matéria publicada em 24 de outubro de 2019, 15:23 horas

 


Paralisação do equipamento afetou desempenho da siderurgia no balanço trimestral da empresa, mas retorno será rápido

Presidente da CSN volta a se comprometer com redução de endividamento

Volta Redonda e São Paulo – A reforma do Alto-Forno 3, que volta a operar durante este fim de semana, foi um dos tópicos mais mencionados durante a teleconferência que discutiu os resultados da CSN no terceiro trimestre. Para os próximos meses, a expectativa da empresa é que o fim da paralisação do equipamento traga um bom retorno financeiro. A Companhia estima em R$ 100 milhões mensais os ganhos da siderúrgica com a volta do AF-3 à atividade. Com isso, o investimento feito no serviço, de cerca de R$ 450 milhões, se pagará em questão de meses.

Para o balanço do terceiro trimestre, porém, os resultados foram negativos. A empresa, embora tenha se mantido no terreno positivo no que diz respeito ao Ebitda, que mede a capacidade de gerar caixa,  registrou prejuízo de R$ 871 milhões. Por causa da parada do alto-forno, foi necessário adquirir chapas de aço de concorrentes, o que afetou o custo de produção, e fez com o caixa gerado pela siderurgia ficasse muito abaixo do normal.

O estoque de placas da Companhia ficou baixo, e o AF-3 vai operar a plena carga, nos próximos meses para recompor essa falta. Como o DIÁRIO DO VALE já noticiou, a expectativa é de uma economia de R$ 300 em cada tonelada de placas.

Além disso, a paralisação afetou outros negócios do grupo: a CSN Minérios teve um volume de vendas bem menor para seu principal cliente, que é a siderúrgica do grupo. Com isso, as vendas para o exterior, que já são uma parcela importante da receita da mineração, ganhou um peso maior ainda. Porém, com a queda de volume no mercado externo, os resultados foram menores do que seria possível.

A CSN Cimentos também foi atingida. Embora o mercado de construção esteja se expandindo, com o consequente aumento no volume de vendas, o custo de produção foi mais alto, porque, sem a escória do Alto-Forno 3, que é matéria-prima para o cimento, foi preciso usar outro tipo de escória, cujo processamento é mais caro. Assim, a geração de caixa com o cimento também ficou abaixo de seu potencial.

 

Steinbruch prioriza redução de endividamento e pretende voltar a crescer depois

 

Na teleconferência, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, disse que seu foco para os próximos trimestres é a redução da alavancagem (endividamento) da empresa. Ele colocou como meta a redução do indicador de dívida líquida para duas vezes a capacidade de  geração de caixa do grupo. Ele afirmou ainda que, tão logo tenha atingido esse objetivo, pretende voltar aos projetos de expansão da empresa.

Um deles é uma linha de galvanização a ser implantada no Vale do Paraíba paulista, com investimento de R$ 1,5 bilhão. Existe também um projeto de uma fábrica de cimento no Nordeste, mas com início de implantação projetado para, no mínimo, daqui a dezoito meses.

 

Ativos

 

Sobre as possibilidades de venda de ativos, Steinbruch afirmou que está negociando sua laminadora na Alemanha, e que  está ansioso para vender as ações que a CSN tem da Usiminas. Nesse caso, ele só espera que o ativo atinja um preço certo.  Ele também diz ser possível vender mais 8% do negócio de mineração – a CSN tem atualmente 88% do capital dessa empresa – e praticamente descartou a possibilidade de vender parte das ações da holding, dizendo que “não há necessidade”.

 

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

6 comentários

  1. Avatar

    Empresa forte trabalhador com emprego, segue o líder !!!!!!

  2. Avatar

    Benjamin tem é que se comprometer a não jogar pó preto sobre nossas cabeças.

    Precisa reformar seus sistemas de despoeiramento e exaustão.

  3. Avatar

    Que maravilha e o colaborado o que ganha com isso em termo de salário, benefícios etc…

  4. Avatar

    Com um sindicato fraco igual os metalúrgicos o destino da peaozada da csn é ser cada vez mais explorada…mas em fevereiro acaba, pois com a eleição sindical em fevereiro de 2020 teremos uma diretoria de peso, de embate e luta que será o conlutas do companheiro edimar e seus diretores já apostos para assumir os metalúrgicos e acabar com o entreguismo atual que ferra as famílias que dependem da csn

    • Avatar
      metalúrgicos que sabe o que ser desvatado pela conlutas e so ve sao jose dos campos

      ESSE CONLUTAS E O MESMO QUE AFUNDOU A GM(GENERAL MOTORS DE SÃO JOSE DOS CAMPOS) ACABARAM COM VARIAS LINHAS DE VEÍCULOS , SÓ SABEM FAZER GREVE, FAZEM GREVE TODO DIA SERA QUE E ISSO QUE OS METALÚRGICOS DE VOLTA REDONDA QUEREM, GREVE DESEMPREGO, OU UM SINDICALISMO SEM DEMISSÃO EM MASSA COM PRESERVAÇÃO DE EMPREGOS. VEREMOS O TRABALHADOR NÃO E BOBO CONHECE A HISTORIA DOS FAZEDORES DE ARRUAÇAS , QUE LEVAM OS METALÚRGICOS PARA O BURACO E FICAM POR TRÁS DAS SUAS ESTABILIDADES E O PIAO QUE SE VIRE.

    • Avatar

      Sindicato dos Metalúrgicos em Volta Redonda sempre foi a mesma enganação, desde as primeiras diretorias. No período de campanha demonstra conhecer todas as mazelas da classe. Depois que vence as eleições vende o peão a preço de banana pro empregador. Esse não será diferente.

Untitled Document