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Secretaria de Saúde intensifica ações no combate a dengue em Volta Redonda

Matéria publicada em 13 de janeiro de 2019, 14:00 horas

 


No verão, onde há mais incidência de chuvas, a chance de proliferação do mosquito é ainda maior

Moradores devem redobrar cuidados e eliminar locais que possam acumular água (Foto – Fotos Públicas)

Volta Redonda – O mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, pode se proliferar ainda mais no verão devido as constantes chuvas e calor. Água e temperaturas altas são as condições ambientais favoráveis para a reprodução do aedes. Por isso, neste período, de janeiro a maio, moradores devem redobrar os cuidados na prevenção eliminando os locais que possam acumular água, incluindo depósitos.

De acordo com a Secretaria de Saúde, as ações preventivas foram intensificadas desde outubro do ano passado, e continuam sendo realizadas durante todo o ano com visitas domiciliares.

– Nesse período foram realizados mutirões de conscientização com a população, onde as equipes realizam vistorias e repassam orientações aos moradores em relação à eliminação dos possíveis focos do mosquito. Esse trabalho continua durante o verão – disse, acrescentando que a secretaria trabalha em todo território do município para evitar o aparecimento de focos.

Segundo a Secretaria de Saúde, em 2017 foram registrados 147 casos suspeitos de dengue, entretanto apenas 01 foi confirmado. Três casos suspeitos de chikungnya também foram notificados, mas nenhum confirmado, o órgão registrou ainda oito notificações de zika, porém nenhum caso foi confirmado. A secretaria informou que os dados de 2018 ainda estão sendo fechados. A reportagem apurou ainda que, neste ano, não houve registro das doenças no município.

Elimine o mosquito

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico. Ele vive dentro de casa e perto população. Com hábitos diurnos, o mosquito se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir da postura de ovos pelas fêmeas. Os ovos são colocados em água limpa e parada e distribuídos por diversos criadouros. Por isso é importante que a eliminação dos criadouros seja realizada pelo menos uma vez por semana. Assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido.

A secretaria de Saúde orientou ainda que a população tampe as caixas d’água e tonéis, e evite lixo e outros materiais acumulados em local onde possa pegar chuva e manter a água parada. Além disso, é indispensável manter as calhas sempre limpas; deixar garrafas sempre viradas com a boca para baixo; ralos limpos e com aplicação de tela; limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia; limpar com escova ou bucha os potes de água para animais e retirar água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.

Uso de repelentes

O Ministério da Saúde alerta que os repelentes e inseticidas podem ser adotados na prevenção a doenças transmitidas pelo mosquito da dengue, desde que sejam registrados na Anvisa e os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos obedecidas. Aplicados diretamente na pele, os repelentes de uso tópico pode ser usados em gestantes e crianças maiores de dois anos.

Os inseticidas, usados para matar mosquitos adultos (spray ou aerossol), e repelentes ambientais, usados para afastar os mosquitos (encontrados na forma de espirais, líquidos e pastilhas utilizadas, por exemplo, em aparelhos elétricos), também podem ser adotados no combate ao mosquito da dengue, desde que registrados na Anvisa e sejam obedecidos todos os cuidados e precauções descritas nos rótulos dos produtos.

Procura por vacina contra a dengue é baixa

Segundo o proprietário de uma central de vacinas de uma clínica particular, Artur Fernandes, não está sendo registrada procura pela vacina contra a dengue em Volta Redonda. Ele acredita, que após as reações da vacina em pacientes, a população tenha rejeitado a vacinação.

– Depois que houve o acometimento de reações adversas pós-vacinação em pacientes que nunca tiveram dengue, a população ficou temerosa com a vacina, além do inconveniente de intervalos de seis meses entre as doses. Levando o período completo para ficar imunizado em um ano: (três doses com intervalo de seis meses) – disse, acrescentando que no momento não tenho adquirido a vacina, devido a baixa procura.

– A vacina imuniza somente contra os quatro tipos de dengue, e o tempo de cobertura vacinal ainda não foi estabelecido pelo laboratório (Sanofi Pasteur) – finalizou Artur Fernandes.

 

Franciele Bueno

 


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