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Uso de celular em vias públicas exige cuidados

Matéria publicada em 8 de março de 2020, 09:34 horas

 


Celular ainda é um item dos mais visados por ladrões nas ruas-Foto: Arquivo

Volta Redonda e Barra Mansa- Crimes ainda considerados subnotificados, quando muitas vítimas deixam de registrar a ocorrência na delegacia, os roubos e furtos de aparelhos celulares se mantêm em alta nas duas maiores cidades do Sul Fluminense. Em janeiro, pelo menos 27 pessoas foram alvos de ladrões e assaltantes que levaram os cada vez mais cobiçados telefones móveis. No primeiro mês de janeiro, foram 10 roubos e seis furtos de celular em Volta Redonda, além de quatro roubos e sete furtos em Barra Mansa.

Os números tem mantido certa constância em relação aos últimos anos, o que por si só levanta a preocupação com os casos deste tipo. De acordo com a Polícia Militar, um dos problemas é realmente a subnotificação do crime. “É preciso que o cidadão vítima deste tipo de ação vá até a delegacia e faça o registro. Pedimos que as vítimas passem as características dos criminosos, o local do crime e o tipo de aparelho levado. Isso ajuda muito”, afirmou um policial ao DIÁRIO DO VALE.

O policial está certo, pois foi a partir de uma série de denúncias que uma operação terminou com a prisão de um suspeito que agia na Ponte Mauá, em Barra Mansa. Detalhe: a Polícia Militar conseguiu prender o suspeito instantes depois dele ter roubado duas pessoas. O comparsa se jogou no Rio Paraíba para não ser preso, mas os PMs ainda conseguiram apreender um revólver que foi usado no crime. “As vítimas não podem achar que o roubo de celular é um crime de menor potencial. Neste caso da Ponte Mauá, os bandidos estavam armados e estariam praticando roubos de maneira recorrente. Um celular pode valer até R$ 12 mil. Em média, vale R$ 800 ou R$ 1 mil”, disse o PM.

Em outro caso recente, o policial ressaltou que dois suspeitos de assalto foram detidos na 249, logo após terem roubado estudantes no bairro Conforto. “Eles ligaram para a polícia, passaram as características dos ladrões, como as roupas que usavam, e para onde tinham se dirigido. Da mesma maneira, informaram o tipo de aparelho roubado.

Com isso, a viatura rapidamente achou e confirmou serem os ladrões”, ressaltou o policial.

Seguro ainda é pouco utilizado

Pouca gente sabe e pouca gente usa, mas é possível fazer uso de seguro de celular. Válido, principalmente, para quem tem aparelhos dos mais caros. De acordo com o corretor de seguro Oscavo Sérgio Carvalho, dono de uma corretora no Bairro Jardim Paraíba, o seguro de celular ainda tenha um índice bem baixo no Brasil e na região.

– Com o aumento a cada ano da segurança de localização dos aparelhos modernos, muitos usuários não acham necessário fazer um seguro de seu celular. Já outros usuários desconhecem a cobertura de roubo e furto dos aparelhos celulares oferecidas pelas seguradoras. E alguns nem tem conhecimento da existência de um seguro para celular – destaca.

Em relação ao perfil de quem busca está modalidade de seguro, o corretor Sérgio explica que geralmente são clientes com um poder aquisitivo mais alto e com conhecimento de garantia de seu patrimônio, além de usuários que possuem celulares caros avaliados acima de R$ 2 mil. “Hoje em dia é possível encontrar celulares até no valor de R$ 12 mil”, diz.

Para Ana Paula, gerente de uma loja de revenda de celulares na Amaral Peixoto, o seguro de celular ainda é pouco procurado em sua loja. “Acredito que as pessoas têm ciência desta importância e necessidade, mais não se interessam muito em fazer um seguro para não onerar ainda mais as despesas com o aparelho. Sempre oferecemos este serviço, onde trabalhamos em parceria com uma seguradora, mas geralmente quem faz são aqueles clientes que adquiram aparelhos mais caros”, diz.

Cuidados podem evitar o roubo

As forças de segurança apontam algumas dicas para evitar a ação de ladrões. A primeira é que o cidadão tenha atenção ao manusear o celular em vias públicas, que não se distraia na conversa. Para isso, vem outra dica: “Que só use o telefone na rua em casos de necessidade. A conversa com familiares e amigos pode esperar um pouco”, disse o policial.

Da mesma maneira, colocar a bolsa sempre em lugar visível, para evitar furtos. Evitar colocar o celular no bolso de trás também pode ajudar a evitar o furto.


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2 comentários

  1. Avatar

    Para se fazer um B.O de roubo ou furto de um veiculo na delegacia há pessoas que são tratadas com toda indiferença como se tivesse ” dando trabalho” e ficam por vários minutos a espera de um atendimento, mesmo não tendo uma alma viva para ser atendido por quem deveria dar todo apoio ao cidadão que tem seus vencimentos pagos por este. Dai eu me pergunto: fazer um B.O de aparelho de celular ??? Nem pensar dar esse trabalhão para os policiais.

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