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Volta Redonda é a terceira cidade do Sudeste em ampliação de despesas com Saúde

Matéria publicada em 13 de janeiro de 2019, 16:27 horas

 


Junto com Guarulhos e São João do Meriti, cidade está entre as que mais aumentaram as verbas para o setor, segundo anuário da FNP

Volta Redonda – O anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), analisou quarenta municípios da Região Sudeste do Brasil e concluiu que Volta Redonda foi uma das três cidades que mais ampliaram seus investimentos em 2017, junto com Guarulhos (SP) e São João do Meriti (RJ). O aumento da despesa efetivada com a saúde em Volta Redonda foi de 12,6%, com o volume de verba passando de R$ 230,8 milhões em 2016 para R$ 259,8 milhões em 2017. Os dados de 2018 ainda serão analisados.

O prefeito Samuca Silva comentou que o dado reflete a importância que sua administração dá ao setor e destacou que este ano será o da humanização do atendimento:

— Nossa prioridade é saúde e sempre foi. Aumentamos os recursos com essa área em 2017 e 2018. 2019 será o ano da humanização da saúde, qualidade no atendimento e diminuição da fila de espera que encontramos. Se 2017 e 2018 foram de alocação de recursos e estruturação, 2019 será da humanização — disse.

Os outros destaques da região Sudeste foram Guarulhos (SP), que teve a maior variação (18%) e viu seus gastos com saúde saltarem de R$ 910 milhões em 2016 para R$ 1,07 bilhão no ano passado e São João de Meriti (RJ), com incremento de 16,3% e montante investido de R$ 156,1 milhões em 2017.

As administrações dos municípios mineiros também incrementaram seus gastos com saúde em 2017: destaque para Uberlândia (10,6%), Belo Horizonte (9,7%), Contagem (8%) e Governador Valadares (7,3%). Em São Paulo, as maiores variações aconteceram em Sorocaba e Bauru, que aumentaram seus gastos em 6,4% e 5,8%, respectivamente, no período analisado.

Com mais de 12 milhões de habitantes, o município mais populoso do país, São Paulo (SP), também aumentou os gastos com saúde em 2017. A alta foi de 2,8% e a cidade investiu R$ 10,2 bilhões no ano passado, contra os R$ 9,9 bilhões gastos em 2016.

 

Gastos em queda

 

Quando analisadas as quedas em gastos com saúde na região, a maior foi registrada em Belford Roxo (RJ), que viu seus investimentos despencarem de R$ 162,7 milhões em 2016 para R$ 139,9 milhões no ano passado, uma desaceleração de 14%. Ainda no Rio de Janeiro, Duque de Caxias teve seus gastos com saúde reduzidos em 13,6% em 2017, somando R$ 537,6 milhões investidos contra os R$ 622,3 milhões do ano anterior.

Desaceleração também em Montes Claros (MG), Nova Iguaçu (RJ), Santo André (SP) e Cariacica (ES), que registraram quedas de 12,2%, 11,9%, 10,5% e 10%, respectivamente, no período analisado.

Também figuram no ranking das maiores quedas em valores investidos as capitais Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES). A capital fluminense gastou R$ 4,6 bilhões com saúde em 2017, valor 5,8% menor do que o montante de R$ 4,9 bilhões investidos no ano anterior. Já a capital capixaba registrou queda de 1,2%, com R$ 247,9 milhões gastos em 2017 contra os R$ 250,8 milhões em 2016.

 

Levantamento

 

Em sua 14ª edição, o anuário utiliza como base números da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentando uma análise do comportamento dos principais itens da receita e despesa municipal, tais como ISS, IPTU, ICMS, FPM, despesas com pessoal, investimento, dívida, saúde, educação e outros.

O Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil (Ano 14 – 2019) foi viabilizado com o apoio de Alphaville Urbanismo, APP 99, BRB, Comunitas, Guarupass, Hauwei, MRV, prefeitura de Cariacica/ES, prefeitura de Guarulhos/SP, prefeitura de Ribeirão Preto/SP, prefeitura de São Caetano do Sul/SP, Sabesp, Saesa e Sanasa.

Brasil: municípios investem mais e gastos com saúde têm pequeno aumento

Foram dois anos seguidos de quedas, que resultaram numa redução de R$ 5,58 bilhões nos investimentos, mas em 2017 o gasto com saúde dos municípios brasileiros apresentou uma pequena melhora no montante aplicado, passando de R$ 138,83 bilhões em 2016 para R$ 139,72 bilhões no ano passado, um aumento de 0,6%.

“Desde 2015, quando o agravamento da crise econômica no país provocou uma retração significativa nas receitas dos municípios, a redução ocorrida nas áreas de saúde e educação sempre foi menos intensa que a queda da despesa total. No ano passado não foi diferente: enquanto a despesa total registrou queda de 2%, o gasto com saúde apresentou um pequeno aumento”, explicou a economista e editora do anuário Tânia Villela.

A economista acrescenta que, apesar da crise econômica e da sobrecarga no sistema público de saúde, as despesas municipais com a pauta interromperam o movimento de contração que vinha acontecendo desde 2015. “O orçamento municipal vem, cada vez mais, comprometendo-se com a saúde, com crescimento de ações e outros serviços públicos”, explicou.

 

No Brasil

 

Entre todas as regiões do país, apenas os municípios do Norte apresentaram queda nos recursos aplicados: foram R$ 104,87 milhões a menos, uma retração de 1,3%. Do outro lado da tabela, as cidades das regiões Sul e Centro-Oeste foram as que apresentaram maiores variações positivas no período analisado, com alta de 1,7% e 1,4% respectivamente.

Quando analisados os desempenhos das capitais do país, os maiores aumentos percentuais em gastos com saúde foram registrados em Campo Grande (16,8%), Cuiabá (15,6%) e Belo Horizonte (9,7%). Já as maiores quedas ocorreram no Macapá (-8%), em Belém (-6,6%) e em Boa Vista (-6,5%). A publicação levantou, ainda, o gasto médio com saúde per capita dos municípios, que foi de R$ 682,85 em 2017.


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14 comentários

  1. Por que os vereadores tem direito a plano de saúde se temos o melhor sistema público do região ?

  2. Os volta-redondenses podem ficar doentes à vontade. Não se preocupem com o amanhã. Samuca investe pesado para lhes darem mais leitos para ficarem dependentes de remédios, consultas médias, médicos e outras necessidades de um paciente enfermo.

    Sabe aquela política de combate à Dengue? Esqueça do governo e te cuide mais.

    Um Gestor Público PROFISSIONAL trabalha para melhorar a vida dos cidadãos, entre as melhorias a saúde para os cidadãos poderem ser felizes e poderem produzir e gastar mais, pagar mais impostos e movimentar a economia. O cidadão estando doente vai gastar tbm, mas só com saúde.

  3. O onisciente e onipresente não tem palavras,os remédios estão fazendo efeito.

  4. Rajane Corrêa Rosa

    Sr. Prefeito, nós servidores estatutários da prefeitura de VR, nāo temos assistência médica , como é do seu conhecimento. E isto é uma covardia, jamais podíamos IMAGINAR que isto ia acontecer justamente no seu governo.Para nós não existe outubro rosa ou novembro azul. É só DISCURSO.

  5. Anuário Multi Cidades ??? Fala sério. Basta ir aos hospitais, upas e postos de saúde pra ver a porcaria que está… Se aumentou os gastos, não soube usar.

  6. Melhorar o sistema de saúde é um conjunto de ações que começa com o incentivo da pratica esportiva, melhorias ambientais com combate a poluição e saneamento básico. Volta Redonda é uma cidade doente, poluída, onde ninguém caminha, que falta áreas verdes e mobilidade urbana.

  7. Considerando que nem capitais de estado possuem três hospitais municipais, acho que VR está muito bem aparelhada… O problema é que esse povo de Barra Mansa, Pinheiral Barra do Piraí e outras cidades vêm tudo para cá. São cidades que não investem em aparelhamento, nenhuma delas tem hospital público (Pinheiral tem um que na verdade é posto 24h) e compram ambulâncias para mandar para o HSJB… Acidente na Dutra, os casos mais graves, que exigem maior gasto e mobilização de pessoal, vêm tudo para cá, até quando acontece em Paracambi, já na Baixada…

    • Desde a época do Neto que promovem a saúde pública de VR como a melhor. Os enfermos vêm todos para cá.
      O que eles vão fazer em BM, Pinheiral, BP e em Paracambi?
      Para que os prefeitos de outras cidades irão gastar em saúde, se na cidade ao lado tem a melhor saúde pública?

      Discordo totalmente dessa melhor saúde pública de VR. Pelos comentários nas redes socais é bem diferente essa melhor saúde pública.

    • capeta da grota do Santa cruz

      isso é lamentável!!

  8. Isto é uma das responsabilidade do prefeito, no entanto vem acabando aos poucos com o plano de saúde dos servidores estatutários da PMVR, garantido por lei! Este Samuca é uma marionete na mão dos empresários! Os moradores do complexo do Santo Agostinho, Retiro, e outros bairros, que o dica. A CSN é uma das maiores responsáveis por este quadro, Hoje Samuca e Benjamim são parceiros. Se aliou ao maior inimigo de nossa cidade.

  9. Arthur Rodrigues Alves

    Sério mesmo

  10. Arthur Rodrigues Alves

    Mas é lógico que irá alimentar !!!!!!
    A comprar dos hospitais que ele fez, entra como gasto de saude!!!!! Fala investimento, tudo bem que foi outra coisa, mas entra como gasto na Saúde.

  11. Gasta muito e mal.

  12. Sem comentários!!!

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