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Volta Redonda lidera geração de empregos na região

Matéria publicada em 25 de janeiro de 2020, 20:13 horas

 


Cidade termina 2019 com saldo positivo de 1.956 postos de trabalho, seguida por Angra dos Reis, Resende e Barra Mansa

 

Sul Fluminense – As quatro maiores cidades da região (Volta Redonda, Angra dos Reis, Barra Mansa e Resende) terminaram 2019 com saldo positivo de empregos. Volta Redonda teve a maior expansão no mercado de trabalho, com 1.956 novos postos de trabalho com carteira assinada. Em seguida, vieram Angra dos Reis (989), Resende (688) e Barra Mansa (657). Os dados são do Caged e estão disponíveis no aplicativo Perfil do Município.

Embora os quatro municípios tenham registrado mais admissões do que demissões, os desempenhos de cada um nos quatro maiores setores da economia regional (indústria, comércio, serviços e construção civil) apontam ligeiras diferenças entre as cidades.

O Caged lista outros setores da economia, como extração mineral, agropecuária, serviços industriais de utilidade pública e administração pública, mas essas atividades não têm peso significativo nos mercados de trabalho das quatro maiores cidades da região.

Indústria

Base da economia das quatro cidades, a indústria de transformação trouxe crescimento no número de empregos em Volta Redonda, onde houve 1.653 admissões a mais do que demissões, e em Angra dos Reis, que teve saldo positivo de 373. Resende fechou 255 postos de trabalho na indústria, enquanto Barra Mansa teve 212 demissões a mais do que admissões.

Comércio

O comércio fechou o ano com saldo positivo nas quatro cidades. A maior expansão foi em Volta Redonda (189), seguida por Barra Mansa (158), Angra dos Reis (143) e Resende (14).

Serviços

O setor de serviços teve desempenho positivo nos quatro municípios. A maior expansão foi em Resende (691); Barra Mansa teve saldo positivo de 664, Angra dos Reis, de 295, e Volta Redonda, 191.

Construção Civil

O setor de construção civil teve o maior saldo positivo em Angra dos Reis (200), seguido por Resende (192) e Barra Mansa (79). Dos quatro setores que mais empregam na região, este foi o único em que Volta Redonda apesentou saldo negativo (-36).

Saldo no Brasil é o maior desde 2013

O Brasil fechou 2019 com o maior saldo de emprego com carteira assinada em números absolutos desde 2013. Dados do Cadastro Gral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro mostram que houve a geração de 644.079 novas vagas de emprego formal no país em 2019, o que significa 115 mil postos a mais do que o registrado em 2018. Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 39 milhões de vínculos – em 2018, esse número tinha ficado em 38,4 milhões.

Todos os oito setores da economia registraram saldo positivo em 2019. O destaque do ano ficou com Serviços, responsável pela geração de 382.525 postos. No Comércio foram 145.475 novas vagas e na Construção Civil, 71.115. O menor desempenho foi o da Administração Pública, com 822 novas vagas.

As cinco regiões fecharam o ano com saldo positivo. O melhor resultado absoluto foi o da região Sudeste, com a criação de 318.219 vagas. Na região Sul, houve abertura de 143.273 postos; no Nordeste, 76.561; no Centro-Oeste, 73.450; e no Norte, 32.576. Considerando a variação relativa do estoque de empregos, as regiões com melhores desempenhos foram Centro-Oeste, que cresceu 2,30%; Sul (+2,01%); Norte (+1,82%); Sudeste (+1,59%) e Nordeste (+1,21%).

Em 2019, o saldo também foi positivo para todas as unidades da federação, com destaque para São Paulo com a geração de 184.133 novos postos, Minas Gerais, com 97.720, e Santa Catarina, com 71.406.

Salário

Houve aumento real também nos salários. No ano, o salário médio de admissão nacional foi de R$ 1.626,06 e o salário médio de desligamento foi de R$ 1.791,97. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), registrou-se crescimento de 0,63% para o salário médio de admissão e de 0,7% para o salário de desligamento, na comparação com novembro do ano passado.

Dezembro de 2019

No mês de dezembro, o resultado foi negativo, a exemplo do que ocorre todos os anos. Trata-se de uma característica do mês devido aos desligamentos dos trabalhadores temporários contratados para trabalhar durante o fim de ano, além da sazonalidade naturalmente observada nos setores de serviços, indústria e construção civil. No último mês de 2019 o saldo ficou negativo em 307.311 vagas. Em 2018, o saldo de dezembro havia sido de -334.462.

Os maiores números de desligamentos foram nos setores de Serviços (-113.852) e Indústria de Transformação (-104.634). O Comércio foi o único a apresentar saldo positivo com 19.122 vagas.

Na modalidade de trabalho intermitente, o saldo também foi positivo: 8.825 novas vagas em dezembro. Comércio e Serviços dominaram as contratações com saldos de 3.797 e 3.103 novos postos, respectivamente. Já o trabalho parcial teve déficit de 2.293 vagas.

 


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7 comentários

  1. Avatar

    Muito boa reportagem, mas o que queremos saber é quais serão as inaugurações e melhorias desta semana, do programa ” Orgulho de Volta”. O compromisso do Prefeito é uma inauguração por dia, até o final do ano!

  2. Avatar
    povo marcado, povo feliz!

    Geração de emprego é uma coisa, rotatividade nas empresas é outro. Essa troca de quadro de funcionário traz uma falsa ideia de novos postos de trabalho. Aqui na região não temos novas empresas para gerar novos postos de trabalho, temos as mesmas empresas que ditam o ritmo de admissão e a remuneração média. a realidade é que estamos estagnados!

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      Grande verdade!

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      Empresas grandes não brotam da terra a todo instante em lugar algum do Brasil, quiçá do mundo. Óbvio que são as as empresas preestabelecidas quem ditam o ritmo das admissões e demissões, principalmente em se tratando de fábricas. No caso da construção civil, comércio e prestação de serviços (rede hospitalar, principalmente), o crescimento em VR foi firme e acima da média nacional…

  3. Avatar

    Kkkkkk onde tem emprego em VR

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      Se não achou é pq não quer. Ou não cumpre requisitos. Trabalho com contratação e vi, sim, bastante melhora nos saldos em 2019. Só não melhora mais pq o Estado impede as empresas de contratarem, tamanha quantidade de encargos.

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